Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.

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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Baba yakha ou Baba yaga


Baba yakha ou Baba yaga (pronunciado: bah-bye'yegg-ah) é, na Mitologia Eslava, a mulher selvagem, a dama escura e amante da magia. Ela é também vista como um espírito de floresta, levando os jarros de bebidas espirituosas. A palavra Baba nas línguas eslavas mais significa uma mulher mais antiga ou casada de classe social inferior ou simplesmente uma avó.


Na tradição das bruxarias, ela é o Koronowo, a guardiã da sabedoria. Nas tradições africanas ela é IYA - AGBA representando as anciãs, pessoas de idade, mães idosas e respeitáveis.
Quando ela aparece, é dito que um vento selvagem começa a soprar entre as árvores. Gargalhadas e lamentações se ouvem, alguns jarros de bebidas espirituosas frequentemente flutuam à acompanhá-la.





 Nos contos russos, Baba Yakha é apresentada como uma bruxa que voa através do ar em um pilão de madeira, usando uma vassoura como um leme de direção . Ela vive em uma cabana que se move em um par pernas de galinha, sempre mudando de lugar para não ser encontrada.



A fechadura de sua porta é uma boca preenchida com dentes afiados; o limite de fora ( sua cerca) é feito com ossos humanos e com crânios na parte superior. Nas lendas a casa não abre a porta até que é dito uma frase mágica. Existem três cavaleiros que partem de sua casa, um branco, um vermelho e um negro. Eles representam amanhecer, meio- dia e meia-noite respectivamente e demonstram o controlo de Baba Yakka sobre o próprio tempo.

Algumas pessoas, que se encontrem com ela ou achem sua cabana, podem ter as perguntas mais profundas respondidas por BabaYakka , desde que sejam honestos e puros do coração. Mas caso contrario serão devorados por ela (adultos, crianças e similares).




O conto mais popular de Baba Yakka é ‘ Vasalisa a bela ’: Vasalisa sai na floresta, a procura de fogo para aquecer sopa para sua mãe doente. Baba Yakka a encontra na floresta e exige que ela execute tarefas aparentemente impossíveis (tais como separar e contar todas as sementes de papoulas de um campo imenso) em troca da chama para aquecer a sopa. Vasalisa possuía uma boneca magica, feita de palha de milho que trazia no bolso e que conclui as tarefas impossíveis para ela.
Em um nível simbólico, Vasalisa retrata a inocência de camponesa e sua boneca representa o espírito intuitivo e força de fé, enquanto Baba Yakka representa a força e sensatez da idade.
Baba Yahga é a eterna mulher Selvagem da cabana, a idosa, que viu tudo e que sofreu tudo. Ela nos chama , exigir de nós que deixemos nossa inocência primaria e ingenuidade para trás, e à usarmos seus ensinamentos para aumentar os poderes mágicos.

Para a mulher entender Baba Yaga é abraçar a menopausa, sabedoria, liberdade, a dança dos mistérios, envolvimento, tempo, extasia, nascimento, morte, rituais, banimento e cerimonias de capacitação.
Como “mãe dos ossos” inicialmente ela era Baba do Leste Europeu. O outono é sua temporada onde se colhe o último feixes de milho. A mulher que consumi-los, poderia engravidar no prazo de um ano. Baba tornou-se a Baba Yaga da Rússia. Ela viveu profundamente dentro de uma floresta de vidoeiro. Sua casa foi cercada por estacas com crânios humanos .Baba Yaga tornou-se o estereótipo da bruxa malvada que come crianças e homens, causa medo e terror com suas mortes e canibalismo.




 Mas olhando mais atentamente, ela não é apenas uma deusa do submundo, mas também a guardiã da fonte das águas da vida. Baba Yaga é não só a deusa da morte, mas também a deusa da vida. Na madrugada, um Cavaleiro branco deixa a sua residência. Quando chega às 12 h 00, um Cavaleiro vermelho deixa a sua residência. E por último, no crepúsculo, um Cavaleiro preto deixa residência apenas para que o ciclo de iniciar novamente outro amanhecer. Os sinais de ser uma deusa tripla permanecem.
A linhagem da Baba Yaga não é conhecida. Quando perguntado como ela se sente sobre ser comparada uma velha do mal, avó do diabo, uma bruxa demoníaca, Baba Yaga explica, que ela existe e é mantida viva nessa aparência para prestar seus serviços mágicos às bruxas e magos. Baba Yaga considera que esta imagem mantém muitos do indesejados do lado de fora dos mistérios mágicos.


 Escritores falam somente de seu lado mal, também se deveria falar do seu lado bom fornecendo sabedoria. Baba Yaga é deusa uma mulher e associada não só com a sabedoria, mas também com a floresta. Ela é considerada uma mulher antiga sensata, mesmo por aqueles que receiam seus terríveis feitiços.
Baba yakha é uma deusa Koronowo, ( deusa de sabedoria) portanto, é preferível chama-la para banir rituais. É fácil inclui-la nos seus feitiços e rituais. Coloque um pilão de madeira no seu altar para representa-la. Grave velas brancas, vermelhas e pretas, com um simbolo de crânio.
Baba yakha consegue banir traços indesejados de comportamentos.




Ela também é uma maravilhosa deusa usar durante Feitiços capacitação. Durante a Lua cheia vestir suas cores e gritar esta afirmação, "Sou uma bruxa (o). Tenho poderes para alterar as coisas, que não me agradam na minha vida. Eu já não oculto minhas crenças e talentos para proteger outros. Falo alto. Eu gosto todas as formas e bruxas(os) que sou." Tenho o poder livre para alterá-la para atender seus fins.
Baba yakha seja meu guia do saber e verdade da deusa. Esta meditação melhor é feita durante a Lua escura. É um meditação solitária, melhor feita completamente sozinho. Se quiser trace um um círculo de poder ou apenas se mantenha confortável na posição de meditação.. Certifique-se que a sala está escura e você não será perturbado. Agora vamos começar.
Você entrou em uma espessa floresta. Você encontra uma abertura entre as árvores. Você encontra a casa da deusa Baba yakha. A cerca é feita de ossos e com crânios humanos. As casa dança nas pernas de galinha. É uma visão aterradora, mas nada a temer. Você tem que chegar a porta e tocar o sino para ela.
Em uma voz tenebrosa ela pergunta o que você deseja? Com o coração puro você diz seu nome. Ela voa fora de sua casa em seu pilão para saudar a você. Como você se sente? Quais são as suas impressões? Baba yakha o aborda com seu olhar profundo e gélido e pede para você entrar em seu pilão para um passeio. Você hesita? Vá com ela! Voe através do ar no pilão com yakha Baba. Tome nota para onde ela o leva, e o que ela avisa a você. Divirta-se a sensação de voar! Baba yakha saberá quando é tempo de voltar. Quando você retornar a sua casa, não se esqueça de agradecer-lhe e dar-lhe uma dádiva.
Ela lhe dará um dom! Você sabe o caminho de volta através da floresta. Agora você sabe qual a forma de poder visitar yakha Baba, quando necessário.


Quando fui montar no pilão com Baba yakha , primeiro ela me levou a uma terra fria e colheu alguns pedaços ossos dessa terra com seu pilão. Ela me levou em seguida a uma fonte de água e aspergiu em seguida, as águas de vida em mim. Senti-me revitalizado, como se os defeitos de características desnecessárias fossem banidos. Baba yakha veio para mim como um pergaminho de segredos, e me deu um gole de uma de suas garrafas de bebidas espirituosas. Ela ensinou-me que todos os bruxos(as) devem estar intimamente familiarizados com os ciclos de nascimento, vida e morte. Ela continua a ser guardiã tanto do submundo como da fonte das águas da vida.


Ela voa em seu pilão com uma vassoura como leme.
Esta é uma vassoura feitas de ervas secas de plantas magicas enfeitada com fitas coloridas. Suas cores são branca para a pureza e vermelho para força de vida, preto para os encerramentos de ciclos.


Autor: Valdir Callegari








quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Thordgerd Holgabrud - “A Deusa Flecheira”

Thordgerd Holgabrud - “A Deusa Flecheira” Essa deusa já foi considerada, em lendas mais recentes, uma mortal deificada por sua extraordinária habilidade nas artes oraculares e mágicas. Mas Thordgerd era, na verdade, filha de Odin e Huldra, a Senhora das Colinas, líder das ninfas das florestas e protetora dos animais. Thordgerd costumava ser representada como uma mulher bonita, alta e forte, vestida com peles de animais, usando jóias de ouro e cercada de cofres com pedras preciosas. Juntamente com sua irmã Irpa, ela protegia a Islândia, onde as duas recebiam oferendas nos antigos templos de pedra. Thorgerd era uma deusa guerreira que, para defender o povo dos inimigos, lançava flechas mortíferas de cada um de seus dedos. Além disso, ela manipulava as forças da Natureza e era invocada para dar sorte no plantio, na caça e na pesca. Seu culto foi o último vestígio da antiga tradição das deusas e perdurou até muito tempo depois de a ilha ter sido cristianizada. Para denegri-la, os padres católicos a chamavam de Thordgerd Holga Throll, atribuindo-lhe os poderes maléficos dos troll, seres “sinistros” da Natureza que, na realidade, nada mais eram qu eos gigantes e os gnomos dos antigos mitos, reduzidos a grotescas e aterrorizantes figuras nas interpretações cristãs. Elemento: terra, água.Animais totêmicos: peixe, gado, animais selvagens.Cores: verde, marrom.Árvores: azevinho, espinheiro, pilriteiro.Plantas: cardo, tojo, verbasco.Pedras: ágata, esmeralda, cornalina.Símbolos: flecha, alvo, anzol, garras e peles de animais, plantios, colheitas, pedras preciosas, cofre, jóias de ouro, seres da Natureza, ninfas.Runas: tiwaz, as, yr, gar, wolsangel.Rituais: de defesa pessoal e grupal; para atrair a boa sorte; para “abrir os oráculos e proteger as práticas mágicas.Palavras-chave: sorte.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Syn - “A Defensora”

Syn - “A Defensora” Em Fensalir, o palácio celeste de Frigga, Syn era a guardiã das entradas e negava passagem àqueles que não tinham permissão ou merecimento para entrar. Syn, portanto, é considerada a protetora das fronteiras e a defensora dos limites. Seu nome significava “negação” e ela era chamada nas assembléias e nos conselhos para defender aqueles que deveriam negar pedidos ou colocar limites. Era uma deusa justa, que tudo via e sabia,por isso os povos nórdicos pediam sua presença nas disputas judiciais para assegurar o triunfo da justiça e o cumprimento dos juramentos e das promessas.
Ela se apresenta como uma mulher séria, vestida com uma túnica violeta e com uma tiara nos cabelos; nas mãos, um bastão inscrito com runas, uma chave, um escudo ou uma vassoura de galhos de bétula e sinos. Elemento: ar.Animais totêmicos: dragão-do-ar, gavião, falcão.Cores: branco, azul, violeta, preto.Árvores: bétula, erva-das-feiticeiras, vetiver.Plantas: ametista, cristal de rocha, safiraMetais: prata, ferro.Data de celebração: 02/06.Símbolos: porta, portal, entrada, sleira, fechadura, chave, cadeado, escudo, bastão, vassoura de galhos com sinos, galho de árvore com formato da runa Algiz, sinete, talismãs com olhos, balança, promessa, compromisso, aliança, contrato, juramento.Runas: algiz, dagaz, yr.Rituais: para a proteção das fronteiras e dos limites; para a defesa do espaço e proibição de aproximações e interferências; para criar e proteger o círculo mágico; para a defesa pessoal e dos bens.Palavras-chave: negação.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Var (Vara, War) - “A Guardiã dos Juramentos”


Var (Vara, War) - “A Guardiã dos Juramentos” Seu nome é relacionado às palavras norueguesas varda, “garantir”; varar, “contratos e juramentos”; e vardlokur - “canção de proteção”. Em alemão, wahr significa “verdadeiro”, enquanto que em inglês aware indica “percepção consciente”. Var, portante, representa a deusa nórdica cujas funções eram semelhantes às da grega Héstia (que ouvia todos os juramentos e garantia seu cumprimento) e personalizava o conceito idealizado da verdade e da justiça. Seu título era “A Cautelosa” e ela ensinava prudência e lealdade. Var testemunha os contratos e os juramentos, principalmente entre homens e mulheres. Ela também pune os transgressores e os perjuros: sua missão á fazer respeitar a verdade. Sua proteção é mais moraldo que física, pois ela zela pela integridade do espírito. Seu poder se manifesta nas palavras que usamos para expressar nossas intenções, decisões, promesses e afirmações, pois a energia dos sons se concretiza no mundo material pelas ações. Ela recomenda cautela ao se assumir qualquer tipo de compromisso, pois sua tarefa é castigar aqueles que traem seus próprios juramentos. Acreditava-se que Var residia no calor e no brilho das lareiras; era descrita como uma apareição fugaz e luminosa, invocada em todos os acordos e compromissos familiares e tribai. Para atrair sua bênção, eram ofertadas ao fogo guilandas de ervas aromáticas trançadas com fitas, nas quais eram inscritos os compromissos. Para selar o acordo, depois eram entoados cânticos e se brindava com hidromel em chifre de boi. Elemento: fogo.Animais totêmicos: águia, dragão do fogo (firewyrm).Cores: amarelo, laranja, vermelho.Árvores: macieira, sabugueiro.Plantas: aromática, hera.Pedras: cornalina, ágata, citrino, topazio, granada.Data de celebração: 13/11.Símbolos: lareira, chama do fogo, aliança, contratos, juramentos, guirlanda de fitas, chifres de boi, hidromel, ervas aromáticas para queimar nas brasas.Runas: kenaz, gebo, tiwaz, othala, cweorth, ziu.Rituais: para fazer honrar compromissos e juramentos; para atrair a verdade e a justiça; para assistir os acordos; para fortalecer a união familiar e grupal.Palavras-chave: lealdade.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Hnoss e Gersemi - “As Deusas do Amor”

Hnoss e Gersemi - “As Deusas do Amor” As duas filhas de Freyja, consideradas a continuidade ou aspectos da beleza materna, eram reverenciadas como deusas do amor. Elas, no entanto, representavam também a continuação da vida em todos os planos de existência, revelando aos homens que a beleza da Deusa está presente sempre, em todos os lugares, em todos os momentos, em todos os seres. Hnoss e Gersemi simbolizam a centelha divina que existe dentro de nós, mesmo quando não temos consciência disso. Hnoss significa “tesouro”; Gersemi significa “jóia”, e a Deusa recebia ricas oferendas para conferir beleza, sexualidade e amor aos seus adoradores. Seu dom era o de despertar amor e aumentar a capacidade de entregar das pessoas. Elementos: água, fogo.Animais totêmicos: pomba, gato.Cores: rosa, vermelho.Árvores: frutíferas e floridas.Plantas: genciana, glicínia, ranúnculo, rosa alpina.Pedras: rodocrosita, rubi, granada.Símbolos: jóias, tesouros, metais, centelha divina, canções e poemas de amor, hinos à beleza.Runas: Gebo, Perth. Rituais: para aumentar a capacidade de amar e ser amado; superar o medo de se entregar; encontrar seus “tesouros” interior”.Palavras-chave: beleza.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Nott (Nat, Noirun) - “A Senhora da Noite”



Nott (Nat, Noirun) - “A Senhora da Noite”
Nott era conhecida como a deusa da noite, que percorria o céu noturno em uma carruagem puxada por um cavalo preto chamado “Crina de Gelo” que, ao espumar ou sacudir a crina, formava a geada ou o orvalho. Nott aparecia como uma mulher madura, normalmente de pele escura e trajes pretos. Ela teve três maridos - Naglfari (crepúsculo), Anar (água) e Delling (alvorada) - com os quais teve três filhos: Audir (espaço), Jord (terra) e Dag (dia). A carruagem de Nott era ornada com pedras preciosas, que brilhavam como estrelhas no céu escuro, permanentemente seguida por Dag, que assumia a condução da carruagem pela amanhã, quando a mãe ia repousar.
O significado mais profundo de Nott é sua representação como o ventre primordial do vazio cósmico, à espera da fecundação pelo energia vital.



Devido à cor escura de sua pele (dissonante em uma cultura que valorizava os padrões da raça branca, ariana), Nott pode ser reverenciada atualmente como a proteotra das minorias e dos menos favorecidos pelo destino. Ela ensina a aceitação a todos, indiferentemente de cor, sexo, crença, idade ou posição social, evitando-se a discriminação e os preoconceitos. Nott pode ser considerada uma vó bondosa, que ensina amor e respeito por todas as formas de vida. É por seu intermédio que se mergulha no sono reparador, que proporciona os sonhos ue podem se tornar as sementes de um novo dia, de uma nova realidade.
Na meditação ou visualização, pode-se imaginar a energia de Nott como a de uma manta macia com a qual a mãe ou a avó envolve, afastando com sua presença protetora e seu abraço carinhoso os pesadelos e o medo da “escuridão”.
Nott era invocada pelos poetas e músicos para dar-lhes inspiração e pelos místico e magos para abrir sua visão e ajudá-los a desvendar e compreender os mistérios e os presságios.
Elementos: água, ar.Animais totêmicos: cavalo, coruja, lebre, dragão do ar e da água, unicórnio, cavalo alado.Cores: preto, azul escuro.Árvores: mogno, mogueira, zimbro.Plantas: anis-estrelado, dama-da-noite, jasmim-estrela.Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, safira, zircão, diamante.Metais: prata, estanho.Datas de celebração: 26/10.Símbolos: lua, estrelas, noite, carruagem, pedras precriosas, metais, manto, xale, manta de lã, poesias, canções, sonhos, mistérios, rituais e cerimônias mágicas.Runas: Raidho, Peorth, Yr.Rituais: para desenvolver o amor universal, demonstrar aceitação e respeito por todos os seres; aprofundar e lembrar os sonhos; para abrir a intuição e a visão.Palavras-chave: visão, aceitação.



Texto: Mirela faur " Mistérios Nórdicos"




Thrud - “A Regente do Tempo”

Thrud - “A Regente do Tempo” Filha de Sif e Thor, Thrud era conhecida tanto como deusa quanto como Valquíria. Famosa por sua extraordinária beleza, foi admirada e desejada por muito homens; mortais, heróis, deuses e até mesmo gnomos, dos quais um, Alvis, foi petrificado por Thor para que se afastasse de sua filha. O nome Thrud significava “semente” e ela era considerada uma deusa regente do tempo cuja raiva trazia as nuvens escuras de chuva e as tempestades, e o bom humor deixava o céu da cor de seus olhos azuis. Thrud também era considerada uma padroeira dos curadores, pelo fato de ter sido, ela mesmo, uma curadora, que, em seu aspecto de Valquíria, aliviava o sofrimento dos feridos nos campos de batalha. Elemento: ar (vento), água, fogo.Animais totêmicos: pássaros (falcão), cisne, cavalo.Cores: azul, dourado.Árvores: amieiro, nogueira, sabugueiro.Plantas: borrage, lavanda, lobélia.Pedras: topázio, cristal rutilado, quartzo azul. Símbolos: sementes, vento, nuvens, céu azul, pedras, cristais, ervas e práticas curativas, talismãs em forma de olhos.Runas: raidho, tiwaz, laguz, dagaz, ac, ul.Rituais: de cura, encantamentos para mudar o tempo, bênção dos plantios.Palavras-chave: harmonia.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Walpurga, Walburga, Waelhirga, Waelbyrga - “A Renovadora”


Walpurga, Walburga, Waelhirga, Waelbyrga - “A Renovadora”
O nome Walburga é atribuído a uma santa cristã, de origem inglesa, que no século XVIII, na Alemanha, se tornou abadesa de um convento chamado Heidenheim (”lar dos pagãos”). Sua vida não foi marcada por nenhum evento especial; porém, após sua morte, um óleo milagroso começou a brotar de sua lápide e, por ter efeitos curativos, passou a ser recolhido pelos monges e distribuído aos necessitados. A igreja considerou o fato milagroso e Walburga doi canonizada.
Da análise de alguns detalhes, como a atribuição à santa de uma das celebrações da Roda do Ano do calendário teutônico (Walpurgisnacht, equivalente ao Sabbat Celta "Beltane"), pode-se perceber os acréscimos e as distorções cristãs feitas aos antigos arquétipos e comemorações da Deusa.
O óleo começou a brotar no primeiro dia de maio (Majtag), data da antiga celebração pagã da primavera chamada Majfest. A igreja tentou dissociar o óleo da data pagã, mas, como não conseguiu, deu especial ênfase ao aspecto “demoníaco” das festividades realizadas na noite anterior, a chamada Walpurgisnacht (”noite de Walpurga), quando eram acesas fogueiras e realizados rituais de purificação dos resíduos do inverno e de renovação da terra. Apesar de fazer parte do calendário agrícola europeu, reminiscência dos antigos ritos de fertilidade pagãos, Walpurgisnacht foi caracterizada como “noite das bruxas”, na qual elas montavam em suas vassouras e voavam para as orgias realizadas na montanha Broken, na região alemã de Harz, antigo ocal sagrada da Mãe Terra teutônica. A campanha da igreja infundiu nos cristãos o horror a essa noite ao afirmar que todos aqueles que participassem das festas seriam condenados a dançar até morrer e exaustão e seriam depois levados para o “inferno” (reino da deusa Hel) pelos fantasmas da “Caça Selvagem”, conduzida por Wotan (Odin), Frau Gode (Frey), Frau Berchte (Holda).
É difícil saber, com certeza, se Walpurga era realmente o nome de uma deusa teutônica; existem, todavia, inúmeras provas da anterior existência de seu culto. Os nomes Walburga e Waelbyrga significam “colina dos mortos” ou “túmulo dos ancestrais”, enquanto a variante Waldburga significa “protetora das florestas”. A montanha sempre simbolizou a morada das deusas e o refúgio dos ancestrais; várias deusas - como Berchta, Holda e Nehalennia - tanto regiam a vida e a fertilidade, quanto cuidavam e protegiam os espíritos à espera do renascimento.


A incongruência mais relevante é a associação de uma santa cristã a símbolos universias da Deusa. Na lenda Walburga, relata-se que ela tinha sido vista correndo pelos campos, vestida com uma túnica branca com sapatos vermelhos flamejantes, usando uma coroa de ouro sobre seus longos cabelos louros, segurando nas mãos um espelho triangular (que mostrava o futuro), um fuso, três espigas de trigo, e, às vezes, acompanhada por um cão. Outras vezes, ela era perseguida por um bando de cavaleiros brancos e pedia abrigo aos fazendeiros, deixando-lhes em troca, pepitas de ouro. É fácil perceber nessa descrição o antigo mito da deusa da terra, que sobrevoava os campos e trazia prosperidade ou fugia dos rigores do inverno, representados pela “Caça Selvagem”. Os itens mencionados, longe de serem cristãos, fazem parte da simbologia de várias deusas - como as Nornes e Nehalennia (o cão, o fuso e o espelho), Berchta, Frigga e Holda (o fuso, a roupa branca esvoaçante, o espelho), Sif e Nerthus (o trigo).
A antiga comemoração de Walpurgisnacht representava a transição das vicissitudes do inverno (afastadas pelo calor das fogueiras e das danças) para os alegres desfiles de crianças e moças enfeitadas de flores e a bênção dos casais. Existe uma dualidade entre as celebrações noturnas de 30 de abril (com encantamento para afastar o inverno e as tempestades e garantir a fertilidades vegetal, animal e humama) e a leveza primaveril das festas do dia seguinte. Realça-se, assim, a dulpa natureza da Deusa: sombra e luz, morte e vida. Por ser um momento mágico de transição, quando as barreiras entre os mundos tornam-se permeáveis, era possível na noite de Walpurgis “enxergar no escuro”, ou seja, ter visóes, receber presságios ou comunicar-se com o “outro mundo” (dos ancestrais, seres da Natureza e elementais). Às vezes, essa transição do inverno (morte) para a primavera (renascimento) era ritualisticamente encenada, como uma batalha entre o Rei ou a Anciã do inverno (perdedores e em farrapos) e o Rei ou a Rainha de Maio, vencedores e vestidos com folhagens e flores. Enfatizava-se, assim, a energia de renovação, fertilidade, beleza e alegreia dessa data.


O arquétipo de Walburga pertence às deusas da fertilidade da terra e a suas antigas festividades. Mesmo que seu nome original tenha se perdido ou tenha sido esquecido, a lembrança de seus símbolos e atributos foi preservada na interpretação cristã e está sendo resgatada por todos aqueles que, indo além das aparentes contradições e distorções históricas e religiosas, ouvem a verdade do próprio coração.
Elemento: ar, terra, fogo.Animais totêmicos: cão, lobo, pássaros noturnos, gado (que era passado entre duas fogueiras para purificação).Cores: branco, verde, amarelo, vermelho.Árvores: coníferas, tília.Plantas: linho, trigo.Pedras: quartzo-verde, rodonita, selenita.Metais: ouroData de celebração: 30/04 (Walpurgisnacht), primeiro de maio (Majfest).
Símbolos: espelho triangular, fuso, vassoura, sapatos vermelhos, túnica branca, fogueira, espigas de trigo, mastro enfeitado com giurlandas de folhagens, flores e fitas, montanha, óleo terapêutico.Runas: fehu, kenaz, jera, berkana, dagaz, erda.Rituais: exorcizar os fantasmas do passado, fogueiras para purificação, encantamentos para fertilidade, bênção da união, danção ao redor do “mastro de maio”, renovação dos compromissos (afetivos, parcerias).Palavras-chave: purificação e renovação.



Texto: Mirela Faur “Mistérios Nórdicos"

Editora Pensamento




Vor (Vör) - “ A Deusa da Consciência ”

Vor (Vör) - “A Deusa da Consciência” O nome Vor significa “consciência” ou “fé” e essa deusa conhece todos os segredos, pois nada pode ser escondido dela. Vor detém o poder da precognição, a habilidade de descobrir, saber e silenciar sobre as coisas. Ela confere às mulheres a intuição, a capacidade de entender os sinais e de descobrir o que se passa, sem precisar de palavras. No plano sutil, ela permite a expansão da consciência, sendo guia dos mundos desconhecidos, de tudo o que foi esquecido, reprimido ou que ficou preso no subconsciente, por medo de saber. Vor revela o que é escondido, ensina como interpretar a linguagem simbólica dos sonos e levantar os véus, em estado de meditação ou transe. Ela aparece velada ou vestida com um pesado manto com capuz, que encobre suas feições, podendo, ou não, segurar nas nãos um pergaminho ou o símbolo adequado ao buscador. Vor é a deusa nórdica que pode ser invocada para o desenvolvimento da intuição e da habilidade de perceber os sinais (e compreender, assim, o que se passa, de fato, na vida das pessoas). Ela auxilia na interpretação dos sonhos e dos oráculos, nas práticas de meditação e de magia seidhr. Elemento: éter.Animais totêmicos: coruja, corvo.Cores: prateado, roxo, preto.Árvores: sabugueiro, sorveira.Plantas: artemísia, papoula, verônica.Pedras: ametista, turmalina, opala. Data de celebração: 10/02.Símbolos: véu, poço, gruta, pergaminho, manto, oráculo, espelho negro, bola de cristal, meditação, viagem xamânica, transe, projeção astral, magia, sonhos, visões, presságios.Runas: ansuz, raidho, peorth, laguz, dagaz, os.Rituais: para descobrir a verdade, compreender sinais e sonhos e revelar seu verdadeiro significado; para desenvolver a intuição, interpretar oráculos e presságios.Palavras-chave: conscientização.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Valquírias (Valkyrja, Valmeyjar, Valkrjur, Alaisiasae, Idisi) - “As Deusas Guerreiras”


   Valquírias (Valkyrja, Valmeyjar, Valkrjur, Alaisiasae, Idisi) - “As Deusas Guerreiras” Consideradas assistentes de Odin, as Valquírias eram descritas como jovens bonitas, altas, fortes e guerreiras, que serviam comida e bebida para Odin e para os espíritos dos guerreiros mortos em combate, cuidadosamente escolhidos para compor a guarda pessoal de Odin. Quando não estavam cuidando dos feridos nos campos de batalha ou levando almas para os salões de Valhala, as Valquírias supervisionavam as batalhas de Midgard (o mundo dos homens) e protegiam seus guerreiros favoritos. No entanto, existe um significado muito mais profundo e antigo na verdadeira natureza e nos reais deveres das Valquírias, cuja simbologia é das mais complexas na mitologia teutônica. Elas não só acompanhavam os espíritos guerreiros mortos, mas escolhiam, antecipadamente, quem iria ganhar ou perder a batalha. Seu nome significava “as que escolhiam os mortos” e, mesmo quando era o próprio Odin que pedia às Valquírias para levarem um determinado herói ao seu salão, nem sempre elas o atendiam. Eram conhecidas como protetoras dos guerreiros por elas escolhidos e discordavam abertamente das ordens de Odin. Mitos mais recentes descrevem a eventual punição e Valquírias rebeldes; porém, os mais antigos relatam que a vontade delas sempre prevalecia. Quando uma Valquíria escolhia um mortal como seu favorito, ela o protegia sempre, esinando-lhe também as artes mágicas e permanecendo como guardiã por toda a vida. As Valquírias tinham o dom da profecia e, às vezes, mostravam em sonhos ou visões os perigos que os protegidos deveriam evitar. Aqueles que soubessem o nome de uma Valquíria específica poderiam chamá-la, pois ela sempre aparecia, para proteger ou ensinar.

Seus nomes eram Brunhilde (malha de aço), Geirahod (flecha), Göll (grito de batalha), Gunnr (luta), Göndul (bastão mágico), Herfjötur (algemas), Hildr (batalha), Hlökk (tumulto), Hrist (terremoto), kara (voragem), Mist (névoa), Randgridr (escudo), Reginleif (herança dinina), Svana (golpe), Rota (turbilhão), skeggjöld (machado de combate), Sigdrifa (raio de vitória), Sigrun (vitória), Radgridr (conselho de paz) e Thrundr (poder). Outras fontes mencionam também Alvtr, Geirabol, Goll, Hladgudr, Herja, Judur, Ölrun, Prudr, Reginleif e Svipul. As líderes eram Gundr, Rota e a Norne Skuld (”a que está sendo”); o grupo podia ser composto de nove, treze ou vinte e sete Valquírias. Às vezes, as Valquírias podiam aparecer metamorfoseadas em cisnes ou corvos. Consideradas as filhas de Odin com Erda (ou Jord), elas era subordinadas à Freya e às Nornes, assemelhadas à Fylgja e às Disir e atuavam como entidades protetoras. O maior desejo de um iniciado (vitki) era casar-se “com sua Valquíria”, ou seja, alcançá-la consncientemente para poder aprender e ser introduzido nos mistérios por ela. Os vikings acreditavam que a visão das Valquírias cavalgando seus fogosos corcéis era um espetáculo impressionantes e inesquecível. Vestidas com armaduras e armadas de flechas, espadas e escudos, elas emergiam subitamente das nuvens, em meio aos relâmpagos e trovões provocados por seu galope. Apesar das qualidades guerreiras, elas também eram consideradas deusas da fertilidade, pois o oravalho que umedecia a terra se originava do suor de seus cavalos e a aurora boreal se formava do reflexo da luz em seus escudos.


  As Valquírias foram exaustivamente descritas em diversos relatos épicos, poemas e histórias sobre heróis. Uma das Valquírias mais famosas, Brunhilde, foi a heroína da lenda do rei Sigurd. Em vez de cumprir a ordem de Odin e deixar que o rei morresse, ela lhe deu a vitória do combate. Enfurecido com sua desobediência (em especial por se tratar da filha preferida), Odin prendeu Brunhilde a uma muralha de fogo, onde ela ficou adormecida até que Sigurd, montado em seu cavalo mágico, atravessou as chamas e a acordou com um beijo. Outra Valquíria, Svava, a protetora do herói Helgi quando criança, encarnou como a princesa Sigrun e posteriormente se casou com Helgi, acompanhando-o quando ele morreu. Essa lenda descreve uma crença antiga que considerava as Valquírias espíritos guardiães de algumas famílias, permanecendo ligadas a certos heróis por toda a vida, recebendo sua alma após a morte e encarnando depois, na mesma família, para auxiliar e proteger os descendentes. Lendas anglo-saxônicas também relatam aparições de figuras femininas sobrenaturais do meio na neblina, que auxiliavam os guerreiros nos combates.

Às vezes, elas se revelam mulheres de extraordinária beleza, tornavam-se amantes dos guerreiros mais valentes e depois desapareciam. Uma versão mais recente descreve as Valquírias como espíritos femininos ferozes, auxiliares do deus da guerra, que se regozijavam com o derramamento de sangue, reciam teias com as caveiras e entranhas e, metamorfoseadas em abutres, se alimentavam dos cadáveres. Na Idade Média, os escritores românticos transformaram-nas em lindas princesas, que escoltavam os mortos para Valhala e brindavam com hidromel, servido em taças de chifre.

 Elemento: ar, água.Animais totêmicos: cisne, corvo, gavião, cavalo alado.Cores: branco, prateado, furta-cor.Árvores: freixo, sorveira, teixo.Plantas: acônito, cólquito, centáurea.Metais: ferro, bronze.Pedras: labradorita, opala, safira.Data de celebração: 31/01, 16/02.Símbolos: armadura, escudo, elmo, corrente de metal, objetos de poder, escurdo fluídicos de proteção, aurora boeral, penas de cisne, corvo e gavião, múltiplos de três, talismãs rúnicos de proteção mágica. “A Cavalgada das Valquírias” (música da Wagner).Runas: algiz, as, calc, ziu.Rituais: de proteção em situações de perigo; conexão com seu “anjo da guarda”; para vender o medo de morte e auxiliar os espíritos na sua transição; para confeccionar e imantar escudos ou símbolos de proteção.Palavras-chave: proteção.
Texto : Mirela Faur "Mistérios Nórdicos"

Sif (Sifjar, Síbia) - “ A Deusa Dourada ”


Sif (Sifjar, Síbia) - “A Deusa Dourada”
Conhecida como “A Deusa Dourada”, Sif era uma linda mulher, famosa por sua longa e farta cabeleira loura. Usava roupas simples de camponesa, mas seus cabelos dourados e seu cinto de ouro e pedras preciosas revelavam sua condição divina. Regia a beleza, o amor, a fertilidade, a vegetação e, principalmente, os campos de trigo maduro. Era casada como Deus Thor e com ele gerou Ullr e Thrud. Assim como outras deusas, foi acusada de ser leviana e acúltera por Odin e Loki.
Uma alusão à sua posível infidelidade é sugerida pelo fato de Loki ter cortado seu cabelos enquanto ela dormia (cortar os cabelos era o castigo infligido às adúlteras), o que leou Sif ao desespero, forçando-a ao isolamento. Mas Thor ficou a seu lado e ameaçou matar Loki se ele não reparasse a maldade. Loki providenciou uma cabeleira de fios de ouro confeccionada pelos gnomos e Sif aceiotu. Loki pode ser visto como o fogo serpentino ou o calor da seca, responsáveis pela destruição das colheitas de verão.
Sif é considerada uma deusa da colheita e acredita-se que, nas noite quentes de verão, quanto Thor e Sif fazem amor, raios caiam sobre os campos e acelerem o amadurecimentos dos grãos. Sif representa, portanto, a riqueza, a colheita, o bem-estar familiar e a paz entre as tribos.
Fontes mais antigas consideram-na parte da raça ancestral dos deuses Vanir e representate de elevados valores sociais e morais, bem como códigos de lealdade e coragem que predominavam na sociedade nórdica. O corte de seus cabelos por Loki seria uma metáfora da conseqüência negativa das intrigas e das calúnias, que levam à discórdia e à destruição.
Elementos: terra, fogo.Animais totêmicos: cisne (a forma em que Sif se manifesta), corça, lontra, lebre.Cores: amarelo, dourado.Árvores: acácia, “chuva-de-ouro”, giesta.Plantas: cereais, kornblume (uma flor azul que cresce nos trigais), senécio.Pedras: âmbar, pedra-de-sol, topázio, pirita.Metal: ouro (chamado de “O cabelo de Sif”).Datas de celebração: 20/05, solstício de verão (Midsommar, Sabbat Litha).Símbolos: espigas e campos de trigo, trança, pão, colheita, objetos de ouro, cabelos louros, espelho, enfeites, tudo o que representa a beleza.Runas: Jera, Sowilo, Berkana, Ingwaz, Ziu, Sol.Rituais: para atrair bem-estar e paz grupal, incentivar a lealdade e coragem, combater a discórdia e as intrigas; para amadurecer, apressar e agradecer a colheita.Palavras-chave: colheita.






Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"



Saga - “A Mãe da Sabedoria”

Saga - “A Mãe da Sabedoria” Conhecida como “A Deusa Onisciente”, Saga é considerada por alguns autores como um aspecto da deusa Frigga, represetando as memórias do passo. De fato, ela fazia parte da constelação de doze deusas que auxiliava e acompanhava Frigga. Sua genealogia exata é bem desconhecida, tendo sida perdida ou esquecida ao longo dos tempo. Supõe-se que ela tenha pertencido a uma classe de divindades muito antigas, anterior aos Aesir e Vanir, e personificava os registros da passagem do tempo. Saga era descrita como uma mulher majestosa. Vivia no palácio Sokkvabek, às margens de uma cachoeira, cujas águas frias desapareciam em uma fenda para dentro da terra. Para aquele que a procuravam em busca de inspiração e sabedoria, ela oferecia a água cristalisna do “rio dos tempos e eventos”, em um cálice de ouro. Era para lá que, diariamente, também ia Odin, para trocar histórias e conhecimentos, e ouvir as canções de Saga sobre os tempos antigos. Saga e segja significam “história, conto, lenda”. Quando a tradição oral dos antigos começou a ser esquecida por causa das perseguições cristãs, algumas pessoas mais instruídas começaram a transcrever as lendas e criaram, assim, os primeiros relatos escritos ou sagas. Essas histórias não eram novas, mas recebiam detalhes ou nuances diferentes, de acordo com quem as redigia. O contador de história era o sögumadr (saga man) , ou a sögykona (saga woman), respectivamente um homem sábio ou uma mulher sábia. O aruqétipo de Saga é o das contadoras de histórias, das mulheres idosas e sábias que conhecem fatos e dados do passado e que relembrar e preservam as tradições dos antepassados. Invocar Saga ajuda a compreender e relembrar o passado, descobrir e aprender fatos culturais e históricos das culturas antigas e preservar o legado dos nossos ancestrais. Saga era reverenciada como a padroeira dos poetas, escritores, historiadores, arqueólogos, antropólogos, contadores de histórias e educadores. Elementos: água, ar.Animais totêmicos: coruja, salmão.Cores: transparentes, pátina, prateados, dourados, cinza.Árvores: antigas, florestas seculares.Plantas: perenes e sempre-vivas.Pedras: seixos rolados, madeira petrificada, ágata listada ou com inclusão de musgo, fósseis, estalactitites e estalagmites, cristais arquivistas, âmbar, azeviche, ossos.Metais: ouro, prata, estanho.Símbolos: cálice, xale prateadi, pente de prata, tranlas, cachoeira, gruta, manuscrutos, livros de histórias, mapas antigos, penas de escrever, caneta, palavras (escritas ou faladas), poço, nascente, inconsciente coletivo.Runas: Anguz, Laguz,, Othala, Os, Calc, Erda.Rituais: para relembrar e reavivar o passado; para preservar, honrar e transmitir o legado dos antepassados; culto dos ancestrais; círculos para ler ou contar histórias.Palavras-chave: passado, história.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Rind (Rindr) - “A Deusa da Terra Congelada ”

Rind (Rindr) - “A Deusa da Terra Congelada”
Rind era descrita nas lendas escandinavas como uma linda princesa russa, a quem tinham profetizado a concepão de um filho que, ao se tornar herói, vingaria a morte do eu solar Baldur. Porém, Rind recusava-se a se casar, demonstrando uma glacial indiferença a todos os seus pretendentes. O deus Odin tentou seduzi-la assumindo, primeiro a figura de um soldado, depois, de um hábil artesão, capaz de fazer lindas jóias e, por fim, a de um cavalheiro, mas Rind continuava recusando seus avanços. Finalmente, Odin metamorfoseou -se em uma jovem curandeira, que foi aceita como a camareira da princesa quando esta adoeceu (segundo consta, em razão de um feitiço maligno feito pelo próprio Odin). Ao curá-la, Odin revelou quem ele era e conseguiu, finalmente, derreter o coração congelado da princesa, tornando-a mãe de seu filho Vali, o vingador da morte de Baldur, concedendo-lhe também a condição de Deusa.
Essa lenda é a adaptação cristã de um antigo mito da terra congelada pelos rigores do inverno, personificada por uma giganta, que resistia ao abraço caloroso do Sol, semelhante à história da deusa Gerda. Possivelmente o mito era o mesmo, diferindo apenas os nomes, conforme a localização geográfica dos cultos.



Outras fontes descrevem Rind como uma deusa solar, que saía da sua morada cada manhã e só voltava ao anoitecer, permanecendo isolada até a manhã seguinte, simbolizando, portanto, a abertura quanto o isolamento, tanto o dia quanto a noite.
Elementos: terra, gelo.Animais totêmicos: urso-polar, loba, foca, andorinha.Cores: branco, verde.Árvores: choupo, pinheiro, tuia, amieiro.Plantas: arnica, bálsamo, sálvia, snow drop (”pingo-de-neve”).Pedras: calcedônia, calcita, malaquita.Símbolos: floco de neve, gelo, raios solares, escudo, ervas curativas, jóias.Runas: Isa, Jera, Hagalaz, Sowilo, Cweorth, Sol.Rituais: para descongelar (ou esfriar) situações; remover barreiras e obstáculos, abrir (ou fechar) o coração, atrair (ou repelir) pessoas, colaborar ou se isolar.Palavras-chave: abertura, isolamento.


Texto : Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"




Rana Neidda - “ A Deusa da Primavera ”

Rana Neidda - “A Deusa da Primavera” Cultuada pelos nativos sami, do extremo norte da escandinávia, Rana Neidda era a personificação do desabrochar da primavera e se manifestava como uma jovem coberta de folhas e flores que conduzia as renas para os lugares ensolarados. Acreditava-se que ela transformava os campos cobertos de neve em pastos verdes, para alimentar as renas e favorecer sua produção. Ela escolhia, principalmente, as colinas voltadas para o Sul, onde apareciam os primeiros brotos. Para obter seus favores, os sami ofereciam-lhe uma roda de fiar ou um fuso coberto de sangue e colocado em seu altar de pedras. O sangue origionariamente era menstrual, substituído depois pelo de algum animal sacrificado. Elementos: terra.Animais totêmicos: rena, alce.Cores: branco, verde, amarelo.Árvores: álamo, bétula, faia.Plantas: grama, musgo, snow grop (”pingo-de-neve”, a primeira planta que brota na primavera).Pedras: pedra-do-sol, calcopita, berilo.Datas de celebração: 17/04.Símbolos: roda de fiar, fuso, pedras, brotos, neve, sangue menstrual.Runas: Isa, Jera, Sowilo, Tiwaz, Berkana, Sol.Rituais: de menarca e da menopausa; para abençoar novos começos; para proporcionar fertilidade; auxílio nas transações e mudanças.Palavras-chave: desabrochar.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Ran (Rahana) - A Rainha do Mar - Deusa Nórdica do Mar

                             Ran (Rahana) - A Rainha do Mar - Deusa Nórdica do Mar.

 Ran era também a rainha das ondinas e das sereias, reverenciadas por seu poder mágico e profético e admirada por sua beleza, seu talento musical e o dom de sedução. ela era a protetora das moças e das mulheres solteiras, mas também a padroeira dos afogados , portando, uma deusa da morte.
Ran era descrita como uma mulher forte, com cabelos de algas marinhas e colares de ouro e que segurava, com uma das mãos, o leme do barco, e com a outra, recolhia, em sua rede mágica, os afogados, levando-os depois para seu reino encantado no fundo do mar, para além do redemoinho do Mar do Norte. Se os mortos flevassem ouro consigo, eram tratados com muitas regalias, por isso os marinheiros colocavam sempre pepitas ou moedas de ouro (o ouro era denominado “A chama do mar”) em seus bolsos, antes de viajar, para garantir a boa acolhida nos salões de Ran. Como havia a crença de que os afogados recebiam de Ran a permissão para assistir seus enterros, as famílias acreditavam que, se vissem seus fantasmas no sepultamento, isso significava que eles estavam bem, sob os cuidados da Deusa, em seu palácio, mas faustoso.
O mar, que era chamado de “O caminho de Ran”, tinha um regente masculino também, o deus Aegir, marido de ran, com o qual ela teve nove filhas, as Donzelas das Ondas. Assim como a mãe, as filhas podiam aparecer em forma de sereias, que se aproximavam nos meses frios de inverno das fogueiras dos acampamentos dos pescadores e assumiam corpos e trajes de mulheres para seduzir os homens. Após fazerem amor com eles, as sereias sumiam e os homens adoeciam de tristeza e saudade, definhando até a morte.
Elementos: água.Animais totêmicos: gaivota, ganso.Cores: verde, azul, branco, preto.Plantas: algas marihas.Pedras: corais, água-marinha, serpentinha, espato azul.Datas de celebração: 23/07.Símbolos: barco, rede, ondas, redemoinhos, mares, sereias, moedas de ouro, medo (do mar, das profundezas, do desconhecido), inconsciente (pessoal, coletivo).Runas: Raidho, Isa, Nauthiz, Peorth, Laguz, Yr, Ior, Ear, calc.Rituais: proteção nas viagens marítimas, para acalmar as tempestades, diminuir o enjôo, para vender o medo de água; práticas oraculares (vidência na água).Palavras-chave: profundezas.



Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"




Nerthus ou Nertha - ”A Mãe Terra ”

Nerthus - ”A Mãe Terra” Segundo o historioador romano Tácito, a principal divindade dos povos nórdicos era a Mãe Terra, conhecida por vários nomes (Erce, Erda, Ertha, Fjorgyn, Jörd, Hlodyn ou Nerthus), de acordo com o lugar de seu culto. Nerthus era a esposa do seu do Deus do mar Njörd e mãe dos deuses gêmeos "Freyr e Freyja". Seu nome tem vários significados, principalmente o de “força”; sua morada era uma ilha do Mar do Norte, de onde saía anualmente, coberta por véus negros, em uma carruagem puxada por bois, para pacificar a terra. Em seus templos eram proibidos o porte de armas e objetos de ferro.

Suas benção eram invocadas durante procissões anuais, quando todas as batalhas eram interrompidas e as pessoas comemoravam a paz e a colheita. Uma vez por ano suas estátuas eram retiradas dos templos e levadas, em carruagens cobertas, para serem lavadas no mar.


Acreditava-se que os escravos que as banhavam eram mortos depois, pois “ninguém que visse o rosto da Deusa podia sobreviver”. Elementos: terra, água.Animais totêmicos: boi, cavalo.Cores: verde, marrom, preto.Árvores: frutíferas.Plantas: cereais, raízes e tubérculos.Pedras: peridoto, ágata, turmalina.Metais: todos.Datas de celebração: 20/12 (Modranicht, “A Noite da Mãe”).Símbolos: carruagem, arado, véu, mante verde, ilha sagrada, bosque, procissão, colheita, campos de cultivo, prosperidade, comunidade, herança.Runas: Raidho, Inguz, Othala, Sta, Erda.Rituais: para pacificar ambietes e pessoas; para abençoar a terra nos plantios e colheitas.Palavras-chave: paz.
Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Nehelennia (Nehalennia) - “A Protetora dos Viajantes”

Nehelennia (Nehalennia) - “A Protetora dos Viajantes” Reverenciada como a protetora dos marinheiros e viajntes do mar, Nehelennia pode ser considerada uma versão mais suave de Hel. Era representada acompanhada por cachorros (símbolos do mundo subterrâneo), segurando) um cesto de maçãs (simbolizando a vida e imortalidade) e tendo ao lado a imagem de um barco.
Nehelennia era cultuada antigamente em uma ilha perto da Holanda e invocada antes das viagens. Infelizmente, seu culto foi esquecido e muito pouco se sabe a seu respeito, apesar de ser nome ter dado origem a Netherlands, os Países Baixos.

Escavações arqueológicas revelaram centenas de menires e altares com inscrições a ela dedicas, comprovando a permanência de seu culto no litoral do Mar do Norte até os primeiros séculos desta era. Foi encontrado, também na Holanda, um altar intacto, datado do século I A.E.C. e coberto pela areia, com uma estátua de Nehelennia sentada em um trono, segurando uma cesta de maçãs e acompanhada por um cachorro. Nehelennia era invocada pelos marinheiros e todos aqueles que viajavam no mar. Mas ela era também uma Deusa da abundância e da plenitude, conforme comprova a cesta com frutas em seu colo. Elementos: água, terra.Animais totêmicos: cachorro, cavalo-marinho, gaivota.Cores: verde, azul.Árvores: frutíferas.Plantas: cereais.Datas de celebração: 06/01.Pedras: malaquita, turquesa, água-marinha.Símbolos: maçã, barco, vegetação, cesto, mar, ilha, círculos de menires (chamados hunnebeds)Runas: Raidho, Hagalaz, Laguz, Yr, sendo que as três priemrias podem ser usadas em telismãs de proteção para viagens no mar.Rituais: proteção em viagens marítimas; para atrair abundância e melhorar a produtividade.Palavras-chave: plenitude.
Texto: Mirela Faur "mistérios Nórdicos"

Hlin ( Hlyn) - A Protetora"

Hlin (Hlyn) - “A Protetora”
Considerada um dos aspectos de Frigga, ou uma de suas acompanhantes, Hlin era a protetora daqueles que corriam perigo. O termo hleinir simbolizava “refúgio” e ela era invocada nas caçadas e também por aqueles que eram perseguidos ou eram fugitivos. Era considerada uma “consoladora”, pois enxugava as lágrimas de sofrimento e de luto.
Sua ação é ativa, ao contrário de Syn, que é apenas defensora. Hlin luta em favor de seus protegidos e empenha-se para livrá-los dos perigos, sua energia é gual à da fêmea que defende ferozmente os filhotes.
Para as mulheres, Hlin torna-se a protetora por excelência, defendendo-as daqueles qe querem se aproveitar de sua vulnerabilidade física ou emocional. Junto com Vor, ela ativa a percepção sutil das mulheres para que pressintam os perigos, evitando-os ou sabendo como se livrar das armadilhas, das investidas ou dos aproveitadores.
Para invocá-la, a mulher deve praticar visualizações nas quais se vê usando um elmo, uma armadura e um escudo, ou mesmo usando uma arma adequada. Sua lição, portanto, é aprender as táticas de autodefesa psíquica (visualizações, afirmações) ou físicas (artes marciais).
Elementos: terra, fogo. Animais totêmicos: ursa, leoa, loba, onça. Cores: preto, roxo, violeta. Árvores: azevinho, espinheiro-branco, sorveira.Plantas: arruda, manjericão, sálvia.Pedras: hematita, ametista, cristal esfumaçado.Datas de celebração: 31/01.Símbolos: espada, escudo, elmo, bastão, talismã rúnicos, amuletos de proteção.Runas: Algiz, Tiwaz, As, Yr, Wolfsangel.Rituais: de defesa e proteção; para ativar a intuição; visualizações e afirmações para criar e reforçar uma aura protetora.Palavras-chave: autodefesa.

Texto : Mirella Faur " Mistérios Nórdicos"



Gerd (Gerda, Gerdi,Gerth) - 'A Deusa Luminosa'

Gerd (Gerda, Gerdi, Gerth) - “A Deusa Luminosa”
Pertencente à raça dos gigantes, filha de Gymir e Aurboda, Gerd era a deusa da luz que, ao caminhar, deixava um rastro de fagulhas e, quando levantava os braços, irradiava uma luminosidade brilhante sobre o céu, a terra e os mares (alguns autores interpretaram essa luminosidade como a aurora boreal). Freyr, ao vê-la apaixonou-se perdidamente e, para pedi-la em casamento, mandou Skirnir, seu auxiliar, como mensageiro, para que lhe oferecesse as maçãs da juventude e o anel mágico Draupnir. Mas Gerd não queria se casar com um deus e recusou. O mensageiro amealou-a, então, com maldições rúnicas que a tornariam doente, feia e devassa. Após nove noites, ela acabou cedendo, mas pediu em troca um cavalo e a espada de Freyr (que, por isso, luta no Ragnarök armado apenas com chifres de cervos).
Esse mito pode ser visto como a representação do casamento sagrado entre o deus da fertilidade e a deusa da terra (celebrado, anualmente, como o Sabbat Celta Beltane, e as comemorações nórdicas do dia 1º de maio), uma vez que o nome de Gerd significaria “campo”.

 Mesmo assim, sem respeitar sua vontade. Uma outra interpretação do mito o vê como uma exemplificação do ciclo anual, da transformação da terra congelada, árida pelos rigores do inverno nórdico (simbolizado pelas nove noites), no desabrochar da vegetação na primavera, conquistada pelo vigor do deus da fertilidade. O calor dos rios solares derretei o gelo e permitiu o renascimento da Natureza, da mesma forma que a insistência de Freyr derreteu a frieza de Gerd. Antes de casar, Gerd habitava uma casa simples de madeira, cercada de montanhas, de onde saiu para morar em Alfheim, junto com Freyr.
Gerd pode ser invocada em situações em que é preciso vencer a oposição ou a resistência, das pessoas ou das circunstâncias, e para ativar os brotos tênues de novos projetos.
Elementos: terra, fogo.Animais totêmicos: corça, gansa, cabra, andorinha, galinha.Cores: verde, vermelho, branco.Árvores: acácia, bordo-dos-campos, macieira.Plantas: flores do campo, margaridas, prímula.Pedras: jaspe-verde e sanguíneo, espinélio, peridoto.Datas de celebração: 22 e 30/04 (Sabbat Beltane, Walpurgisnacht), 01/05 (Maifest).
Símbolos: espada, fagulhas, luz solar, maçã, brotos, guirlanda de flores, aurora boreal, primavera, pulseira e anel de ouro, o número nove.Runas: Gebo, Wunjo, Ingwaz, Dagaz, Cweorth.Rituais: de embelezamento, para aumentar a sensualidade e o poder de sedução; para vencer oposições e resistências; para ativar e reforçar projetos.Palavras-chave: cautela.


Texto: Mirela Faur " Mistérios Nórdicos"

Gefjon - A Doadora

Gefjon - “A Doadora” Considerada uma deusa da agricultura e associada ao ato de arar a terra Gefjon era a deusa das dádivas e seu nome significava “a doadora”. Sua origem é controvertida, considerada ora uma virgem (padroeira das moças que morriam sem casar), ora uma giganta (que conseguiu a ilha nórdica Zeeland por fazer amor com o rei Gylfi), ora um aspecto de Freyja no aspecto sexual e no fato de recolher os mortos (Freyja, os guerreiros; Gefjon, as solteiras) e possuir um colar de ouro ou âmbar. Sua discutível virgindade pode ser atribuída a sua funções como guardiã da terra intacta e da soberania. Em sua representação mais conhecida como giganta, teve quatro filhos com um gigante, que depois ela transformou em bois para ajudarem a arar a terra ganha do rei Gylfi. Em outro mito, aparece como companheira do deus Heimdall, o guardião da Ponte do Arco-Íris. Seu simbolismo mais arcaico representa a conquista da terra retirada do mar primordial e o uso mágico dos quatro elementos. Com a ajuda de Gefjon, um simples campo tornava-se uma terra tribal, abençoada pelo casamento sagrado da Deusa (manifestada em uma sacerdotisa) e do rei (como representante do deus dos grãos e, portanto, abundante em colheitas). Era representada como uma mulher bonita e forte que segurava um chicote e arava a terra com seu arado puxado por quatro bois. Como outras deusas, Gefjon também foi acusada por Loki de ser leviana, pois obteve o colar de ouro dos gnomos em troca de favores sexuais. Loki roubou o colar, posteriormente resgatado por Heimdall (suposto amante de Gefjon). Geralmente esse mito se atribui a Freyja, de que Gefjon podia ser um aspecto. Gefjon pode ser considerada uma Deusa intermediária entre os atributos de Freyja e Frigga, cujos poderes proporcionam a todos que a invocam os meios necessários para sua sobrevivência. Ela é a “Deusa Dourada” e sua cornucópia guarda a riqueza interminável dos recursos da terra. Hoje em dia, ela pode ser invocada nas cerimônias de give away, nas beçãos para ativar a fertilidade (da terra, das mulheres ou dos animais, dos projetos e das criações) e para a proteção das mulheres solteiras. Atributos: determinação para ir além das limitações, vontade para conseguir realizar objetivos, soberania, conquistas, realizações, abundância.Elementos: terra, bens como a água, o ar e o fogo.Animais totêmicos: boi, vaca.Cores: castanho, verde, dourado.Árvores: frutíferas.Plantas: cereais, raízes, tubérculos.Pedras: epídoto, jaspe, ágata, âmbar.Datas de celebração: 14/02.Símbolos: cornucópia, sementes, produtos da terra, arado e ferramentas agrícolas, metais, pedras preciosas, expressões da riqueza material e intelectual.Runas: Fehu, Uruz, Gebo, Othala, Erda.Rituais: para ativar a fertilidade; para agradecer as dádivas; para garantir e fortalecer as fronteiras, no último rito de passagem (a morte) das mulheres solteiras.Palavras-chave: conquista.
Texto: Mirela Faur "Mistérios Nórdicos"

Fulla (Volla) - A Deusa da Plenitude


Fulla (Volla) - “A Deusa da Plenitude”
Considerada a representação da abundância da terra fértil, Fulla era a acompanhante de Frigga (ou um de seus aspectos) que levava seu cofre com riquezas. Era descrita como uma mulher pálida, jovem, com longos cabelos dourados, presos nas têmporas por uma tiara de ouro. Irmã de Eir, a deusa da cura e padroeira das curandeiras, seu nome equivalia a “cheio, pleno”. Por isso, supôe-se que Fulla representasse a lua cheia, enquanto a deusa lunar Bil regia a lua crescente e a deusa Hel, a lua minguante e negra.
Sendo acompanhante de Frigga, ela compartilhava de seus segredos e cuidava de suas coisas. Sob o nome de Abuntia e Haondia, ela sobreviveu na literatura medieval como sinônimo de abundância e “fada das riquezas” (cultuada pelas bruxas).
Fulla é considerada a guardiã dos “Minstérios Femininos”. A mulher pode pedir a ela que, da mesma maneira que abre o cofre de Frigga, ajude-a a ter acesso ao tesouro oculto, revelando todo seu potencial inato. Para invocar o poder de Fulla, eve-se antes refletir sobre o que se deseja descobrir ou revelar e qual a ajuda ou orientação específica que se deseja receber dela.
Elementos: terra, metais.Animais totêmicos: lebre, esquilo, vaca.Cores: verde, dourado, prateado.Árvores: frutíferas.Plantas: jacinto, mil-folhas, rododendro.Pedras: pedra-da-lua.Datas de celebração: 06/08, 31/12.Símbolos: jóias, pedras preciosas, ouro, cofre com moedas cornucópia, lua cheia, potes com mantimentos, vasilhas cheias, colheita, caixa de música, caixa de jóias.Runas: Feoh, Jera, Peorth, Berkana.Rituais: para atrair a abundância e realizar sua aspirações materiais materiais; para revelações e orientações; para desenvolver o potencial inato e latente.Palavras-chave: abundância (interna e externa).




Texto: Mirela Faur "Mistérios Nórdicos"


Frigga


Frigga (Fricka, Fria, Frice, Frigg, Frijja, Freke, Frau Gode) - “A Amada” Filha da deusa da terra Fjorgyn e irmã do deus Thor, Frigga herdou da mãe as qualidades telúrdicas e a sabedoria. Frigga, cujo nome signifca “a amada”, era a rainha da divindades celestes e guerreiras Aesir, esposa do seus Odin e mãe dos deuses Baldur, Bragi, Hermod, Hodur e Idunna. Apesar de sua origem telúrgica, era também uma deusa celeste; observada, de seu trono acima das nuvens, tudo o que se passava nos nove mundos e compartilhava suas visões com Odin. Também supervisionava os salões para onde eram levadas as almas dos guerreiros protegidos por Odin. Era considerada um modelo de fidelidade, apesar de ter sido acusada por Loki de ter vivido com os irmãos de Odin, Vili e Vê, durante sua ausência. Alguns autores justificam o modelo de esposa virtuosa representado por Frigga afirmando que esses deuses eram simples aspectos de Odin.
Frigga vivia em seu castelo Fensalir, “os salões dos mares”, com um séquito de 12 deusas, suas auxiliares.


 Era considerada “A Grande Mãe” nórdica, e a constelação de 12 deusas podia ser vista como a representação de seus aspectos, ou personas, que ela adtoava para desempenhar múltiplos papéis. Essas deusas eram “virgens”, no sentido de auto-suficientes, e também interpretadas como entidades separadas, simbolizando diferentes arquétipos da psique feminina. As acompanhantes de Frigga são Eir, Fulla, Gefjon, Gna, Hlin, Lofn, Saga, Sjofn, snotra, Syn, Var e Vor. Frigga era descrita como uma mulher madura e muito bonita, com longos cabelos prateados trançados com fios de ouro; usava um manto azul bordado e muitas jóias de ouro e pedras preciosas. Sentada em seu palácio, Frigga tecia com seu fuso de ouro as nuvens e o fio do destino, que ela passava aos cuidados das Nornes. Extremamente inteligente e habilidosa, Frigga tudo sabia, mas nada revelava. Como Freya, ela também amava o ouro (também tinha um colar precioso), usava à vezes um manto de penas de falcão e ficava separada por alguns meses de Odin, que perambulava pelo mundo. Muitas das deusas germânicas, como Berchta, Eostre, Holle, Holda, Huldra, Ostara e Wode (ou Gode), seriam nomes alternativos de Frigga. Assim como as Nornes, as Disir e Freya, ela era invocada nos partos e para a proteção dos bebês, bem como em todos os ritos de passagens femininos. algumas lendas relatam a competiçãode Frigga com as amantes de Odin (Jord, Rind, Skadhi, as gigantas Gunnlod, Grid e as nove Donzelas das Ondas), tentando reduzir a grandiosidade de seu status ao de uma consorte ciumenta e implicante (réplica nórdica da grega Hera e da romana Juno). Porém, por ter o dom da profecia, como tudo sabia, Frigga acompanhava as aventuras de Odin com condenscendência e tranqüilidade, sem jamais se vingar.


É fácil compreender essa atitude considerando-se a igualdade existente entre homens e mulheres nas antigas sociedades nórdicas e na liberdade que caracterizava os relacionamentos, bem diferentes dos pradões greco-romanos. Frigga aconselhava Odin usando sua precognição e sabedoria e, às vezes, agia de forma contrária a ele (favorecendo seus heróis preferidos e dando-lhes a vitória nas batalhas). Para compreender a multiplicidade dos aspectos de Frigga, o melhor é considerá-la a representação de três estágios da trajetória da mulher e também do ciclo de criação, destruição e renascimento. No aspecto juvenil, era a deusa da primavera, conhecida pelos anglo-saxões como Eostre ou Ostara, a quem eram ofertados, no equinócio da primavera, flores e ovos coloridos para propiciar a fertilidade e a renovação. No aspecto maternal, Frigga era padroeira das mulheres de sangue, dos casamentos, da maternidade, da família e do lar. Representava a percepção intuitiva e a sabedoria feminina, a paciência, a tolerância e a perseverança, bem como a prudência e a lealdade. Sua manifestação guerreira era Val-Fria, a senhora dos campos de batalha, que acompanhava o espírito dos guerreiros a seu local de repouso. Também era a guardiã da fonte do renascimento e unia o espírito dos maridos e das esposas devotadas e leais nos aposentos de seu palácio. Em sua manifestação como Holda ou Mãe Holle, era a Anciã, a padroeira do tempo, que criava nuvens com o tecido das roupas estendidas para secar. Ela deu o linho como presente à humanidade e ensinou as mulheres a fiarem e tecerem, incentivando as que trabalhavam e castigando as preguiçosas. Atributos: Rainha do Céu, padroeira dos casamentos, das parcerias, da vida familiar, dos nascimentos, da maternidade, da fidelidade conjugal, das crianças, da agricultura, do lar e das tarefas domésticas, da prepração da comida, das donas de casa, da tecelagem e da terra.


 Ela tem o conhecimento dos destinos, porém guarda silêncio e não faz profecias.Elementos: ar, água (névoa, nuvens).Animais totêmicos: falcão, garça, coruja, ganso selvagem, cegonha, pintassilgo, águia aquática, aranha, carneiro (puxa sua carruagem), caracol, bicho-de-seda;Cores: cinza-prateado, azul, branco.Árvores: ameixeira, macieira, paineira, nogueira.Plantas: teixo, cânhamo, hera, linho, rainha-dos-prados, verônica.Pedras: âmbar, cristal de rocha, caldedônia, calcita, crisólita, safira.Metais: ouro, cobre.Dia da semana: sexta-feira (junto com Freya) e quinta-feira (junto com Thor). Nesses dias não se podia fiar, nem tecer.

Como chefe das matronas e guardiã das parturientes, das mães e das crianças, Frigga era reverenciada juntamente com a deusa Nerthus, na noite de 24 de dezembro, a assim chamada Modranicht, a “Noite da Mãe”.Datas de celebração: 11/01, 24/05 (equinócio da primavera do hemisfério norte, lua cheia de maio), 01/08, 24 e 27/12.

Símbolos: fuso (ela fia a matéria-prima que será tecida pelas Nornes), a constelação de Órion (chamada Frigge rocken, “o fuso de Frigga”), a constelação Ursa Menor (”o carro de Frigga”), roca de fiar, tear, chaves, manto (o céu noturno salpicado de estrelas era seu manto), cinto e colar de ouro, penas de garça (símbolo do conhecimento guardado em silêncio) e de falcão (para seu manto ), nuvens, lá, linho, taça de chifre de boi, chaves da casa.Runas: Fehu, Ansuz, Eihwaz, Perthro, Berkana, Laguz, Inguz, Ac, Yr.Rituais: menarca, gravidez, parto, menopausa, busca da visão, contemplação, viagens, astrais, precognição, ritos de passagem, encantamentos com fios.Palavras-chave: percepção psíquica, silêncio. Texto: Mirela Faur "Mistérios Nórdicos".

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