Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.

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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rituais de Bruxaria


 A maioria das pessoas quando houvem a simples menção de Ritual de Bruxaria, imaginam sacrifícios de humanos e de animais, coisas horrendas, sapos fervidos em caldeirões, o típico do imaginário coletivo, concedido pelo estereótipo clássico da idade média, e a perseguição as antigas religiões pagãs. Um ritual de bruxaria é uma comemoração aos ciclos sazonais da natureza e aos princípios religiosos de cada vertente da bruxaria, que consiste hoje em diversas tradições provindas de todas as partes do mundo, desde seu culto xamanico ancestral. A mídia sensacionalista trata os ritos de bruxaria, todos da mesma forma, ou seja como ritos Satânicos. Bruxaria e Satanismo são muito diferentes já que o bruxo(a) não acredita ou cultua a figura do Diabo ou Satã, que são exclusividade de crenças Cristãs, Judaicas e Islâmicas. Os povos pagãos adoravam a forma do Deus Cornuto, ou Deus Cornífero e a Deusa Mãe, que hoje é cultuada pelos católicos no sincretismo na figura da Virgem Maria.

 A bruxaria para alguns é a antiga religião pagã, para outros uma filosofia de vida e ainda outros, a tem como uma grande arte, repleta de conhecimentos ocultistas. O próprio ocultismo começou a ser traçado a milênios, para desvendar o que o homem não entendia das forças da natureza , além das ciências da física, matemática, astrologia, evolução das espécies e cosmologia. O Ocultismo veio através de símbolos, sinais e ritos desvendar o que os cientistas do passado haviam descoberto. Porque poucos estavam preparados, para entender como as forças da terra e do universo funcionavam. Questionar os princípios primitivos errôneos, como Galileu Galilei fez, ou mesmo Leonardo da Vinci, era o mesmo que pedir sua condenação de morte. Vivemos a centenas de anos da inquisição medieval, mas ainda sofremos pela ignorância sobre uma arte, filosofia ou religião chamada de bruxaria. A bruxaria e os bruxos de hoje, não tem mais medo de mostrar seus rostos ou mostrar em aberto seus rituais. Porque nada mais fazemos além de celebrar a honra dos ancestrais e deuses antigos, reverenciar a Mãe Terra Gaia, como um ser vivo, ao qual nós fazemos parte.


 O grande crescimento de falsas religiões que se denominam evangélicas, e seus explícitos escândalos morais e financeiros, estão cada vez mais presentes no dia a dia da mídia, do que qualquer caso que possa ser errôneamente classificado como ato em Ritual de Bruxaria. A bruxaria vem crescendo por que milhares de pessoas estão descontentes, com o comércio e estelionato que as religiões e igrejas se tornaram (não generalizo, pois toda regra tem excessões). Devoram ao povo como se devorassem pão. Esses sim, são os verdadeiros lobos em peles de cordeiro. Resolverão todos os problemas de sua vida, desde que você pague, e pague tudo que possua. Até crianças são induzidas por pastores a vender seus próprios brinquedos, para pagar uma suposta bençãos divinas  por seus pais.
A hipnose coletiva, a histeria em massa provocada pela epifania religiosa, apanha cada vez mais inocentes e incautos em seus inúmeros laços.


 Livros revelando uma grande conspiração Satânica , contra a humanidade e relatos mais que mentirosos de pseudos e falsos ex-bruxos, estão se multiplicando nas livrarias, porque são da mais absoluta ficção, sendo que nenhum deles, nunca conseguiu provar uma linha sequer, das atrocidades que dizem ter feito ou vivenciado no seu dito mundo da bruxaria e do Satanismo.
 Confessam inúmeros crimes, mas nenhum deles pode ser provado. Estranho não?
 Alguém que confesso, escreve que cometia vários rituais Satânicos de sacrifícios humanos.
 E não é se quer investigado pela justiça? E esses livros não são publicados como obras de ficção, mas como relatos verdadeiros de seus escritores. Agora questiono a você? Se algum desses livros fossem realmente relatos verdadeiros, não deveriam essas pessoas estarem presas, e respondendo por seus crimes? O livro "Filhos do Fogo" do autor "Daniel Mastral", é o exemplo mais clássico do besteirol sobre bruxaria e satanismo que possa existir!


 Aqui nós bruxos praticantes da verdadeira arte, reafirmamos nosso ponto de vista e filosofia da bruxaria, como a comunhão com todas as forças da natureza e suas formas criadoras, com o Deus e a Deusa.
 Que é uma religiosidade que nasceu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda possuía a fé mais pura, e o amor mais verdadeiro.


Autor: Valdir Callegari

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.


 Em 1585 esse nome foi aparentemente utilizado por uma mulher condenada à morte por bruxaria.
É uma palavra escocesa do norte inglês que significa "antigo "que é, ou conectado , a palavra Old Norse Kerling (mesmo significado) .
 Sendo então uma fada muito antiga, que pode ter sido cultuada sob outras formas.
 Ela é bela porém, seu aspecto lembra muito "Morrigan" em forma mais selvagem.
 Seu cajado possue, penduricalhos como crânios de passáros, várias nozês, sementes coloridas e bolotas de carvalho. Sua roupa é em tons de verde escuro e marrom, com  e um manto com penas de corvos. Seus cabelos sempre estão em movimento, como se tivessem vida própria e sua pele tem um leve tom de azul escuro.
 Ela foi  por muitas vezes, considerada como uma feiticeira da floresta, ou uma figura menos conhecida da mitologia de fadas.
 Na tradição de fadas "Habundia" da Escócia é mais conhecida, e seu perfil tem uma visão obscura. Alguns relatos chegam a liga-la mais ao domínio dos ogros, trolls e duendes ou "Rainha dos Goblins".
Sir Walter Scott (historiador) a relatava ... como uma fada que muitas vezês podería aparecer na forma de gigante, e provocava terríveis tempestades. 
 Esta Rainha de Fadas em todos os aspectos é o reverso da Mab ou Titânia , foi chamada "Nicneven" e então misturada ao sistema de fé dos celtas e godos.
 Sería mais uma "Rainhas das Fadas" nas energias em formas de "Dark Faeries" ( fadas da escuridão).
O grande poeta escocês "Dunbar" fez uma vívida descrição desta Fada, senhora ligada as (fadas, nomeadamente), bruxas, ogros e duendes, também, regente na véspera do Sanhaim
 Ou seja uma fada ligada a energia dos mortos e dos ancestrais.


 Na Itália há relatos de bruxas em rituais, onde sob as ordens de Diana ou Herodias,  cultuavam a energia dessa criatura mágica, porém a streghoneria era mais voltada a crença de fadas mais simples, como espiritos dos mortos, principalmente de crianças, que acreditavam poderem retornar em formas de fadas (fantasmas).




Referências:
 William Edward Brockett, E. Charnley, 1846, página 203 4. ^ Dicionário Etimológico Um da Língua escocesa: Ilustrando as palavras em suas significações diferentes, exemplos de escritores antigos e modernos, um volume por John Jamieson, Impresso na Imprensa da Universidade de W. Creech, 1808, página. 374 5. ^ A Dictionary of North Dialeto Oriente por Bill Griffiths, Northumbria University Press, 2005, ISBN 1904794165, 9781904794165, pág. 28 6. ^ Escandinavo Empréstimo de Palavras em Inglês Médio, Parte 1 por Erik Bjorkman, BiblioBazaar, LLC, 2008, ISBN 0559153686, 9780559153686, página 142 7. ^ Joseph Mallord William Turner, ed., As obras poéticas de Sir Walter Scott (Robert Cadell, 1833), v Pp. 2. 279-280. 8. ^ Katharine Briggs, Um Dicionário de Fadas (Penguin, 1977, ISBN 0140047530), p. 310 9. ^ Sir Walter Scott, Cartas sobre Demonologia e Bruxaria (1831), cap, 4 10. ^ James Miller, do Baldred St. Bass: uma lenda picta. O cerco de Berwick: uma tragédia: com outros poemas e baladas, fundamentado nas tradições locais de East Lothian e Berwickshire (Oliver & Boyd, 1824), p. 267 11. ^ David Laing, William Hazlitt Carew, a poesia popular no início da Escócia e da fronteira norte (Reeves e Turner, 1895), p. 18 12. ^ Briggs, acima, p. 213

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Origem da Bruxaria


Origens da Bruxaria


Desde os primeiros dias da vida humana neste planeta, homens e mulheres maravilham-se em face dos inúmeros mistérios da vida e renderam-lhes culto. Na antigüidade as pessoas oravam para as forças da natureza, como o sol, a lua , o fogo, a água e o vento. Foi nesta época que a bruxaria teve sua origem. A Terra era homenageada como criadora da vida, como a Mãe terra, uma fonte de poder, feminina, grandiosa e energética.
De acordo com as lendas e algumas formas de estudo, a Bruxaria nasceu há mais de 35 mil
anos
, quando a temperatura da Europa começou a cair e grandes lençóis de gelo lentamente
avançaram rumo ao sul. Quando o gelo recuou, os que permaneceram na Europa
dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Os povos isolados se
uniram em vilas, onde xamãs e sacerdotisas organizaram os primeiros covens,
profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal.

Nas primeiras religiões que surgem, verifica-se uma integração com a criação assim como
um respeito pela Terra. Como participantes na corrente da criação, os nossos ancestrais
acreditavam que os grandes mistérios da vida eram mistérios da transformação: elas
nascem, crescem, morrem e renascem.




 Neste momento a importância da mulher na vida da comunidade não podia ser negada. Só
ela tinha o poder de gerar e nutrir a vida, assim como sangrar com as fases da lua sem
morrer, inspirando temor e reverência. A mulher refletia as mudanças cíclicas paralelas às
mudanças sazonais da Terra e às fases da lua. As mais antigas obras de arte que representam
figuras humanas são de Mães grávidas e datam de 35.000 a 10.000 a . c .
Por suas posições em
lugares sagrados e em sepulturas, tais estatuetas, representavam algo sagrado. Os órgãos
femininos em destaques eram claramente
“Fontes de Vida”.


 A ligação entre a mulher e a Terra era vista ainda nos sepultamentos simbólicos, onde os
mortos eram cobertos com tinta vermelha para que literalmente voltassem ao útero da Mãe e assim completar o ciclo da vida. O culto a Grande Deusa Mãe, para aquela antiga religião,
era de êxtase e suas características eram exemplos vivos da integração de corpo e mente,
espirito e matéria .



 Data-se também uma sociedade matrifocal que pode Ter tido, na verdade, as características
de uma idade de ouro, simplesmente porque havia uma vinculação primaria entre filhos e
Mães. Nesta natureza sacrossanta toda a vida teria sido realçada e o comportamento
destrutivo e violento desencorajado.

 Porém o passar dos séculos, trouxe o surgimento e o crescimento das religiões orientais e
com elas o conceito da “Deusa” desapareceu. Contudo algumas pessoas continuaram
acreditando nas Deusas da natureza. As guerras e sistemas militantes, liderados por homens
elevaram o conceito do “Deus “único e opressor . O papel da mulher na sociedade havia
mudado, e as mulheres tinham uma posição de subserviência. Eram na maioria donas de
casa, curandeiras da sociedade, manipuladoras dos remédios para doentes e parteiras.



 Muitas ainda praticavam os rituais que honravam a antiga Deusa Mãe, o respeito à terra e o         
conhecimento que tinham da medicina holística. Mas aparentemente incrédulas nas
religiões orientais, estavam sendo rotuladas como pagãs e por muitas vezes eram temidas e
foram chamadas de Bruxas em sentido negativo.

Há muitas conotações negativas e mitos sobre a palavra Bruxa, mas a origem de sua
terminologia, nos revela um antigo termo para a velha religião: Wicca.  Há também varias
interpretações para esta palavra, para alguns ela significa “obra dos sábios “, já para outros
significava dobrar ou moldar. Porém seu significado original vem do anglo-saxão que é torcer
e dobrar
, como se faz com um canudo. Alguns ainda acreditavam que era a capacidade de
aglutinar e moldar as forças desconhecidas da natureza, entre outras palavras
significava também magia ou bruxaria.
 Para os Bruxos a magia é uma força poderosa assim como seus rituais são fundamentaispara a religião das bruxas. O ano para elas é dividido entre 8 partes iguais , chamados de Sabás das Bruxas.
Por diversas vezes , a Bruxaria , ou a Bruxaria Moderna, criada por "Geral B. Gardner" em meados dos anos "quarenta" como a wicca , tem sido confundida com satanismo . No satanismo as pessoas se opõem à visão convencional do divino e adoram um Satã ligado as tradicições monoteísta! Judaísmo, Islamismo e Cristianismo",o diabo é uma invenção ou crença, dessas religiões e não pertence as crenças da bruxaria ou da wicca. Na Bruxaria temos um pensamento espiritual que não esta ligado ao mal, a malícia e a iniquidade, aliás um de seus princípios é “faça o que desejar , desde que não prejudique ninguém”. O céu e o inferno não fazem parte da religião das bruxas, pois elas acreditam em diferentes tipos de reencarnação. E em outros mundos espirituais, para transformação, recompensas e não em martírios infernais.
Em uma ultima análise sobre a filosofia da Bruxaria é de que a vida é divina e que o nosso
destino está sendo seguido aqui e agora. A força da bruxaria é a força natural da terra e do universo.
 Muitos consideram a Bruxaria como uma filosofia de vida, outros como uma religião. Outros negam a religiosidade da bruxaria,e batem na tecla da "nomenclatura" afirmando somente o sentido literal da palavra em "religare", pura e simplesmente. Qual a definição de religião na verdade, não podemos afirmar, pelas muitas opniões e textos que se manipularam por mãos humanas, e a ação da política das religiões, mas creio que o ponto fundamental de se definir uma religião é:
RELIGIÃO: culto prestado à divindade; crença na existência de uma ou mais forças sobrenaturais;fé;
reverência às coisas sagradas;observância dos preceitos religiosos;doutrina, sistema religioso;ordem religiosa.
Se a sua escolha da bruxaria se encaixa em algumas dessas definições, creio que ela é uma religião? Deixo aqui esta definição ao seu livre arbitreo.
Blessed be, a todos os bruxos e bruxas das mais diferentes tradições, ou não!

A Bruxaria na África

Bruxaria Africana:

  A bruxaria não é, e não era, um termo somente usado na "Europa", mas é difundido com as suas variações culturais pelo mundo. Na Africa a bruxaria é muito popular e é a base das práticas religiosas derivadas da Africa central e das origens africanas ocidentais. A bruxaria africana pode ser considerada a mãe de uma multidão de outras práticas de bruxaria. Como existem várias vertentes da bruxaria africana temos alguns exemplos como; Palo,Voodoo, Santeria Candomblé e outras. A bruxaria africana além da nação mãe, é praticada dentro do Suriname, Jamaica, Ilhas Virgens,Trinidade e Tobago, Guyana, Belize, Bahamas, Cuba, Barbados, México, Brasil , Portugal e muitos outros.

 Os azande são povos do nordeste da África e chamavam a bruxaria de (Mangu).
Para os azande, a bruxaria (mangu) e a feitiçaria são distintas.
Eles acreditam que a bruxaria é “uma substância existente no corpo dos bruxos”. Diferentemente da feitiçaria, manipulação de objetos com finalidade causal, que faz um indivíduo adoecer e morrer num espaço de tempo curto, a bruxaria se dá num processo lento. Trata-se de uma percepção comum a diversos povos da África Central e Ocidental, que pensam na bruxaria como sendo um fenômeno orgânico e hereditário. Os Azande acreditam que certas pessoas são bruxas e podem lhes fazer mal em virtude de uma qualidade intrínseca. Um bruxo não pratica ritos, nem faz feitiçaria. Um ato de bruxaria é um ato psíquico. Eles crêem ainda que os feiticeiros podem fazê-los adoecer por meio da execução de ritos mágicos que envolvem drogas maléficas (Evas-Pritchard 1978, p. 33).
 Os azande crêem que a bruxaria é transmitida por descendência unilinear.
O genitor bruxo transmite a seus filhos homens essa característica física e a genitora bruxa transmite apenas às filhas a mesma característica (Evans-Pritchard 1978, p. 34).


  O autor apontou diversas contradições nesse sistema e afirmou que, apesar de os azande compreenderem argumentos lógicos, posicionam-se contrários a eles. Como exemplo, acredita-se que a bruxaria é hereditária, todo o clã seria bruxo, mas consideram bruxos apenas os parentes mais próximos do bruxo conhecido. Ou, se ficar provado que uma pessoa é bruxa, seus parentes próximos ficam com medo de ser considerados bruxos e o acusam de bastardo. Ainda, se um filho de bruxo não utilizar sua substância-bruxaria ao longo de sua vida, não pode ser considerado um bruxo (Evans -Pritchard, 1978, p. 36).
 Crêem que a bruxaria aumenta e torna-se mais potente com a idade, pois pensam que a substância-bruxaria cresce com o tempo, por isso têm medo dos idosos (Eavans-Pritchard, 1978, p. 39).

  A bruxaria africana é associada com o "bem e o mal" a mágia, encantos, sortilégios e misticismo em geral. A bruxaria africana consulta às religiões populares disponivéis em outras áreas, Católicos podem incluir elementos da bruxaria africana em sua religião. A bruxaria africana é associável a diversas religiões pagãs. Em países como o Brasil , fundiu-se com tradições existentes na terra, como o xamanismo e a pajelança dos ìndios brasileiros, o católicismos dos padres jesuítas e mais recentemente absorvel também, alguns aspectos do espiritismo kardecista.


 Na Jamaica, escravos de áreas diferentes da África trouxeram suas raízes religiosas, criando alguns conflitos entre aqueles que praticaram variantes de religiões africanas. Aqueles provindos do oeste africano eram chamados de "Ashanti", alguns sacerdotes da África central eram chamados de “homens Myal” (homens também soletrados de Mial), usando o termo “bruxaria africana” ou a “bruxaria africana de Ashanti - significando o “bruxo” para descrever as práticas diferentes dos escravos da África central. Assim como eram "bruxos", aqueles que trabalharam a magia no Congo.

  A bruxaria africana veio também a significar todo o objeto físico, tal como um talismã ou um encanto, que fossem usados para finalidades mágicas . Entretanto, apesar de sua reputação que “apavorava alguns”a bruxaria africana, como todo instrumento da mágica popular da religião e dos povos, contem muitas tradições para curas, ajudando, a trazer a sorte no amor e prosperidade.


 A bruxaria africana é encontrada primeiramente com referências em inglês, nas colônias britânicas .
É uma mistura das práticas e dos rituais tradicionais africanos ocidentais, com a influencia dos cristãos, que estiveram ensinandos suas crenças aos escravos africanos.
A bruxaria africana carrega algumas multiplicidades como no Voodoo que é encontrado em colônias francesas antigas, e a prática da Santeria que era encontrado em colônias espanholas e holandesas. Todas estas práticas têm uma mistura de mitos e da versão dos cultos africanos.


 Durante o meio do século XIX cresceu muito em vários países pelo qual imigrou. Durante o conflito entre os Myal e a bruxaria africana, os homens de Myal posicionaram-se como a bruxaria africana “sendo o mal “e a Myal boa” . Reivindicaram que os homens da bruxaria africana roubavam as sombras das pessoas. Os homens de Myal contataram espíritos e influenciaram pessoas, com a finalidade de expor os trabalhos "maléficos", que eram atribuíram aos homens da bruxaria africana.
 A “descoberta pública” de encantos enterrados da bruxaria africana, era presumida ser de intenção maligna, conduziu em mais de uma ocasião , combates violêntos aos homens rivais. Passando pelo século XX o" Myalismo" perdeu sua força e desapareceu na Jamaica. E a bruxaria africana dominou.

Fonte Scribs.
Adaptação do texto: Valdir Callegari


sábado, 4 de fevereiro de 2012

PLUSCIOS" Buscando as Origens da Palavra Bruxo

 Entre as perguntas que causam muita controversia no meio do paganismo, estão a busca da origem da palavra "Bruxo', alguns afirmam sem embasamento concreto nenhum, que essa palavra só pode ser usadas por "Tradições da Antiga Religião" na Europa. A palavra "Bruxo" representando o buscador e fornecedor de sabedoria, era muito usada em várias culturas por todos os continentes, não exatamente com  a mesma grafía ou pronúncia, mas com a mesma representatividade. (Pessoa que sabe muito).
Ou resumindo, o "Sábio". Do latim podemos retirar a mais forte representação do significado da palavra, que é o PLUSCIOS". Pluscios. Do latim pluscios - plus= mais; cios= saber. "pessoa que sabe muito"). Ela absorveu um "aspecto social" muito mais amplo, representando toda uma classe de sábios das religiões pagãs como, xamãs, sacerdotes, pagés, feiticeiros , astrólogos, curandeiros, parteiras, alquimistas e até mesmo as primeiras práticas da medicina na antiguidade.


 A história da bruxaria, que para muitos pode parecer algo macabro e obscuro,mas para nós serve como elemento desmistificador de nós mesmos, de nossa própria origem e da magia que nós temos e muitas vezes não sabemos. Traçando uma linha do tempo desde a antiguidade até os tempos atuais, vamos contar toda saga dessas sacerdotes e guerreiros, sofridas durante toda a história.
 Vamos nos imaginar em num ritual, com um grande caldeirão de magias, com bruxas, feiticeiras de outro tempo, evocando os bons espíritos e abrindo o caminho para conquistar seu maior objetivo.
Daí, se dá o ponto de partida para o começo de nossa história.

É na pré-história que começa nosso caminho. Em um tempo totalmente distante, parece inimaginável pensar que era possível existir algum tipo de rito ou adoração à algum tipo de força maior naquela época. Pois bem, existiam diversas formas, e são elas que originaram nossas crenças num mundo místico, que foge ao alcance de nossos olhos, atualmente.
Muitos homens pré-históricos acreditavam que através de suas pinturas rupestres, conseguiam aprisionar a alma dos animas e de suas caçadas, como se estivessem venerando e pedindo à uma força que desconheciam até então a boa caça e a boa colheita.
Porém, era preciso personificar essa magia que regia tudo que os cercava. Assim, foi criada a madona Negra, mais conhecida como Grande Mãe, geradora de todas as forças do universo e "cuidadora" da fertilidade. Era o útero de tudo, útero do mundo, a mãe geradora.

Para dar equilíbrio a essa energia, surgiu então o Deus Cornífero, representante da energia solar e da energia masculina, trazendo para si a coragem, o pensamento lógico e a saúde, mostrando os mistérios da morte e do renascimento. A figura de seu chifre representava principalmente essa virilidade masculina, pertinente à caça e a guerra.
Com essa cultura se difundindo na Europa, estava formada a base para a religião pagã, que surgia num momento bem posterior a esse. Era o início da magia, o início de um misticismo que muito intrigaría a muitos.
Com a invasão Celta à Europa, quase mil anos antes de cristo, os seus costumes e preceitos se misturaram com os já existentes nos territórios invadidos - onde hoje se localiza a Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britãnia na França, mas se estabeleceram principalmente na região da Irlanda.
E é nesse meio tempo, que surge a magia celta proveniente de seus costumes misturados com os costumes dos povos locais em que se instalaram.
Na maioria dessas sociedades estabelecidas, diferentemente da imagem que temos atualmente, a mulher tinha um papel preponderante e fundamental no funcionamento delas, sendo essas culturas chamadas "matrifocais", com a mãe, a mulher, no centro delas.
Por exemplo, ocorria no caso de morte de uma mulher, a herança era passada de mãe para filha, ou era dividida entre os filhos, mas à filha cabia a melhor parte; ainda, a mulher tinha o papel de ensinar os homens a guerrear, a lutar, tinham o papel de grande sábia de sua sociedade, entre outras grandes atribuições. Foram as mulheres dessas sociedades que desenvolveram a maior parte da agricultura, a cestaria, a cerâmica, a olaria, a metalurgia, as técnicas de processamento, armazenagem e preservação de víveres, eram ainda as guardiãs do fogo, as ervanárias e farmacologistas e as curandeiras oficiais e primeiras médicas. A atividade masculina se restringia à caça e à trabalhos de coleta nas florestas.
Pode-se então observar que naquela época, os papéis na sociedade não eram os mesmos atuais.
Entre outros conceitos do povo celta e de sua magia-religiã o, já que os dois assuntos são estreitamente ligados, era o conceito de vida após a morte, pois consideravam a morte como uma passagem, até mesmo como uma dádiva para chegar à um outro plano. Esse conceito os levava até a entrar quase que despidos na batalhas, apenas com pinturas pelo corpo, simbolizando sua real entrega aos deuses na batalha.
Porém, com a crescente ascensão do Império Romano e com as constantes invasões nas regiões onde os celtas se instalaram, essa cultura foi sendo aos poucos dizimada, permanecendo só a Irlanda como localização desses Celtas.
Toda a cultura foi dizimada em detrimento da cultura romano-cristã , que florescia no momento e impôs um novo ritmo de vida cultural e social para os habitantes daquela região. Era preciso dizimar toda e qualquer cultura que se opunha ao cristianismo, e a magia Wicca se encaixava nesse perfil.Portanto, era preciso tirar qualquer pedra do caminho do Cristianismo para que ele pudesse expandir suas garras,sua fé.
Com o crescimento do Cristianismo, aumentava a repressão, e uma das mais conhecidas formas de repressão foi o tribunal da santa inquisição, quer visava julgar e reprimir toda e qualquer forma de afronta à Igreja Católica, que já se consolidava como principal representante do cristianismo.
Iniciou-se então um período de duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como "Era das Fogueiras".
Mas de entre os alegados bruxos encontravam- se também os hereges, isto é: pessoas pertencentes a ordens religiosas rivais da Igreja; assim como os meros inocentes, tais como: doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas por poderosos, mulheres lindas e causadoras dos desejos dos homens, assim como mulheres velhas e/ou solitárias que despertavam os receios das pessoas.
 Um dos símbolos que sofreram essa repressão foi Joana Darck, que foi uma combatente na Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, e por possuir visões, que por muitas vezes ajudaram o seu exército a vencer, foi acusada de bruxaria e queimada na fogueira.
Com isso, e magia celta entrou numa época de marginalização, por motivos de abusos de poder e repressão a essa cultura que se fazia menor representada.


Porém , na década de 1950, é oficializada a volta aos ritos da bruxaria como religião, intitulando- se Wicca, o que de certa forma diminuiu a marginalização dessa magia que tanto intrigava à sociedade.
 A palavra "Wicca" vem do inglês antigo, tendo sido re-introduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald B.Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia "Wica", popularizou- se o uso de "Wicca", mais coerente à etimologia da língua inglesa moderna.
Com isso, houve uma diminuição da marginalização da bruxaria, que serviu de base para a religião moderna adaptada nomeada de Wicca, e isso proporcionou a introdução de personagens infantis, representados graciosamente como fantasminhas, bruxinhos e bruxinhas, que festejaram o imaginário infanil, sem a antiga versão assustadora.


 Portanto, pegue firme a vassoura de sua filosofia de vida, e voe por todo esse mundo mágico da Wicca e bruxaria, que outrora já foram chamados simplesmente de "Crendices Pagãs".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Homotheosis e a Bruxaria


A Homoteose, do grego 'Homotheosis' ("Homo-Divinização"), é um conceito relativamente novo, também conhecido como Paganismo Queer, mas que vem conquistando cada vez mais adeptos do chamado neo-paganismo, que buscam na Divindade respostas para os seus mais íntimos anseios homossexuais.

Hoje inúmeras pessoas nos Estados Unidos, Europa e Austrália acabaram por formar seus próprios grupos baseados em Mistérios Pagãos com ênfase na homossexualidade, se reportando aos antigos cultos de Dionísio, Príapo, Pan, Eros, Ganimedes, Antinous entre outras divindades do êxtase e da liberdade sexual.


Muitos são os Pagãos gays que se sentem excluídos com a visão heterossexista de algumas Tradições Pagãs, que consequentemente transformam o Paganismo em uma religião heteronormativa e separatista muitas vezes. Por isso, formas de culto alternativas baseadas numa perspectiva mais pessoal, tornou-se uma solução para os homens que não se sentem à vontade em ter que encarar o Deus como princípio máximo heterossexual da masculinidade e do masculino, já que muitos Pagãos também são homens e não são heterossexuais.


O crescimento de movimentos Pagãos feministas ajudou a incentivar a formação de muitos outros grupos focados no estudo e prática e de uma espiritualidade centrada na religiosidade e sexualidade não patriarcal. Estas buscas resultaram na formação de grupos que reuniram diversas pessoas previamente marginalizadas socialmente. Os gays, lésbicas e transgêneros incluem-se nessa tão massacrada categoria da sociedade.


Isto representou um passo importante na tentativa e processo de reverter uma situação de preconceitos, marginalização e misoginia que perdurou por séculos e que ainda é alimentada pela sociedade patriarcal machista. O movimento ao redor da formação de grupos que buscam uma espiritualidade gay distinta iniciou-se há muitos anos, com os pioneiros da espiritualidade Queer se juntando em sociedades alternativas com o intuito de explorar suas conexões com o Divino. Os primeiros registros desses grupos datam da década de 70.



Eu mesmo durante muito tempo de minha vida tive problemas em me relacionar com a figura do Deus Astado, já que eu era homem como ele mas não era heteressexual como expresso na maioria de suas iconografias e mitologias. Ao ter contato com o Paganismo Queer eu pude perceber que existiam outras formas de encarar a figura do Deus, que ele representa o masculino em sua totalidade e tudo o que está contido nesse arquétipo e que ele era, inclusive, a expressão da homossexualidade tão renegada pelos segmentos tradicionalistas da Arte. Isso me possibilitou uma nova percepção de espiritualidade e uma cura com o Sagrado Masculino que, até então, não tinha ocorrido comigo ao usar as referências mais comuns disponíveis de relação com a figura do Deus. Como Diânico, me relacionar com o Deus de Chifres sempre foi muito difícil uma vez que minha Tradição é extremamente orientada para a Deusa. A forma do Deus apresentada pelo Paganismo Queer tornou esta relação muito mais fluida e fácil para mim.



O que eu percebi ao longo de todo esse tempo é que, como eu, muitos praticantes gays do Paganismo moderno percebem as figuras heteronormativas da Deusa e do Deus como demasiadamente limitadoras. Por isso, muitas crenças e práticas Pagãs entre os Queers foram autoconstruídas e/ou ampliadas pelos membros deste movimento. Uma das mais surpreendentes é a celebração de um Deus patrono dos gays, o Deus Queer. Este Deus é chamado por muitos outros títulos: Deus Púrpura, Deus Azul, Aquele que Dança, Rei Flor, Deus Risonho. Em cada um dos seus muitos aspectos o Deus Queer assume um atributo diferenciado e acredita-se que sua energia só seja acessada quando ele é invocado pelos gays.


Muitos praticantes tradicionalistas da Arte acham absurda a idéia da criação de novos Deuses, mas esta prática é fundamento de todas as mitologias do mundo. Os homens criaram seus Deuses ao longo da história de acordo com suas necessidades espirituais, emocionais e materiais, assim como criamos um ideal social ou político elaborado ou simples.

Um Deus somente para os Queers pode ser considerado uma criação mitológica moderna simbólica para expressar reafirmação espiritual e identidade. Levando em consideração o tratamento que os gays recebem diariamente por parte da sociedade, o Deus Queer se transformou em protetor, companheiro e confidente para muitos que se sentem excluídos da religião e sociedade em função de sua opção sexual. Ao contrário do que muitos pensam essa figura do Deus não promove o separatismo, mas a inclusão. Ele é o Deus que conduz o ser ao reconhecimento do Sagrado dentro de cada um de nós e a aceitação de que o que é "diferente" é bom, pois promove a diversidade, pluralidade e multiplicidade e por isso deve ser celebrado e honrado.


Para os Pagãos gays, o Deus Queer é considerado o primeiro reflexo visto pela Deusa quando ela se mirava no espelho curvo e negro do Universo, fazendo amor consigo mesma para criar toda a vida. Ele é a própria imagem da Deusa refletida na luz do êxtase, no momento infinito da Criação. Tornou-se o seu primeiro amante e é a expressão do amor puro, a alegria ilimitada e a sexualidade em suas amplas manifestações. Ele representa não a heterossexualidade ou homossexualidade em si, mas a sexualidade como o abraço apaixonado do Divino, em cada um de nós e no Universo.


Assim, quando nos ligamos a uma outra pessoa no êxtase do amor, seja numa relação homossexual ou heterossexual, abraçamos o Divino em nós mesmo, no outro e no Universo e nos ligamos ao momento infinito da Criação. Esta é a chave para começar a conexão com o Deus Queer. Sendo assim, Pagãos homossexuais ou bissexuais o consideram seu patrono, já que ele pode ser considerado masculino e feminino, amando e se relacionando com ambos.


O Deus Queer é reconhecido em muitas Tradições de Bruxaria e em todas elas ele está relacionado ao Self Profundo, que é a corporificação do nosso Eu Divino, por onde emitimos e recebemos energia para trabalhar magia. Daí a grande importância da reafirmação de nossa sexualidade para a realização de atos mágicos. Então, para os gays, ele se torna uma figura poderosa não somente para a reafirmação de nossa espiritualidade, mas para o despertar de nosso verdadeiro propósito mágico, de nossa verdadeira magia.


Iconograficamente, o Deus Queer é retratado muitas vezes como um ser andrógino jovem, com seios de mulher e pênis ereto. Em volta de seu pescoço encontra-se uma serpente e em seu cabelo uma pena de Pavão. O Pavão é o animal mais sagrado ao Deus Queer e para entendermos isso podemos recorrer a uma história da Tradição Sufi, o ramo esotérico do Islamismo que é muito diferente de sua facção ortodoxa, que conservou muito de suas crenças e filosofia primitiva centrada na Terra e em antigas crenças pagãs dos povos do deserto:

"Quando a Luz se manifestou e se viu refletida na vastidão do universo pela primeira vez, como um espelho, percebeu o seu Self como um pavão com a cauda aberta".


Sendo assim, os olhos da cauda do pavão são os brilhantes centros de concentração da Luz, simbolizando as virtudes espirituais irradiadas por Ela. O desdobramento da cauda do Pavão simboliza o desdobramento cósmico da Luz, seus muitos olhos, sua onipresença. Muitos dizem que a forma encontrada na cauda do Pavão não seria os olhos da divindade primordial e sim a própria imagem do Big Bang no momento da Criação ou o retrato do próprio Universo.


Podemos perceber assim a similaridade entre a história Sufi e o mito da Criação da Tradição Feri de Bruxaria, onde o Deus Queer, chamado nesta Tradição pelo nome de Deus Azul, é o primeiro reflexo da própria Deusa:

"... naquele grande movimento, Myria foi levada embora e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho Deus do Amor".


Eu vejo em tudo isso algo muito mais profundo do que a visão simplista do separatismo, etiquetar um movimento ou o mundo com títulos e estereótipos, argumentos muitas vezes usados para acusar aqueles que lançam novas idéias e interpretações de um contexto ou conceito que precisa ser revisto pela sociedade. Para mim, o Paganismo Queer dá um novo sentido à espiritualidade humana, ao passo que a homossexualidade que foi tão renegada pela humanidade por séculos assume um sentido espiritual, avança e passa a fazer parte da vida de todas as pessoas em seu dia a dia como uma expressão sexual perfeitamente normal e sagrada, quando antes era vista como uma doença que devia ser banida da sociedade. Para mim isso é a expressão clara da ressacralização do que verdadeiramente somos.


A religião precisa compreender e responder às necessidades, tanto dos indivíduos quanto das comunidades a quem ela serve no mundo moderno. Quando uma religião não consegue adaptar sua estrutura aos avanços naturais do tempo, perde sua autoridade e se estagna. Isto faz com que seus símbolos deixem de inspirar e fortalecer seus seguidores, negligenciando suas experiências e marginalizando sua identidade e valores. Uma religião que não dialoga com sua comunidade se torna nula e vazia. O que os Pagãos Queer fazem é dar uma resposta a esta perda de significado espiritual, recriando novas formas de contatar o Divino que falem às experiências atuais daqueles que sentem e percebem o Sagrado de forma diferenciada. Isto cria uma tradição espiritual de poder, ligada àquilo que um dia existiu mas com raízes no presente, com uma visão abrangente e abertura para as gerações do futuro.


Os Pagãos Queer reconhecem que ser diferente não é motivo algum para vergonha, mas uma dádiva a ser celebrada, uma aceitação dos desafios e jornadas individuais de celebração ao Sagrado Masculino que existe no interior de homens que amam outros homens.

O homem gay também deve restaurar os poderes do Deus que reside dentro de si. Há muito temos sofrido com os preconceitos e represálias da sociedade, que provocou verdadeiros traumas e problemas de auto-aceitação e baixa auto-estima. O Paganismo precisa rever muitos de seus conceitos, devolvendo aos gays os ritos que celebram os seus Mistérios sagrados, o que inclui transformar os rituais em cerimônias menos heterossexistas e mais abrangentes, para que todos possam contemplar a beleza numa religião que celebra e respeita a diversidade.


O Paganismo Queer não fala em limitar a espiritualidade pelo gênero ou pela preferência sexual. Fala em ampliar os horizontes, dando aos Pagãos ainda mais opções para enriquecer sua espiritualidade. Não estamos falando aqui em um Paganismo onde seja suprimida a presença da Deusa. Pelo contrário, estamos falando da apresentação de um Paganismo que apresente o Deus de uma maneira diferenciada, como Ele nunca foi apresentado em outros segmentos da Arte e que considere os arquétipos divinos homossexuais do Deus como sagrados também.


No Paganismo Queer, o Deus é considero um aspecto da Deusa. Seu poder vêm através Dela e só é possível conhecê-lo por intermédio Dela. Eu gosto muito do termo Queer para nomear esta nova forma de espiritualidade. Os precursores deste movimento deram o nome do Queer Paganism (Paganismo Queer) a este tipo de manifestação Pagã exatamente pelo sentido amplo da palavra:

"QUEER" - 1. ser fora do padrão, singular, diferente, o oposto de comum; 2. o contrário de hetero.

A palavra Queer dá margem para várias interpretações, mas ela jamais é usada de forma depreciativa, uma vez que significa simplesmente o oposto do comum. O Paganismo Queer pode ser transformador aos Pagãos gays, pois lhes auxilia a resgatar o verdadeiro significado de sua sexualidade e identidade. A cultura patriarcal apoiada no poder do Phallus talvez seja a maior responsável pelos traumas, tão freqüentes em nossa sociedade, que assolam homens e mulheres pois foi através da ênfase no poder masculino sobre o feminino, difundida há séculos, que nossa cultura desenvolveu seus preconceitos.

Como um reflexo disso, qualquer inabilidade para usar o Phallus é vista até hoje pela sociedade e pelo próprio indivíduo como algo que coloca a masculinidade de um homem em questão.

Como o poder do Phallus é apoiado na descendência, que confere uma forma de imortalidade e honra, as culturas começaram a desenvolver seus tabus sociais como por exemplo o repúdio à homossexualidade. O uso do Phallus não somente para a reprodução passou a ser percebido como debilidade e falta de caráter, já que poderia pôr em risco a continuidade da descendência e sua riqueza.



Este medo foi acentuado pelos sacerdotes das religiões patriarcais através da masculinização da divindade criadora tornando o Phallus, o sexo e todas as fontes de prazer na origem do pecado e maldição. Assim, passaram a usar este artifício para ganhar poder sobre os homens e controlá-los, pois se o que dá prazer torna-se um desejo incontrolável, porém é vergonhoso, transforma-se em uma ferramenta de controle social ao passo que precisa ser reprimido e proscrito. Cada paixão ou desejo espontâneo se tornou pecaminoso. Tudo o que era livre precisava ser destruído, incluindo os desejos sexuais homossexuais. É hora de exploraremos a ressacralização da homossexualidade através do entendimento do seu mais sagrado Mistério: a Homotheosis. Este Mistério ensina que nossos medos e sombras de sermos quem verdadeiramente somos devem morrer, para que nosso espírito se torne sagrado e seja verdadeiramente livre e alcance a Totalidade.


O propósito de celebrar os Mistérios Masculinos da homossexualidade novamente é despertar o poder interior do homem gay, pondo-o em contato direto com o que ele teme ou se envergonha para que ele possa vencer suas limitações e resgatar seu orgulho, força e dignidade. Desta forma os gays não se sentirão mais sozinhos ou aterrorizados na jornada de seu autoconhecimento sobre o que verdadeiramente é ser homem. Descobrirão que se tornar um homem de verdade não está ligado a sua preferência sexual, virilidade ou fragilidade mas sim a sua maturidade emocional e espiritual. Tornar-se homem inclui vencer os limites, barreiras e tabus que o impedem de expressar-se como ele verdadeiramente é, sem máscaras.



O Paganismo Queer vai muito além de uma briga de sexos ou identidade sexual, como alguns podem alegar. Seu verdadeiro significado está em penetrar nos Mistérios do Deus, que também tem sua face gay, que ama e aceita TODOS os seus filhos como eles são e que conhece que a autêntica masculinidade não está centrada em seu Phallus, mas em seu coração. Se vamos conhecer isso através da Deusa ou do Deus Queer, não importa. O importante é obter esta transformação. Quando isso acontecer, seremos verdadeiramente livres!

Autor: Claudiney Prieto
Portal Neopaganismo            

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Arqueologia confirma presença de Extraterrestres no Passado





Esse é um pequeno trecho da série de documentários do canal por assinatura The History Channel, intitulado "Alienígenas do passado [Ancient Aliens].

No caso é o inicio do episódio intitulado - "encontros imediatos":

"Alienígenas do Passado - As Provas Históricas"


Veja todos os episódios:

Série Completa - Alienígenas do Passado -- History Channel
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/AF433F6D00DA4996

Alienígenas do Passado - Genética Manipulada:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/5CC31941B67998B3

Alienígenas do Passado - Ciência Reconhece as Provas:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/462DBAF738948F58

Alienígenas do Passado - Erich Von Däniken - Deuses Astronautas:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/5D36D807EF7E62F8

Alienígenas do Passado - A Volta dos Deuses:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/47A2F881B2611AB4

Alienígenas do Passado - As Provas Históricas:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/D815D50C6C87E70C

Alienígenas do Passado - Hipótese Anunnaki:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/5BB25FFFDF181582

Mistérios Fantásticos -- Enigmas
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/931F9CC0638D0F78

Eram os Deuses Astronautas, Erich Von Däniken (Dublado) Oficial:
http://www.youtube.com/user/SeteAntigos7#grid/user/623D41E7FAE862D7

A Selenita Mulher Extraterreste encontrada na Lua em uma Vimana - Veículo Estelar




A SELENITA


por Viewzone.com

Esta é uma história que tem circulado na Web desde 2007. É bastante surpreendente e fico espantado por não ter recebido mais atenção. Penso que muitos editores imaginaram que era demasiado absurda para ser verdade.
Para ser honesto, pensamos que era uma fraude até que um dos membros do viewzone decidiu procurar  excertos do filme no site da NASA, e notou que havia duas imagens disponíveis do objecto, (tiradas de ângulos diferentes) e fez uma composição a 3 D. Os resultados estão no fim desta página. Embora não estejamos confiantes no vídeo e nas imagens da entidade alienígena (o corpo de mulher), estamos surpreendidos que as imagens e dimensões mostrem um verdadeiro objecto na superfície da Lua.
Se têm os óculos vermelhos e azuis para 3 D, poderão ver a nave especial com muita nitidez. Não há muitas dúvidas que é uma nave espacial – ou isso ou um submarino? – Mas deixamos isso ao critério dos leitores.

Origem da história
O relato chegou até nós de um homem que afirma que fez parte de uma missão especial da NASA:
William Rutledge está reformado e agora vive em África. Surgiu recentemente para revelar alguns factos espantosos sobre o seu envolvimento com a NASA nos anos 70. Rutledge afirma ter trabalhado pelo menos em duas missões à Lua, incluindo a missão falhada da Apollo 19, e da Apollo 20, que diz ter sido lançada em Agosto de 1976 da Base da Força Aérea de Vandenberg.
Segundo Rutledge, ambas estas missões eram "missões Espaciais classificadas conjuntas" resultantes da colaboração entre o governo dos Estados Unidos e o governo Soviético. Não aparecem em nenhum registo das missões da NASA e, se for verdade – por boas razões.
O objectivo dessas missões era investigar um grande objecto no lado oculto da Lua, na região Delporte-Izsak, alegadamente descoberto e fotografado durante a missão Apollo 15. O objecto, que se assemelha vagamente a um caça "Asa X" como é visto nos filmes da Guerra das Estrelas, foi tomado por uma  (nave espacial) que se tinha caido ou que foi abandonada na Lua em tempos antigos.



Qual é o tamanho desta nave? Graças ao site ramistrip.com, temos um gráfico para demonstrar. Quando dizemos "enorme" realmente precisamos de outra palavra porque esta não descreve esta nave. Deixo que a fotografia fale por si!
Compare com o tamanho da Torre Eiffel ou do naviu Queem Mary II.

Imagens, e mesmo vídeos dessa nave apareceram na web, e foram popularizadas por investigadores como Richard C. Hoagland durante os últimos anos.



O corpo recuperado de uma mulher EBE -(extraterrestrial biological entity = entidade biológica extra terrestre ).

Rutledge afirma que eles (juntamente com o cosmonauta Soviético Lexei Leonov) aterraram um módulo Lunar (de fabrico Russo) perto da nave alienígena e entraram nela. Certos artefactos foram descobertos e recuperados, incluindo dois corpos pertencendo aos alegados "pilotos. Um estava em excelentes condições e parecia ser uma mulher. Um segundo corpo estava demasiado deteriorado e a cabeça foi recuperada. A mulher foi apelidada de "Mona Lisa".

"Fomos ao interior da nave especial enorme, e também de forma triangular. A parte mais destacada da exploração foi a seguinte: Era uma nave espacial, muito antiga, que cruzou o universo pelo menos a um bilião de anos ( 1 bilião e meio foi o tempo estimado). Haviam muitos sinais biológicos dentro dela, restos antigos de vegetação na secção do "motor", rochas triangulares especiais que emitiam "lágrimas" de um liquido amarelo que tinham propriedades medicinais e, certamente, de criaturas extra solares. Encontramos restos de pequenos corpos (10 cm) a viver numa rede de tubos de vidro, em toda a nave, mas a principal descoberta foram dois corpos, um intacto.

A "City" como foi chamada na Terra e registada como estação um, mas que parecia ser verdadeiro lixo espacial, cheia de cortes, partes de ouro, só uma construção parecia intacta (chamamos-lhe a Catedral). Fizemos fotos de peças de metal, de tudo o que mostrava caligrafia, exposto ao sol. A "City" parece ser tão antiga quanto a nave, mas é uma parte muito pequena. No vídeo pirata, as lentes das teleobjectivas tornam os artefactos maiores.



Não me lembro quem deu o nome à mulher, se foi Leonov ou eu – era uma EBE (extraterrestrial biological entity = entidade biológica extra terrestre ) intacta. Humanoide, fêmea, 1.65. Com órgãos genitais, cabelo, seis dedos. Função: piloto. Aparelhos de pilotagem fixados aos dedos e aos olhos, sem roupas, tivemos de cortar dois cabos ligados ao nariz. Sem buracos nas narinas. Leonov retirou os aparelhos dos olhos (pode ver no vídeo). Concreções de sangue ou de liquido que surgiu e congelou na boca, nariz, olhos e em algumas partes do corpo. Algumas partes do corpo estavam numa condição excepcionalmente boa, (cabelo) e a pele estava protegida por uma fina camada transparente. Como dissemos para o controlo da missão, o estado vital parecia nem morto nem vivo. Não tínhamos conhecimentos nem experiência médica, mas Leonov e eu aplicamos um teste, aplicamos o nossos equipamento biológico ao EBE, e a telemetria recebida pelo cirurgião (Médicos de Controlo da Missão) foi positiva.

Isso é outra história. Agora, algumas partes podiam não ser credíveis, prefiro contar a história toda quando estiverem outros vídeos online. Esta experiência foi filmada em LM.

Encontramos um outro corpo, destruído, trouxemos a cabeça para bordo.
A cor da pele era azul acinzentada e azul pastel. A pele tinha alguns pormenores estranhos, debaixo dos olhos e na testa, uma banda à volta da cabeça, sem qualquer inscrição. O "cockpit" = cabine de comando estava cheio de caligrafia em forma de tubos longos semi hexagonais.
Ela está na Terra e não está morta, mas prefiro publicar outros vídeos antes de dizer o que aconteceu depois." Entrevista de William Rutledge ( em Inglês).


Foram encontrados na face da mulher alienígena tubos estranhos.
Foram removidos mais tarde e o seu corpo oi inspeccionado e filmado a bordo do Módulo Lunar.
O vídeo está disponível no YouTube.


Também foram encontradas amostras do que parece ser escrita.


Conclusão da Viewzone
Se bem que o vídeo e a história possam parecer ser um embuste, o objecto que foi fotografado pela Apollo 15 é completamente real. Não é uma descoloração da superfície, um artefacto ou uma cratera estranhamente iluminada. A fotografia a 3 dimensões mostra claramente a forma e a posição deste objecto tão pouco habitual.

Em baixo, tomamos duas imagens publicadas da missão Apollo 15 e misturamos para formarem uma imagem a 3 dimensões. Para ver com exactidão necessita de um par de óculos de 3 dimensões (vermelho na lente esquerda e azul na direita. O que é isto?










Vídeos

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