Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.

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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Bastet a Deusa Gato


Eu tenho estudado muitos filósofos e muitos gatos. A sabedoria dos gatos é infinitamente superior."Hippolyte Taine

Os gatos foram os protagonistas dos mitos, lendas de todo o mundo. Alguns os adoravam , alguns já os condenaram, e muitas pessoas hoje são os adoram novamente, embora talvez não com o fervor sagrado dos antigos egípcios.
                                  Ninguém o representa tão bem como a deusa egípcia Bastet.



Na mitologia Egípcia, Bastet, Bast,Ubasti,Ba-em-Aset ou Ailuros (palavra grega para "gato") é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares. Na era grega foi considerada uma deusa de poder lunar.
A deusa está presente no panteão desde a época da II dinastia. 
Era representada como uma mulher com cabeça de gato, que tinha na mão o sistro, instrumento musical sagrado.Tinha habitualmente na orelha esquerda um grande brinco em forma de argola de ouro, bem como um colar e um cesto onde colocava as suas crias. Podia também ser representada somente como um simples gato.



Tudo começou no Egito Antigo ... 
..., quando os egípcios começaram a identificar os leões que vagavam em torno de sua terra com o sol. Eles acreditavam que ao pôr do sol, Rá, deus do sol, iria morrer e descer através do submundo, no Ocidente, para nascer de novo no Oriente, ao amanhecer. Durante a noite, porém Ra era sempre em grande perigo, como seus inimigos, encabeçada pelo Apophis grande serpente não hesitará em atacá-lo, pondo todo o Universo em perigo.

No entanto, os leões ficariam até o pôr do sol, e mantinham os seus raios em seus olhos, para eles, como os felinos domésticos, têm os olhos que refletem no escuro. Com esse fogo queimando em seus olhos, os leões iriam adiante e matando as serpentes da noite. O gato doméstico foi criado nos templos da Terra Negra (Kemet, O nome aplicado pelos antigos egípcios ao seu país).

Com a imagem do leão em mente, dos egípcios construíram a Esfinge, uma enorme efígie do deus do sol, com o corpo de um leão e a cabeça de um faraó, e eles também adoraram a deusa Sekhmet.  
Que com a cabeça de um leão (ver foto) foi a deusa da guerra, que desceu à Terra para destruir os inimigos de Rá, e era conhecida como o Olho furioso de Ra. Entre a lista de deusa felina egípcia encontramos Mau. Uma personificação de Ra como um gato (Mau sendo a palavra egípcia para o gato); Tefnut. era uma deusa cujo nome significava Umidade e representava uma das forças mais primitivas da criação, e Mafdet. Uma deusa da proteção. Ambas com poder de soltar a fúria de Sekmet e das serpentes. Em um período egípcio arcaico que refere as serpentes, a proteção dos Mafdet é invocado: "O Cobra, eu sou a chama que brilha sobre as sobrancelhas do Caos-deuses da Norma de anos. Vai-te de mim, porque eu sou Mafdet!

O o gato doméstico foi especificamente referido estar sob a proteção da deusa 
Bastet.  Sekhmet era a filha de Ra, e ela era o protetora dos gatos e de quem cuidasse de gatos; seus dons eram alegria e prazer. Seu culto estava centrado na cidade de Bubastis (chamado Per-Bast, Ou Casa de Bast, pelos egípcios), onde,  seu templo estava. O historiador grego, Heródoto, disse "Não há nenhum templo mais bonito do que o de Bubastis". Bubastis também abrigava um necrópole, onde centenas de gatos mumificados eram enterrados.

Ela também tinha um festival anual, que parece ter sido um dos mais populares em todo o Egito, acompanhada por música alta e cantando. Ela é muitas vezes representada como uma mulher com uma cabeça de gato, ou como um gato. O significado de Bastet só pode ser entendida comparando-a Sekhmet. De fato, há evidências de que os egípcios a entendiam como dois aspectos da mesma força divina  Sekhmet sendo o aspecto violento e irada do sol divino, e Bastet sendo o seu aspecto mais delicado e sereno como a lua. Percebendo que os gatos são animais mais ativos a noite e sempre olham para a lua.

No entanto, enquanto Bastet está crescendo em popularidade recentemente,deve ser lembrado que deuses egípcios não eram nada sem o seu lado macabro. Em uma lenda egípcia, que fala sobre a busca da Livro de Thoth. Um dos personagens é uma misteriosa sedutora que é uma sacerdotisa de Bastet.

Seduz ao príncipe Set -na , dizendo-lhe: 'Seja alegre, doce, meu Senhor, porque eu sou destinada a ser sua noiva. Mas lembre-se que não sou mulher comum, mas uma filha de Bastet, a Bela , e eu não posso suportar uma rival. Então, antes de sermos noivos escreva uma carta de divórcio contra sua esposa atual, e escreva também ordens contra ela e seus filhos para que sejam mortos e jogado para baixo, para alimentarem os gatos de Bastet. Por que não posso suportar  que eles possam viver e um dia talvez a tramar o mal contra as nossas crianças. "  
A citação acima também elucida um conceito popular entre mulheres egípcias, onde parece ter sido a de que o ideal de "beleza" era a de se parecer com um gato. A maquiagem que  usaram tinham acentuadas características particulares, especialmente os olhos, o que lhes davam um misterioso olhar como o de um felino.  

Muitas vezes as crianças foram consagrados a Bastet, era feito uma picada em seu braço e gotas de sangue derramadas em um gato. Um caixão de mármore de um gato real se refere ao mesmo em inscrições que continha no seu interior uma "Lady Gato". Se um homem que matasse um gato, mesmo que acidentalmente, era morto, e quando um gato morria, os proprietários raspavam as sobrancelhas em sinal de luto. Na tumba de Tutankhamon, a imagem de uma serena Bastet foi encontrada perto do caixão real. Um dos descobridores do túmulo de Tutankhamon, Lord Carnarvon, se diz ter se interessado em Egiptologia após a descoberta de um caixão de gato.

Com o aumento no comércio internacional com o Egito Antigo, especialmente por fenícios e romanos, os gatos se espalharam para outras terras, do Egito e para a Europa e Ásia. Nesses países, os gatos têm suas próprias histórias também. Entretanto, os gatos domésticos no Egito ainda são altamente respeitada, pois naquela terra, os laços entre gato e humano é eterno , com gatos andando entre as ruas no mercado local, onde até hoje, as imagens de Bastet ainda estão sendo oferecidos aos turistas, como devem ter sido oferecido uma vez, tempos atrás, aos peregrinos, que teriam ido à festa anual de Bastet!
Existe uma confusão com com Sekhmet, adquirindo neste caso o aspecto feroz de leoa. 
Certa vez, ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência extrema e crueldade. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com muita cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a humanidade. O que acabou originando a face serena da deusa Bastet com cabeça de gato .
Bastet foi a esposa de Ptah, com quem foi mãe de Nefertum e Mihos. A esta deusa é tradicionalmente consagrado homenagens no dia 15 de abril.

O seu centro de culto estava na belíssima cidade de Bubastis, na região oriental do Delta do Nilo. Nos seus templos foram criados gatos que eram considerados como encarnação da própria deusa e que eram por essa razão tratados como divindades. Quando estes animais morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais reservados para eles na necrópole de Bubastis.



Callegari

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Bruxaria

Bruxaria
Atualmente, um número cada vez maior de estudiosos dedica-se às Tradições da Magia e Feitiçaria, não se sabe ao certo quando teria surgido a Bruxaria; contudo há provas instigantes que indicam que pode ter se originado na aurora da humanidade, aproximadamente no final do período paleolítico, quando o Homem de Neandertal cedeu o lugar ao Homo Sapiens.


A bruxaria desde os primórdios, considerada uma religião da natureza é uma crença que antecede o cristianismo, e não se opõe em momento algum aos ensinamentos de Jesus. No entanto tornou-se uma visão lúgubre e ameaçadora no conceito da Igreja Romana na Idade Média, predominando na Europa durante séculos, trazendo para a vida do ser humano grandes conseqüências, como a morte de centenas de milhares de pessoas, o que se transformou numa verdadeira histeria religiosa.
A bruxaria com suas práticas pagãs, folclore e a crença nos poderes da magia é muito arraigada entre os europeus, a mulher representava a base fundamental da fertilidade, o corpo feminino era reverenciado como foco de força divina; doadora da vida. Por isso o Culto a Deusa-Mãe, aos mistérios da procriação e o respeito ao feminino.
No início da Idade Média, quase todas as mulheres podiam ser chamadas de bruxas, já que qualquer mulher sabia mais sobre superstições e encantamentos do que uma centena de homens. Até o século 15, os "Feitiços e Encantamentos" das mulheres foram, virtualmente, o único depositário de prática médica. As mulheres da idade média conheciam o poder das ervas, dos ciclos lunares, dos ventos, das chuvas, estrelas e planetas. Estavam profundamente ligadas por um amor e agradecimento à Terra e todas as manifestações de força e poder que vinha desta. Os pagãos acreditam que a volta da ligação com a natureza é o único caminho para uma vida harmônica e equilibrada, por isso todos os Ritos sagrados da Bruxaria estão centrados na Estação do Ano e fases lunares.
Paracelso disse que as bruxas o tinham ensinado tudo o que sabia sobre cura. Em 1570 o carcereiro do Castelo de Canterbury libertou uma feiticeira condenada, justificando, com a opinião popular, que ela sozinha era melhor para tratar os doentes do que todos os padres e exorcistas. Feiticeiras ou Fadas?
De acordo com explicação de Joseph Campbell: "Não resta dúvida de que nas épocas mais remotas da História do Homem a força mágica e misteriosa da Fêmea era tão maravilhosa quanto o próprio Universo; e isto atribui à mulher um poder prodigioso, poder este que tem sido uma das principais preocupações da parte masculina da população — como quebrá-lo, controlá-lo e usá-lo para seus próprios fins."
As conseqüências dessa ruptura primordial na relação entre homem e mulher viriam a ter um papel nas mitologias de "diversas culturas"; em termos práticos contribuiu para o surgimento de devastadoras turbulências sociais, tal como a Grande Perseguição às Bruxas na Europa Medieval.
Inquisição, onde vidas foram tomadas, até mesmo sem provar a culpa da vítima. Hoje, o principal fundamento da vida é a razão.
Mas felizmente a humanidade pôde evoluir, ter liberdade, as Antigas Religiões estão ressurgindo lentamente, mas constantes.
Surge o neo-paganismo, uma religião moderna chamada Wicca criada aproximadamente em 1940 pelo grande ocultista Gerald Brousseau Gardner, fundamentada na Alta Magia Cerimonial, na Thelema e no raciocínio segundo a obra 777 de Alesteir Crowley. Ela tomou o nome de uma divindade céltica chamada Cernunnos, representado por um homem com cabeça humana e chifres e pernas de cabra ou cervo, um ser meio homem meio animal, simbolizava o Deus primordial de toda criação, Absoluto. Após isto, Doris Valiente juntamente com Gardner reescreve o Book of Shadows de uma maneira mais paganizada e em seguida introduz o conceito da Deusa-Mãe, criando algo novo na Wicca. Com isso, Cernunnos não era mais absoluto, nem primordial, mas a contraparte da Deusa, que também foi tomado o nome de outra deidade céltica.
Queremos esclarecer para as pessoas que desconhecem, que a Wicca não é Céltica, até mesmo a Wicca dita céltica, não é Antiga Religião Celta, nem representante da cultura e povo Celta. Apesar de conter alguns elementos celtas, a Wicca tem sua origem na Thelema e os ritos fundamentados na Alta Magia Cerimonial.
O povo Celta, ao chegar na Europa, trouxe suas crenças, que ao se misturarem às crenças da população local, deram início a outras práticas.


Tempos longínquos, mas muito marcantes... e são esses fatos que são relembrados com curiosidade pela humanidade. Tempos de proibição, a mulher deveria casar virgem, e servir ao homem sempre com a disposição que lhe fosse determinada. Era a época onde se deveria agir pela fé, ou seja, justificar toda fé.
Só não sabiam que essa fé chegaria tão longe, ao ponto de matar pessoas, seres humanos, justificando a vontade divina. O que as pessoas deveriam lembrar é da velha

A religião dos Celtas (existentes em algumas partes do mundo) era e ainda é o Druidismo, uma religião politeísta, e seus ritos eram sempre realizados ao ar livre. Para eles, este contato com a natureza permitia uma maior aproximação com os deuses e divindades. As principais eram: a Grande Deusa Mãe e o Deus Cornífero, chamados de Ceridwen e Cernunos, respectivamente. A Grande Deusa Mãe é a natureza em todas as suas manifestações, a fecundação e a criação, mãe do Deus Cornífero que representa a fertilização.
Os druidas cultuavam agricultura, a cura com ervas e a caça. Realizavam festas ritualísticas em homenagem às divindades, e iniciavam as pessoas na arte da Magia que era ensinada oralmente. Apesar da classe sacerdotal ser dividida entre homens e mulheres, a sociedade era matriarcal. As druidesas eram divididas em classes: a primeira vivia enclausurada. As outras classes podiam se casar e participavam de rituais sagrados.
O tempo foi passando e os deuses ficaram apenas na história representados por estátuas encontradas em diversas partes do mundo, como a do Deus Cornífero achada na Suécia. Agora com a chegada do século XXI, todos estes conceitos estão retornando e ressurge em todo mundo as crenças e o poder da magia dos antigos celtas. A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e desaparecimento vem ressurgindo.


Segundo pesquisadores, todos os tipos de bruxaria são derivados do Xamanismo primitivo. "Os rituais de bruxaria tem a sua origem perdida no tempo, desde os Tempos Celtas, diga-se de passagem, Belos Tempos, onde a natureza era o princípio de tudo, onde a fé era profunda, onde a mente humana tinha um poder incalculável, pois o ser humano sabia como fazer bom uso do que lhe era proporcionado."

Lilith - A Lua Negra



Lilith - A Lua Negra


No início das eras existia a Grande Deusa, e a Deusa era a própria Terra, Geia, e a Terra era a Deusa.
 As origens do culto à Grande Deusa são encontradas na penumbra do tempo pré-histórico. 
A Deusa governou por milhares e milhares de anos, anos em que a Terra vivia os ciclos lunares perfeitamente em harmonia com a vida orgânica da Mãe. Ao longo do tempo a Grande Mãe foi sendo arrasada e relegada à escuridão, e iniciou o triunfo do mais patriarcal dos arquétipos, aquele do Grande Deus Pai, Allah, IHVH, que foi completamente adotado com o crescimento do judaísmo, do cristianismo e da religião muçulmana. Foi somente na forma atenuada de Maria, Mãe de Deus, que alguns aspectos da Grande Deusa foram deixados subsistir. Várias Madonnas antigas ainda são resquícios do culto à Grande Deusa.
A figura de Lilith – A Lua Negra – representa um dos aspectos da Grande Deusa. 
Na antiga Babilônia ela era reverenciada como Lilitu, Isthar Inana ou Lamschtu.


 A mitologia judaica já a colocou nos reinos mais obscuros dos demônios da noite, reino de Satã, capaz de subjugar os homens e matar crianças.
O cristianismo fez dela uma prostituta vampira por causa do medo que ela despertava nos homens .
A Lilith astronômica. A Lua viaja ao longo de uma elíptica em volta da Terra. Uma elipse tem dois pontos focais e o outro ponto focal não ocupado pela Terra tem sido chamado de Lua Negra, ou Lilith. 
Essa é uma definição bastante simplificada pois, na realidade, a Lua e o Sol se movem, ambos, ao redor de seu centro de gravidade comum, e o caminho da Lua não possui uma elipse precisa mas um caminho bastante oscilante. Precisamos distinguir entre o ponto médio orbital da Lua, que possui uma elipse ligeiramente alongada, e a órbita real, que vacila em torno do caminho médio, devido a várias interferências. Assim como existe um Nó Lunar “médio” e um “verdadeiro”. Escrevi “verdadeiro” entre aspas porque o Nó lunar é “verdadeiro” somente duas vezes por mês, quando a Lua está realmente nele, no restante do tempo ele é tão “não verdadeiro” quando o Nó médio. De fato, quando trabalhamos com um ponto tão próximo à Terra, podemos somente tomar em consideração um grande eixo paralelo, ou seja, considerar, do ponto de vista da Terra, por onde estamos realmente olhando para um determinado ponto no espaço. 
Nesse caso a astrologia observa os planetas de forma geocêntrica, ou seja, tendo o centro da Terra como ponto de partida, e não topocentricamente, ou seja, do ponto preciso do observador.


A Lua Negra tem sido definida como o afélio da órbita lunar, ou o ponto em que a órbita é mais longe da Terra. Ambos esses pontos, o afélio e o segundo ponto focal se encontram ao longo do grande eixo da elipse orbital, a linha das apsides. Vistos da terra, esses pontos estão na mesma direção e portanto ocupam o mesmo lugar no Zodíaco. O segundo ponto focal se encontra numa distância de somente 36.000 km aproximadamente da Terra, e o afélio a aproximadamente 400.000 km. À parte isso, as duas definições podem ser vistas como equivalentes: como a órbita da Lua translada continuamente no espaço, a Lua Negra se move ao longo do zodíaco aproximadamente 40º por ano. 
Uma revolução completa leva 8 anos e 10 meses. Lilith na Carta Astral. 
O símbolo usado para Lilith é uma Lua Negra, em oposição à Lua real que é desenhada como cheia. Lilith é encontrada nas Cartas Astrais e desenhada de acordo com a tábua das posições planetárias ou Ephemeris. INTERPRETANDO LILITH. Muitos livros de astrologia oferecem explicações sobre Lilith. 
Em astrologia sua influência não deve ser negligenciada. 
A Lua Negra descreve nosso relacionamento com o absoluto, como nos oferecemos em sacrifício para um desenho superior e de que forma abrimos mão de nosso controle para servir ao TODO. 
Na mulher ela pode expressar o poder da Grande Deusa que reside em todos os seres do gênero feminino, capaz de gerar a vida.
No trânsito, a Lua Negra indica alguns dos complexos de frustração e castração, freqüentemente na área do desejo, uma falta de poder da psique e uma espécie de inibição generalizada.Por outro lado, seu lugar no nosso mapa pode mostrar onde nos questionamos mais, onde questionamos nossa existência e nossas vidas, nossas crenças e nossas filosofias. 


Considero importante sua ação já que ela nos dá a oportunidade de “abrir mão” de algo, de deixar de exercer o controle deixando a vida fluir através de nós, sem levantar muros para proteger nosso EGO. 
Ao mesmo tempo em que nos questiona, Lilith não indica passividade, pelo contrário, mas simboliza um firme propósito de estarmos abertos e confiantes, de deixar o TODO fluir através de nós, confiando inteiramente nas grandes leis que regem o universo e às quais não podemos nos subtrair. Lilith nos prepara para abrir nosso entendimento para aquilo que é inevitável, como o nascimento de um novo ser, por exemplo, uma criação que vem através de nós mas não por nossa ação direta. 
Quando a vida abre caminho no ventre de uma mulher, o universo conspira para que essa vida flua através dela e não por causa dela.
 Daí a importância da locação de Lilith se desejarmos compreender, por exemplo, porque certas mulheres tem mais dificuldade que outras para engravidar.
A confiança no desígnio superior do TODO é muito importante para deixar que a vida flua através das entranhas, do ventre fértil. Nada de controle, nada de vontade própria para interferir no plano divino. Conhecida também como a primeira mulher de Adão aquela que não aceitou ser submissa a ele, e questionou ? 
"Porque devo deitar-me debaixo ti"?


Sendo então banida do paraíso por ter sedejos sexuais e não ser submissa a Adão. 
Foi Eva feita em seu lugar, perfeita e submissa somente para procriar os filhos da humanidade de Adão. Criando asas em sinal de liberdade, Lilith vôou para o deserto Babilônio e se uniu a Samael de quem gerou vários filhos e tornou- se a Mãe dos demônios segundos as lendas tradicionais judáicas na cabbalah.


Os Celtas



Os Celtas
A natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava. As religiões primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.
A Voz da Floresta é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a veneração que os Celtas tinham pelas árvores.
Como uma representação do universo, as raízes das árvores habitam o solo, o conhecimento profundo da Terra. E o tronco une as raízes ao céu, trazendo este conhecimento à luz.
A Cultura Hallstatt foi a primeira das várias culturas existentes na Idade do Bronze. As regiões ocidentais desta cultura entre a França e a Alemanha do Este, já falavam a língua Celta. Por volta do ano 600 a.C., o grafólogo Grego Herodotus escreve sobre os Celtas colocando-os para além dos “Pilares de Hércules” (isto é, Espanha) e acima do Danúbio. O nome "Celta" surgiu da tribo dominante dos Halstatt, e tornou-se um conceito unificador para toda a cultura.
Segundo historiadores, a terra de origem dos Celtas era uma região da Áustria, perto do sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britania. Na sua expansão os Celtas abrangeram áreas que vão desde a Espanha à Turquia.
Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (hôl-lan ou ghôl-lan, q.s. terra baixa) e a Oriental (pôl-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regiões denominavam de dâhn-mark (q.s. o limite das almas), que ía do Rio Don às Colunas de Hércules; aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = rússia).
Ainda em relação a este assunto, que obviamente liga os povos célticos, está a palavra ask, de onde a denominação geral asktan dada a vários povos (os mais interessados no assunto devem procurar a velha Gramática da Língua D'Oc); ora, entendia-se por Trasks os Asks orientais, por Tosks os Asks meridionais e por Vasks os Asks ocidentais - daí, toscanos, estruscos, vascos...





Os Celtas dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos. Mas só mais recentemente os Celtas influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a nível cultural, lingüístico e artístico. Os Celtas com grupo e raça, há muito que desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Escócia.
Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, as culturas druídica e celta foram alvos de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito delas embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas e celtas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.
A bravura dos Celtas em batalha é lendária. Eles desprezavam com freqüência as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos. As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.
Os Celtas transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua história ou os seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civilizações clássicas de Grécia e Roma. Os Celtas eram na generalidade bem instruídos, particularmente no que diz respeito á religião, filosofia, geografia e astronomia.
Relativamente ao nome BRASIL...Este não se encontra nas línguas nativas, mas há vestígios da passagem dos fenícios pelas costas equatoriais e, também, pelas do Brasil. Na antiga Língua céltica "braazi" queria dizer "terra grande" segundo escritos do estudioso Sérgio Trombelli...
Por outro lado, sabemos que uma Insulla Brazil já existia em antigos mapas bem antes da viagem cabralina - mapas como os de Bartolomeu de Pareto (1455) e de Pero Vaz de Bisagudo (segundo Carta enviada pelo Mestre João a el-rei D. Manuel logo após o "descobrimento" oficial a tal Insulla Brazil...
É possível que, em breve, os modernos instrumentos da Arqueologia possam, também, trazer até nós outros vestígios.
E que influência tiveram os Celtas na Literatura européia que tanta força emprestou ao pré-Cristianismo? As literaturas no gaélico, no galês ou no bretão, exerceram influência através da Poesia Pastorial e dos Romances de Cavalaria (a saga do Rei Arthur e a busca do Santo Graal), das Ciências Herméticas ou Ocultas, da Adivinhação e da Cultura Rúnica, até a formação ideológica das elites em Ordens de Cavalaria e Confrarias (do tipo Rosacruzes e Maçonaria).
Chamo a atenção para o fato de vários estudiosos que põem o kardecismo (de Kardec, antigo poeta esotérico celta) como um sistema filosófico-espiritual do eixo telúrico-cósmico desenvolvido na essência mística dos Celtas; aliás, Kardec (Allan Kardec) é pseudônimo do estudioso francês Léon Rivail (1804-1869) que continuou a doutrina céltica no que à transmigração das almas e dos Espíritos diz respeito.
E, antes dele, já os essênios, os nazarenos e outras seitas judeo-palestinas o haviam feito. Importante ainda é o fato de se poder ligar o desenvolvimento da Música e da Poesia aos cultos da Voluspa: mesmo rudimentar, o Oráculo passou a ser lido/interpretado em voz ritmada e em versos rimados. Foi grande a importância dessa Civilização antiga na formação do ser-português, na Língua Lusa que a saga marítima de 1500 levou ao mundo, legou a africanos e criou o tupi-afro-brasileiro, mesmo que à custa da destruição dos nativos pelo catecismo jesuítico e pelos ferozes salteos e bandeiras...
Os povos Celtas, em cinco grupos, entraram na velha província romana, chamada Lusitânia, pelo Algarve (os cinetes), entre os rios Sado e Tejo (os sempsos), entre a Estremadura e o Cabo Carvoeiro (os sepes), pelo centro (os pernix lucis) e pelo norte (os draganes). Sim, nem a Roma imperial conseguiu vencê-los na Grã-Bretanha. Foi grande a contribuição dos povos Celtas para a Cultura Portuguesa.
Inglaterra, Escócia e Irlanda
O nome Bretanha deriva do Céltico. O autor Grego Pytheas chamava-lhes as “Ilhas Pretanic” o que tem origem no nome que os habitantes da ilha tinham e se chamavam a eles próprios, Pritani. Isto e muito mais, foi mal traduzido para o latim o que deu Brittania ou Britanni. Os Celtas migraram para a Irlanda vindos da Europa, conquistando assim, os seus habitantes originais.



A Origem Celta ao que se consegue datar até o ano de 1200 AEC situa-se na Europa Central, embora parte da mais numerosa vaga de invasão indo-européia. Durante os 600 anos seguintes, os celtas chegaram a Portugal, Espanha, França, Suíça, Grã-Bretanha e Irlanda, e também tão longe como a Grécia e a Galácia. No continente foram vencidos pelos Romanos, continuando, portanto a manter traços fundamentais da sua cultura, mas nas Ilhas Britânicas a invasão romana parou na Muralha de Adriano, mantendo os Celtas, em especial na Irlanda, toda a sua autonomia e herança cultural. Pois, é na Irlanda e no País de Gales que ainda hoje podemos ir em busca do pensamento e da antiga religião de nossos antepassados Celtas e Druidas.
Muitas das informações que até hoje obtivemos vem de escritores romanos como Estrabão e César, que apesar de não serem fontes isentas nos transmitem algum conhecimento acerca da sociedade céltica.
Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "sagrado" pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado sagrado e mais ainda os exercícios de alguns rituais rústicos com os participantes despidos foram motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez. O catolicismo fez todo o empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos.
Para a Cultura Celta o ano era dividido em quatro períodos de três meses em cujo início de cada um havia uma grande cerimônia:
Imbolc - celebrado em 1 de fevereiro, é associado à deusa Brigit, a Mãe-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crianças;
Beltane - celebrada em 1 de maio. (também chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa "brilho do fogo". Esta cerimônia, muito bonita, é marcada por milhares de fogueiras;
Lughnasadh - (também conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;
Samhain - a mais importante das cerimônias, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen.
Basicamente a doutrina céltica enfatizava a terra e a deusa mãe enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados às formas de expressão da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o céu e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfeiçoamento através das reencarnações.
Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era responsável pelo próprio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma conseqüência, boa ou má, segundo as obras praticadas.
Mesmo sendo livre, o homem também respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos.
A Igreja Católica acusava os Celtas e Druidas de bárbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela também matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por questão de fé ou por praticarem rituais diferentes.
O catolicismo primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. Na realidade isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza e quando os primeiros cristãos chegaram naquela região foram muito bem recebidos, segundo pesquisadores, a tradição céltica relata que José de Arimatéia discípulo de Jesus viveu entre eles e levado até lá o Santo Graal (“Taça usada por Jesus na Última Ceia”).
A crença céltica e druídica diziam que o homem teria a ajuda dos espíritos protetores e sua libertação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, também conhecida atualmente como lei do carma.
Não admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constituídos por mãos humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimônias, reuniam-se nos círculos de pedra, como se vêem nas ruínas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.
Enquanto em algumas cerimônias célticas os participantes a faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam túnicas brancas. Sempre formavam os círculos mágicos visando a canalização de força. Por não usarem roupas em algumas cerimônias e por desenvolverem rituais ligados à fecundidade da natureza, por ignorância, por má fé ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja, Celtas foram terrivelmente acusados de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de rituais sagrados à Deusa Mãe.
Mas, bastaria isto para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois como aquela religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, somente não a hebraica.
A Igreja Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião essencialmente machista e como tal lhe era intolerável à admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza, tanto que para Igreja Católica, “seu” Deus é uma figura masculina.
Mesmo que o Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.
Na realidade Jesus apareceu primeiro às mulheres, e segundo o que está escrito nos documentos sobre o Cristianismo dos primeiros séculos, via de regra, por cerca de 11 anos depois da crucificação Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia isto através da inspiração, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais freqüentemente através das mulheres.
Sabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio, entre outras intenções visou o banimento da mulher dos atos litúrgicos da igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência. O catolicismo que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo à influência judaica no que diz respeito à marginalização da mulher no exercício das atividades sacerdotais. Daí a perseguição cultural à figura da Mulher tornada maldita pelo Homem (movimento do qual veio a surgir um novo povo: os Fenícios).
Por isto, e por outros “motivos” católicos, as autoridades católicas não podiam tolerar o celtismo, cuja religião era mais exercida pelas mulheres.
Existiam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza.
Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimônias sagradas. Assim é que o elemento básico da Wicca não tinha como base primordial o homem e sim na mulher, cabendo àquele a primazia nos assuntos não religiosos.
Eis-nos retornando à essência feminina... Como surgiu a Voluspa? Sabemos que foi através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si-mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas. Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.
Verifica-se que a Cultura céltica adotou, no seu sistema esotérico-religioso, a via matriarcal. Isso passou, aos poucos, para a vida social. O que ainda é, hoje, visível em determinadas regiões onde esse sistema foi implantado antes do Segundo Milênio AC, como no centro e norte de Portugal (onde se formaram os celtiberos), no norte da Espanha, na Gália, nas Ilhas Britânicas (particularmente na Irlanda e na Ilha de Man), no Alto Danúbio (Boêmia e Baviera), i.e., o patriarcado ficou responsável pelos assuntos da Guerra enquanto o matriarcado pelos assuntos do Espírito, do Social e do Legislativo, que o mesmo é dizer: da Cultura.
Forte, o Oráculo da Voluspa era Lei geral. Enfim, a Mulher tornava-se Ser Humano gerando Civilização... E até formou uma fantástica corte guerreira, na Ásia, em meio à outra dissidência: um povo de mulheres que decidiu caminhar com suas próprias leis - as Amazonas. Na concepção d'olivetiana, a palavra compõe-se do radical mâs, conservado ainda no latim puro e reconhecível no francês antigo masle, no italiano maschio e no irlandês moth; esse radical, unido à negativa ohne forma a palavra mâs-ohne à qual se ligou o artigo fenício ha; a palavra ha-mâs-ohne significa as-que-não-têm-macho.
Ora, nesta estrutura encontramos a origem céltica e a moradia asiática. Até meados de 1997 falar d'as amazonas era falar, quase sempre, de uma lenda, apesar da extraordinária contribuição dos estudos d'olivetianos sobre esse povo. Em 1997 foram descobertas as tumbas, no Caucaso, onde muitas dessas guerreiras foram enterradas...A pesquisa arqueológica - neste caso como no caso d'os manuscritos do mar morto - é a principal arma da História contra a estupidificante estória oficial...! Foi feita homenagem a D'Olivet.
Os celtas entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da saúde.
O grande desenvolvimento dos celtas foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente através da mente. Enquanto outros descendentes da Atlântida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu, dos quais bem tardiamente surgiu como civilização celta, usaram apenas pedras, na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires como Stonehenge (veja link).
Geralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canalização de energia. As construções megalíticas eram condensadores e drenadores de energia telúrica, com elas os descendentes da Atlântida criavam "shunts" nos canais de força telúrica, desviando-a para múltiplos fins.
Os Celtas chegaram a ter pleno conhecimento de que as forças telúricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de forças, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou até mesmo gerar canais secundários de força. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam aumentá-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais sagradas.
A realização das cerimônias celtas não se prendia somente ao lugar, também tinham muito a ver com a época do ano, com determinadas efemérides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasiões em que as forças cósmicas mais facilmente interagiam com as forças telúricas. Os celtas sabiam que a energia telúrica sofria reflexões e refrações ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto é que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto não tinha qualquer conotação erótica, era antes um modo para a energia não ser impedida ou desviada pelas vestimentas.
Também tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da importância de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutilá-la inutilmente e até mesmo da importância de tratá-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia não esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com relação à "Mãe Terra".
Estabeleciam uma interação entre a energia a nível pessoal com a energia a nível planetário e também a nível sideral.
É todo esse conhecimento que está sendo liberado progressivamente. Agora que o homem moderno está começando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em sua integridade precisa urgentemente ser tratada vêm ressurgindo conhecimentos antigos, espíritos aptos estarão encarnando na terra para desenvolverem métodos precisos visando à correção dos males provocados. Assim é que estamos vendo o desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdomância, do Feng Shui e de outras formas de atividades ligadas às energias que fluem na terra. Os princípios preconizados pela Permacultura serão aceitos progressivamente e a humanidade passo a passo irá se integrando a um sistema de vida holístico, segundo José Laércio do Egito.
Na realidade a corrente migratória atlante direcionada para a Europa Ocidental não primou pelo desenvolvimento tecnológico, ela não deu prosseguimento, por exemplo, à utilização ao desenvolvimento da ciência dos cristais como fonte de energia. Preferiram a utilização da energia inerente aos canais das forças telúricas mais simples. A geomância atual já era sobejamente conhecida dos Celtas que, por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, (os Atlantes que tinham grande domínio sobre tais conhecimentos, segundo alguns pesquisadores), e mesmo assim de uma maneira não tecnológica.



Ártemis



Filha de Zeus e de Leto, Ártemis é irmã gêmea de Apolo. Virgem, severa e vingativa, indomável, também é o oposto de Afrodite. Conhecida também como Selene, Ortia, Ilítia e Hécate.Protetora da Juventude e a mãe dos caçadores, do nascimento, dos pescadores e das mulheres solteiras.Castiga cruelmente todo aquele que lhe faltar ao respeito, transformando-o em cervos e ordenando aos seus cães que o devorem.Em contraposição, recompensa com a imortalidade seus adoradores fiéis, como no caso de Hipolito, que morreu vítima de sua castidade. Uma das Deusas mais amadas da Grécia era honrada em rituais populares que variavam tanto quantas as formas da própria Deusa.Ártemis simboliza o aspecto ciumento, dominador e castrador da mãe. Com Afrodite, seu oposto, construiria o retrato integral da mulher, tão profundamente dividida em si mesma, que não foi capaz de reduzir as tensões originadas por esse duplo aspecto de sua personalidade. As feras que acompanham Ártemis em suas caminhadas são os instintos, inseparáveis do ser humano, importante que sejam domados, a fim de que se possa alcançar a cidade dos justos, de Homero, o qual a Deusa amava.Personifica o respeito pela vida animal, aceitando a necessidade da caça nas regras e rituais de absolvição. Na maioria das religiões da deusa um raciocínio similar é aplicado aos fetos e aos recém nascidos. É perfeitamente aceitável que uma mulher que dá a vida também a destrua sob certas circunstâncias"


KALI



Kali

KALI é a personificação da impiedosa fúria feminina e sempre deixa um rastro de destruição por onde passa. Ela é chamada de KALI pois tem o corpo negro, seu rosto é vermelho e carrega uma espada invencível. Seu cabelo é longo e totalmente desalinhado e pode ser vista nua, indicando sua liberdade e independência. Ela tem olhos sedentos de sangue, uma boca com dentes grandes e afiados, mostrando sua enorme língua. Ela tem um colar com 50 cabeças humanas decepadas, representando as letras do alfabeto Sânscrito, seus brincos são corpos de anjos, indicando que Ela está acima da luxúria.
Cobras enroladas em seus vários braços e no pescoço que são usadas como armas para matar suas vítimas.


 As vezes KALI é vista dançando em cima de SHIVA como uma furiosa guerreira num campo de batalha matando seus adversários e tomando-lhes o sangue. Dessa forma, demonstra a todos que até mesmo SHIVA é sobrepujado por sua fúria. 
Seus braços estão fazendo diferentes MUDRAS - posições que dizem para não ter medo pois ela é a mais querida e doce Mãe. 
Como Deusa da Morte, ela controla o poder do Tempo que tudo devora. 
Logo após as batalhas ela começa sua eufórica dança da vitória
Com esta dança todos os mundos tremem sob o tremendo impacto de seus passos.
Existe uma famosa história sobre um rei santo que foi sequestrado por um bando de ladrões para ser oferecido num sacrifício de sangue num templo de KALI.


No entanto, KALI surgiu furiosa de dentro de uma de suas estátuas com sua hoste de fantasmas e demônios e pôde perceber as enormes virtudes desse rei santo. 
KALI então matou o líder dos ladrões e seu bando, provando que aqueles que têm boas qualidades são protegidos por Ela. As escrituras Védicas contam que quando os guerreiros vão para a luta costumam invocar o nome de KALI para o sucesso contra os inimigos nas batalhas.


Lakshmi


Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte de Vishnu, um Deus Protetor, é muito amada por seu povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas.A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakhsmi" é derivada da palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo".NASCIMENTO DE LAKSHMIComo todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, um certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto,esse último o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força.Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a serpente Vasuki? Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha. Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la.Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios).Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante.Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi.

Psiquê e Eros


Dentro do panteão Grego, vou destacar o mito de Eros e Psiquê, pois ao meu ver essa história retrata a evolução e o amadurecimento dos sentimentos, uma viagem que todos nós fazemos ao coração. Muitas vezes nossos desfechos pessoais não são tão fantásticos quanto gostaríamos, mas observando esse casal, podemos aprender bastante.

"Certo rei e rainha tiveram 3 filhas de beleza sem igual, mas a mais nova delas, Psiquê, tinha uma beleza indescritível. A fama dessa beleza cresceu tanto que alguns diziam que a jovem tinha beleza superior do que a da própria Afrodite (Vênus). Isso enfureceu a Deusa, que mandou seu próprio filho Eros (Cupido) fazer com que a jovem se apaixonasse pelo ser mais indigno que ele encontrasse, alguém tão vil e baixo que fizesse ela colher uma mortificação maior do que o júbilo que ela vivia.
Eros preparou-se para obedecer às ordens de sua mãe, mas quando viu Psiquê dormindo, foi tomado de tamanha piedade que acabou ferindo a si mesmo em uma de suas flechas e no mesmo instante caiu de amores pela jovem. Sem saber o que fazer ele fugiu, mas sabendo que estava perdidamente apaixonado.
O tempo passou, as irmãs de Psiquê se casaram e apesar da beleza da jovem ser sempre exaltada não aparecia pretendes para desposá-la. Preocupado o pai dela foi consultar o oráculo, que respondeu que Psiquê não estava destinada a casar-se com um mortal, mas sim com um mostro imortal que a estava esperando no alto da montanha. Ao invés de se revoltar com um destino tão tenebroso, Psiquê aceitou resignada, sem deixar de estar assustada. Quando chegou no alto da montanha ela sentiu que estava sendo transportada por um vento brando, era Zéfiro quem a carregava. Ele a levou para um palácio que de tão majestoso parecia ser a morada de um Deus. Ela se acalmou e quando escureceu um ser misterioso foi ao seu encontro dizendo-lhe que ele era o seu marido.Psiquê não conseguiu ver-lhe as feições, mas sua voz era macia e ela sentiu que o marido lhe falava com muita ternura. O casamento foi então celebrado, porém todos os dias, antes do amanhecer, seu marido desaparecia e só retornava quando escurecia, e todos os dias ele fazia ela prometer que jamais tentaria ver-lhe o rosto. Por um tempo, enquanto tudo era novidade, Psiquê foi muito feliz, mas com o tempo ela começou a se sentir sozinha e enfadonha, por isso pediu ao marido que permitisse ver as irmãs, pois estava com muitas saudades.Quando as irmãs viram o palácio em que Psiquê morava e a vida que ela levava, sentiram muito inveja e começaram a envenenar a alma de Psiquê dizendo que se marido não mostrava o rosto era porque ele deveria ser mesmo um monstro horrível, quem sabe vil. Tanto fizeram que Psiquê numa noite enquanto o marido dormia, pegou uma lamparina a óleo e quanto viu o rosto do marido, viu o rosto mais lindo que ela já havia visto na vida. Seu assombro diante de tamanha beleza foi tanto que ela acidentalmente acabou se espetando numa das flechas de Eros e no mesmo instante ela se apaixonou pelo marido, a quem ela já aceitava por saber que ele a amava. Com a espetada, Psiquê deixou cair uma gota de óleo no rosto de Eros que acordou sobressaltado. Quando percebeu o que havia acontecido ele a recriminou duramente pela sua desobediência e ingratidão. Enfurecido, Eros disse a Psiquê que o amor não pode conviver com a desconfiança e voou para longe.
Quando Psiquê se recompôs ela estava num campo perto dos palácios de suas irmãs. Ao encontrá-las, Psiquê lhes contou todo o ocorrido e as irmãs se regozijaram pela desgraça da irmã. Ao invés de consolá-la, elas faziam planos para conquistar Eros, que as repudiou veementemente.
Dali em diante Psiquê saiu errante pelo mundo em busca do seu amor perdido e sempre perseguida pela raiva de Afrodite, que fez a jovem submeter a várias tarefas ou castigos terríveis. Um desses castigos foi fazer com que Psiquê fosse ao submundo, onde não é permitida entrada de mortal nenhum.
Como Psiquê é muito bondosa, gentil e generosa ela recebeu em todas as tarefas ajuda de Deuses, como a de Ceres, dos animais, das flores, etc.
Por fim, emocionado pelo arrependimento e esforço da esposa, a quem nunca deixara de amar realmente, Eros foi até Zeus e suplicou permissão para desposá-la. Zeus ouviu-o com benevolência e advogou com tanto empenho a causa dos amantes, que conseguiu a concordância até mesmo de Afrodite para a união dos dois.
Psiquê foi levada a assembléia celestial, onde tomou uma taça de ambrósia e se tornou imortal. Então, o segundo casamento de Eros e Psiquê foi celebrado no Olimpo.
Assim, Psiquê ficou finalmente unida a Eros e mais tarde tiveram uma filha, cujo nome é Prazer.
Psiquê em grego significa tanto borboleta como alma. Não há comparação mais notável e bela da imortalidade da alma como a borboleta, que, depois de uma vida rastejante como lagarta, de sair do túmulo em que se achava (casulo), abrir as asas e flutuar na brisa do dia, tornando-se um dos mais belos e delicados aspectos da primavera. Psiquê é portanto a alma humana purificada pelos sofrimentos e infortúnios e preparada assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade.
Em algumas analogias Eros é comparado com o espírito e Psiquê com a alma, quando o espírito e alma de uma pessoa estão sintonizados, o que temos é Prazer pela vida, pelas coisas que nos cercam, prazer em tudo o que fazemos.

Homem Verde (Green Man)


Existe um entalhe fascinante entre as antiguidades inglesas: um rosto que espia por entre folhas e vinhas. É o Homem Verde, uma misteriosa deidade dos bosques que cuida das florestas e especialmente de todas as árvores. Diz-se que ele tem forma humana, tez verde e se veste com folhas e cascas de árvore. Para aqueles que destroem indiscriminadamente bosques e florestas, o Homem Verde é um espírito maligno. Para aqueles que amam e usam de modo sábio as árvores, ele é uma tímida entidade que encoraja o crescimento das plantas.

 Segundo a lenda, ele oculta tesouros sob suas árvores frutíferas, mas torna a ocultá-los se os fazendeiros arrancam as árvores de seus pomares em busca dos tesouros. O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho. Homem verde - símbolo de fertilidade . Inúmeras igrejas e capelas construídas pelos maçons, especialmente dedicadas a Maria Madalena, contêm esculturas desse símbolo de origem celta e ligado ao culto da Deusa da Fertilidade.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Crenças da Strega


Crenças da Strega
Na Itália e nas cidades da América com grandes populações de italianos ou descendentes, bruxas da “velha escola” podem ser encontradas. Em quase todas as cidades ou vilas, alguém poderá te apontar uma strega que possa colocar ou tirar o Malocchio (mal olhado), ou usar óleo de oliva para curar ou para adivinhações. No coração da strega vivem os “espíritos do antigo”, pois está é uma antiqüíssima crença. Sente-se com elas e te contaram estórias dos elfos ou das Lasa que são conhecidas como Os Antigos. Você aprenderá sobre a sacralidade do fogo, sobre as forças por traz da natureza. A voz do vento sussurrará aos teus ouvidos enquanto a strega fala... você sentirá e conhecerá.
As crenças das streghe envolvem amuletos para repelir ou atrair energias. Gestos de poder, sinais que podem ser lidos em toda a natureza. A Deusa coroada com um crescente e o Deus Astado são adorados pelas strega. Também são conhecidos por diversos nomes: Tana e Tanus, Fana e Faunus, Jana e Janus. Os nomes mais comuns para os Deuses da Stregheria são : Diana e Dianus (Lúcifer); e os nomes mais antigos são Uni e Tagni.
A natureza é vista como a manifestação das forças ou leis espirituais. A Magia
é a arte de entender e interagir com estas forças, de uma forma que possam ser influenciadas. Como este sistema é mantido em ordem por espíritos e deidades, existem técnicas milenares de interagir e lidar com estes seres astrais – de forma que façamos nossas influencias e vontades.
No norte da Itália, existe uma região chamada Toscana. Lá uma forma de stregheria um pouco mais peculiar é desenvolvida. Esta forma é extremamente simples, mas pouco lembra os rituais cerimoniais modernas. Há uma grande influencia etrusca nesta forma de bruxaria, onde os Deuses e espíritos são de origem etrusca. Estas bruxas raramente fecham um círculo sagrado para fazer seus feitiços e rituais. O importante para elas é que haja um campo onde possam trabalhar. Elas utilizam uma varinha (o instrumento mais primário da bruxaria) e gestos de poder com encantamentos (chants).
Os Deuses reverenciados pelas streghe toscanas são a Deusa Uni e o Deus Tagni. A natureza também é reverenciada pelos elementais: Fauni e Silvani são espíritos dos bosques; Monachetto são espíritos da terra, como os gnomos; Linchetto são os espíritos do ar. Na bruxaria toscana o norte é considerado um local de muito poder. Os seres elementais do norte são chamados Palla; no sul Settiano, que são espíritos do Fogo Elemental; os espíritos do oeste são os Manii; e os do leste são os Bellaire.
As streghe acreditam em espíritos do clã, chamados Lare que protegem as casas e as famílias. Além disso, ajudam as streghe a renascerem entre seus entes queridos. Pequenos templos são feitos na parte oeste da casa em honra a estas entidades. Tradicionalmente são feitas oferendas de vinho, mel, leite em um pequeno recipiente e uma vela é acesa.
O folclore italiano também se estende a objetos inanimados, que se acredita possuírem poder. Entre os mais comuns estão as chaves feitas de outro ou prata, ferraduras, tesouras, pérolas e corais. Outros objetos incluem o alho, fita vermelha e sal que é empregado para a proteção.
Pietra C. Luna

Magia Lunar


Magia Lunar
Nos tempos antigos, as strega tinham a posição de Sacerdotisa da Lua। Nas regiões costeiras e nas ilhas, as strega também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágiko.A Lua é o corpo capaz de "prender" força cósmica, desta forma, é necessário que saibamos como faze-lo.O campo eletromagnético da Terra recebe e coleta energias. O campo da Terra é grandemente influenciado pela Lua. Por causa da mudança de órbita da Lua, ela pode juntar energias de todo o cosmos durante os 28 dias de seu ciclo - que é considerado rápido. É claro que a Lua é a mediadora de energias tanto para as práticas mundanas como mágikas. O papel do Sol é de ser um amplificador. Ele gera poder "cru" e aumenta as energias que já se apresentam no campo da Terra.Os rituais devem ter relação com as fases da Lua. Quanto a isso, é como na Wicca. Os rituais da Lua Cheios têm um poder magnífico, inclusive é um momento interessante para lidar com os outros planos de existência.O uso de prata é muito comum, pois é um metal que acumula bem a energia lunar.Existe um altar ritual para a Lua; este se torna um ponto de foco de energia. As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas asmulheres têm uma ligação mais próxima. Para montar este altar, ele deve ficar no quadrante oeste. No centro dele, coloque uma vasilha com água salgada. Coloque uma concha branca no centro da vasilha. Ao faze-lo, sussurre o nome da Deusa daquela fase da Lua: para a lua nova (e crescente) é Diana; a lua cheia é Jana; e a lua minguante é Mania. Aoredor da vasilha coloque nove pedras brancas, pérolas ou conchas, formando um crescente. Note que se o trabalho mágiko for construtivo, os objetos devem ser colocados ao redor da vasilha em sentido horário,e se o trabalho for destrutivo, em sentido anti-horário. A cada concha que for posta, diga o nome da Deusa que tem influencia sobre o que você deseja. Incensários da Lua são colocados de forma que formem um triângulo: se a base estiver para cima, então a finalidade é destrutiva, se a base estiver para baixo, à finalidade do trabalho é criativa.Também coloque uma pedra escura no canto esquerdo do altar e uma clara ou branca na parte direita do altar.Então, a medida com que o ritual prossegue, o grupo ou a strega carrega a água salgada da vasilha com a energia do ritual - como o cone de poder dos rituais wiccanos. Esta energia é vista saindo da aura do individuo e entrando pela ponta do athame, na aura da sacerdotisa, que direcionará com seu athame, toda a energia para a água. Toda essa carga deve ser liberada. Algumas formas são tradicionais: ferver a água joga-la no fogo ou num riacho ou água corrente. Se for à água corrente, essa rima é utilizada:Water to water A Witch's spell I give this stream To speed it well.

Pietra C. Luna


Arádia a rainha das bruxas!


Aradia é uma personagem importante e interessante na Bruxaria Italiana; eu me arriscaria a dizer em toda a bruxaria até. Algumas coisas foram escritas sobre ela, existe um livro com seu nome, porém alguns mitos foram criados. Tentando esclarecer dúvidas e mostrar um pouco do que é o livro "Aradia, o evangelho das bruxas" e a Aradia, la Bella Peregrina eu escrevo a coluna desta quinzena.
La Bella Peregrina, nome com o qual ficou conhecida nos montes albanos até a Sicília, tem um significado grande para muitas tradições e clãs da Bruxaria Italiana, como a Ariciana e a Tríade de Tradições - Janarra, Fanarra e Tanarra. Lembrada como a professora e mestra das Streghe, Aradia não queria ser adorada: seu intuito era reviver com os camponeses dos feudos os Caminhos Antigos. Passou seus ensinamentos viajando e conversando, reaproximando as pessoas de suas raízes. Ela apontava a Vechia Religione como um alívio ao massacre religioso do cristianismo da época. Com o tempo, ela passou a ter discípulos, 6 homens (um deles era celta) e 6 mulheres. Quando Aradia passou a ser perseguida, esses discípulos saiam em casais para levar seus ensinamentos a diante. Seu símbolo, após sua partida era, e ainda é, a Chama Sagrada que é acesa no meio do altar. Ela é o fogo perene de seus ensinamentos e de nossa ligação com o Espírito do Caminho Antigo. Por fim, seus discípulos também foram perseguidos e muitos mortos e acredita-se que os pergaminhos, nos quais seus ensinamentos foram registrados, trancados no Vaticano. Alguns documentos históricos indicam a passagem de uma mulher peregrina pelo norte da Itália e indicam que talvez ela tenha passado seus últimos anos na Romênia.





Os ensinamentos de Aradia têm um cunho de simples entendimento e observação completa da Natureza. Ela fala sobre a Deusa Diana e o Deus Dianus ou Lúcifer; discorre como a Natureza é a maior de todas as professoras; deixa para os camponeses o valor e a importância do casamento baseado no amor e no respeito; sobre a força da sexualidade e sua magia; ela deixa um alerta sobre os cristãos, um cuidado que deveria ser tomado naquele momento de perseguição; e deixa um elenco de 13 "conselhos", que são conhecidos como "Covenant of Aradia": visando a convivência harmoniosa entre todos os seres da Criação.
O Evangelho das Bruxas foi escrito em 1889 por Charles G. Leland, folclorista inglês e estudioso de diversas culturas. Nesta publicação ele expõe ao público o relato de tradições, costumes e estórias de mulheres que se chamavam streghe (bruxas). A fonte de Leland era uma delas, Magdalena. Não se sabe bem ao certo se o que está no livro é a cópia fiel dos escritos das streghe ou se eles foram romanceados. Ele conta como Diana e Lúcifer deram a vida a Aradia e como ela se tornou a primeira Strega. A Aradia do livro também tem um caráter de professora, mas ela é nascida dos deuses. Existem no texto de Leland também uma larga influência de termos e ideais judaíco-cristãos, como no momento em que diz que Aradia não será como a filha de Caim (este mencionado algumas vezes), e o uso da palavra "amen" no fim de alguns feitiços. Raven Grimassi (1999) ainda coloca que o uso do nome de Lúcifer tenha sido por uma propaganda, o que atiçaria ânimos: será que este povo tem alguma ligação com o satânico? A resposta clara é não, uma vez que Lúcifer é a Estrela da Manhã, ou seja, o Sol - Appolo, o irmão gêmeo de Diana.
A leitura do Evangelho deve ser feita com critério. Nada do que está lá pode ser levado ao pé da letra. No entanto é mister percebermos que ele traz uma grande gama de tradições e idéias que podem ser bem aproveitadas na nossa prática. Ele é um parâmetro de cultura e ética antiga. Ele deixa claro que se faziam maldições, rogavam pragas e ameaçavam as deidades (como fazem os católicos que penduram santos de cabeça para baixo e afins). Tudo isso era visto como legítimo para essas streghe e como uma coisa corriqueira. Elas não sofriam a influência de uma filosofia mais oriental que fala de kharmas e coisas nesse gênero. Eram camponesas, filhas da Natureza que agiam como tal: pisas no meu pé, eu imediatamente piso no teu. Eu acredito que, de um ponto de vista histórico e social, é impossível fazer um juízo de certo ou errado sobre essas práticas.
Uma curiosidade sobre o Evangelho está no capítulo XI que descreve um pouco sobre a Casa dos Ventos e sua história. Existem muitas semelhanças com a vida da Aradia histórica.
Conclusões: existe o fato interessante de alguns relatos do livro se parecerem com práticas neopagãs, como o "Charge of Aradia" que tem grandes semelhanças com o "Charge of the Goddess" apresentado por Doreen Valiente. Além da similaridade com práticas feitas por bruxas italianas de muito antes da publicação do Vangelo (evangelho), como a nudez ritual como símbolo de liberdade e sinceridade, o que traz credibilidade aos escritos do livro - ou pelo menos, parte deles.
Por tudo que eu li, estudei e pratiquei até agora, a conclusão mais importante é que "os livros são bons conselheiros". Não é possível seguir um livro em 100% dele - isso se torna fundamentalismo. Hoje temos a capacidade e a oportunidade de sermos críticos: bruxos, magistas capazes de reflexão sobre o que lemos, ouvimos e praticamos a fim de não nos basearmos numa verdade infundada e cega.
Aceitemos que o livro é um ponto de partida, mas é necessário desprendimento e vontade para saber mais a fundo sobre, por exemplo, quem foi Aradia, qual a importância de Diana, por que Lúcifer é citado e quem ele é realmente para que não nos tornemos meros repetidores de versos. Sejamos bruxas e bruxos responsáveis e cientes de nosso papel como tais: investindo em nosso conhecimento e crescimento.

Benedizioni di Astrea
por Pietra D C Luna


Arte das Bruxas e suas bases




Arte das Bruxas e suas bases
A Bruxaria é antiga? eis a questão...., se considerarmos um agregado de conceitos, de crenças da antiga Europa, posso dizer que ela é uma das mais antigas religiões existentes, pq. a Bruxaria surgiu do animismo, surgiu do xamanismo, acrescentou cultura e costumes de povos antigos, teve um aumento sócio cultural tremendo com a vinda dos Celtas e assim com todo esse agregado de culturas, de costumes, de magia damos o nome de Bruxaria, Bruxaria Tradicional cujo o surgimento está nas famílias, clãs, tribos, aldeias.
A Bruxaria Tradicional, com todas as suas diferenças folclóricas, com todas as suas diferenças de práticas mágicas, se encontrão num fato de origem que é a magia natural, aquela magia relacionada a natureza, a cura através de ervas, dos deuses personalizados em cada rio, floresta ou montanha, em cada objeto característico da natureza, no princípio da terra onde moramos, no mar onde é um enigma vida/ morte, e do céu que esta acima dos seres humanos, e assim o homem daquela época entendia os mundos da natureza pelo simples fato de ele assim o ver, digo ver pois é isto que vemos mesmo dentro de uma nave espacial, o planeta terra, que possui muita água... aliás mais do que terra e a atmosfera azul e infinita.
E como são esses mundos? a terra dos homens, o mar onde reinava o enigma da vida e da morte, muitos acreditavam que os mortos iam para a terra dos mortos (mar) num barco, tal como na Mitologia Grega/Romana na face do atravessador Caronte que ligava o reino dos vivos ao reino de Hades (morte), outra versão pode ser citada como Avalon, ou pelo paraíso celta que ficava numa ilha chamada Hi-Brasil, é bem passível de compreensão que a água era o elemento da vida e da morte, Jesus caminhou sobre as águas, foi batizado nas águas, Osíris caminhou sobre as águas, ressuscitou das águas, e tantos outros exemplos podemos tirar da história... Sobre o céu, este é o mundo dos deuses, as pirâmides foram construções para se chegarem aos deuses, para tocar os pés dos deuses, para presentear com sacrifícios (Astecas), a própria torre de Babel, as igrejas católicas com o teto tão cheio de glamour, com desenhos de anjos mostrando ao simples povo o quanto. era a sua inferioridade perante a algo supremo, o simples fato de ajoelhar e olhar para cima em busca da divindade.
Os celtas acreditavam que os seus deuses estavam sempre ao lado, inspirando, guerreando, que eram seres com dons muito admiráveis, e muitos nasceram ou deram nomes a rios que se destinam ao mar (ao mundo Mar), outros subiam aos céus como Lugus (Celta), como Mercúrio (Grego/Romano), como Exú (Africano) e tantas outras divindades.
Os Deuses são forças naturais e as suas personalizações humanas foram criadas aos olhos dos homens, questão de empatia?? quem sabe, mas sem dúvida fatores psicológicos, seus mitos e ritos contam a história, e cada história um aprendizado, cada história uma carga de conteúdo riquíssimo em sabedoria, existiram homens que se tornaram lendas, e dessas lendas tornaram-se deuses, homens com dons muito admiráveis.
A Bruxaria Tradicional é uma das filosofias mais complexas que a simplicidade pode construir, e nada e ninguém pode traduzi-la com a escrita fria ou com a razão, para entendê-la é preciso morrer nesse mundo, perder os sentidos e acordar na praia renascido das águas do mar.


por Ricardo Draco

domingo, 6 de janeiro de 2008

Stregheria


A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália.
Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com jóias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte.
Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a idéia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar "aos humanos", portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália.
A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e os cultos mágicos aos deuses foi considerado ilegal .As sacerdotizas de Diana se refugiaram em vilas isoladas... onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existem até hoje na Itália moderna.
A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países pois as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e eram geralmente muito bem toleradas.
A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc...
Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I'ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300... Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais .
Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.

A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal.
Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. as mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles.
Isto também se dá com os meninos que florecem mais tarde na magia que as meninas.
Objetos usados na Strega
A concha: a mais antiga ferramenta que se tem conhecimento na Strega é a concha. Elas representam o útero feminino, a deusa, e é muito usadas em invocações. elas podem ser de vários tamanhos mas do tipo da concha da "shell", são colocadas em altares com água do mar com uma pequenina concha no centro da maior para representar o poder da lua, a concha maior simboliza a grande deusa e a menor o pedido a ser feito para a deusa, ela pode ser preenchida com licor Stregha que ao pegar fogo representa a divindade.
A varinha: pode ser feita de árvores frutíferas tomando um galho delas de forma consagrada, cada árvore tem um poder respectivo que imanta a varinha com este poder. Quando formos colher um galho de uma árvore para fazer uma varinha devemos fazer uma reverencia a o espírito dela. A varinha representa a extensão do braço humano e ela pode ser usada desde para debelar uma demanda espiritual até mandar uma mensagem .É o símbolo do elemento ar.
O cálice: O cálice é uma derivação da concha ,também simbolizando o útero sagrado, a mesma associação feita à concha, o cálice está associado á compaixão e ao poder pessoal.
A espada ou athame: também chamada espada da razão , ela é necessária para manter a estabilidade mental. E associada ao elemento fogo onde foi forjada.
O pentagrama: O pentagrama original Stregha eram feitos em rochas ou substancias naturais como madeira, couro. Eles sempre foram usados como símbolos de proteção e para delimitar um espaço sagrado.
Nantabag: A Nantabag é usada na Stregha para manter sempre perto da bruxa seus objetos usados para os rituais e para ela criar sua magia em qualquer lugar e qualquer tempo. Ela é feita de couro ou tecido de algodão e nela temos representações em miniaturas das ferramentas usadas em rituais. Uma típica Nantabag contém:
um cálice
uma varinha ou a própria semente da árvore
um pentagrama cunhado em uma moeda
uma pedra representando a terra
uma pena representando o ar
um incenso
duas velas pequenas brancas
um pedaço de corda com os nós
um pequeno copinho para o licor
uma pequena concha, um símbolo da deusa
uma porção de sal
algumas ervas
seu objeto de poder pessoal, que pode ser um amuleto, um cristal etc...
A vassoura: A vassoura é usada na Stregha como proteção e para rituais de banimento, a vassoura é um símbolo de como uma bruxa Stregha pode viajar no astral, se projetar para qualquer lugar, entrar em qualquer porta e em qualquer área. Em rituais de banimento ela é usada atravessada na porta de entrada com o sal para remover as energias negativas, quando atravessamos a vassoura na porta de entrada de uma casa estamos impedindo a entrada de qualquer energia.
Tesouras: As tesouras são usadas para quebrar feitiços e para ajudar nas conexões astrais, deve ser colocadas sobre as janelas ou atrás das portas para cortar qualquer maldição.
O caldeirão: É usado nos rituais em celebração e oferendas aos deuses e espíritos.O ponto central do altar da bruxa Stregha é a chama azul gerada pela queima do Stregha, um licor preparado especialmente para os deuses que pode ser colocado no caldeirão ou na concha.
Oratório: O oratório é usado para representar um templo sagrado suportado por duas colunas esse oratório deve ser colocado sobre a terra e de maneira que oferendas possam ser feitas nesse lugar, o oratório é o ponto principal onde os velhos espíritos se comunicam com a Stregha. A imagem da deusa, de um anjo pode estar contido no oratório, um prato com leite, vinho e mel deve ser oferecido aos deuses, velas acesas, jóias, pinturas e os objetos pessoais da bruxa.
Deuses e deusas
Agenoria: deusa etrusca para despertar ações
Anterus: deus da paixão.
Aplu: deus etrusco do tempo.
Astréa: deusa da justiça.
Belchans: deus etrusco do fogo.
Carmem ou Carmina: deusa dos encantamentos e dos feitiços.
Caltha: deus etrusco do sol.
Cloacina: deusa etrusca de tudo que é sujo e obsceno.
Charun: deus etrusco do submundo, sua função é governar a morte e transportar as almas para a vida após a morte.
Comos: deus das bebidas.
Corvus: mensageiro dos deuses.
Cópia: deusa da prosperidade.
Diana: deusa triplice, jovem, mãe e anciã, a deusa das bruxas.
Dianus: deus da fertilidade, deus cornudo das florestas, com sorte de Diana.
Egéria: deusa etrusca das fontes, ela possuia o dom da profecia.
Fana: deusa da terra, das florestas e da fertilidade.
Faunos: o masculino de Fana.
Februus: deus etrusco da purificação iniciação e morte.
Felicitas: deusa etrusca da boa sorte.
Feronia: deusa etrusca que protege a liberdade dos homens, a vida nas florestas e as cabanas aos pés das montanhas.
Fortuna: deusa do destino, da fortuna, da sorte e da fertilidade.
Furina: deusa etrusca da noite e dos ladrões.
Horta: deusa etrusca da agricultura.
Jana: deusa da lua.
Janus: deus etrusco do sol, dos portais, dos limites, associado com jornadas.
Losna: deusa etrusca da lua.
Lupercus: o deus lobo, deus da agricultura.
Nethuns: deus etrusco da água fresca.
Nox: deusa da noite.
Pertunda: deusa do amor sexual e dos prazeres.
Tagni: nome mais velho do deus da bruxaria.
Tana: deusa das estrelas.
Tanus: deus das estrelas, consorte de Tana.
Tuchulcha: deusa etrusca da morte, ela é parte humana, parte pássaro, com cobras nos cabelos e nos braços.
Umbria: deusa das sombras e de tudo que é secreto.
Veive: deusa etrusca da vingança, é retratada com um jovem coroado de louros com arco e flecha nas mãos.
Vesta: deusa do fogo e do coração.
Zirna: deusa etrusca da lua, ela é representada pela meia lua.
Bibliografia:
A Bruxaria HereditáriaEtruscan and Roman Remains in Popular Tradition

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