Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.

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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

sábado, 30 de agosto de 2008

Samael




Samael - Segundo o Talmud, Samael é o verdadeiro nome de Satanás. Segundo a etimologia, Samael significa Veneno (sam) de deus (el). Também é chamado de acusador, sedutor, deus-cego, destruidor. Samael é o anjo regente do planeta Marte segundo a cabala judaica. Na Cabala os 7 Anjos que estão diante do Trono de Deus (como mencionados no Apocalipse de São João) são representações dos Poderes Divinos. Tais poderes cósmicos podem ser polarizados tanto positiva quanto negativamente dentro do ser humano. A Polaridade negativa da energia cósmica de Samael é simbolizada por um anjo caído, cuja consorte é Lilith.

Tradições Judaicas e Cabalah
Nas tradições judaicas é identificado como o Anjo da Morte, o chefe do quinto céu e um dos sete regentes do mundo material servido por milhões de anjos. Conta-se que Samael tomou Lilith como sua esposa depois que esta foi repudiada por Adão. Segundo o Rabi Eliezer, ele foi o encarregado de tentar Eva. Após seduzí-la e copular com ela, engendrou Caim. Também é considerado o anjo que lutou com Jacó e o anjo que sustentou o braço de Abraão no momento do sacrifício de Isaque. Segundo a cabala é descrito como a "ira de Deus" e é considerado o quinto arcanjo do mundo de Briah.

 Foi o anjo guardião de Esaú e patrono do Império Romano. Samael está também relacionado a todos os anjos da prostituição e da fornicação tais como: Eisheth Zenunium, Naamah y Agrat bat Mahlat, etc. Samael corresponde a sefirot Hod, significando "o mentiroso". Os demonios associados a ele são descritos como monstros amarelos com corpo de cachorro e cabeça de demonio. Hod também está associado ao racionalismo, ao intelectualismo e ao oculto. Assim sendo, Samael se converte no mentiroso, aquele que se utilizando de palavras inteligentes e racionais nega a existencia de Deus e de qualquer ser acima do EU.
Tradições Cristãs Gnósticas
Nas tradições cristãs de origem gnóstica (Evangélio Apócrifo de João) encontrado na Biblioteca de Nag Hamadi, Samael é o terceiro nome do demônio Demiurgo cujos outros nomes são: Yaldabaoth e Saclas. É neste contexto que o seu nome significa "deus-cego". É retratado por uma serpente com rosto de leão e é filho do eon Sophia contra a qual se rebela. No livro entitulado "As Origens do Mundo" que faz parte da mesma biblioteca, Samael também é chamado de Ariael.

Tradições Cristãs Canônicas
Segundo as tradições cristãs canonicas, Samael era Lúcifer o Arcanjo que estava mais próximo de Deus. Ao querer usurpar o trono de Deus fazendo-se igual a ELE, reuniu um terço das milicias celestes e travou uma batalha com as hostes angélicas fiéis, sendo precipitado pelo arcanjo Miguel (cujo nome significa "Quem é como Deus?") no inferno. Enquanto caia no tártaro, Miguel e o resto da milícia celeste bradaram: Samael! Samael! Samael!


Queda daquele que desejava ser como Deus, mas não passava de um um demônio.
Principe dos Demônios, líder dos anjos que foram expulsos do céu, chefe das forças d Sitra Achra e marido de Lilith. Samael tem pele escura e chifres. É identificado com Satã e a Inclinação para o mal, e é o principal acusador de Israel no céu, onde se opõe Miguel, o anjo guardião de Israel. Foi Samael quem enviou a serpente para seduzir Eva no jardim do Éden. Ele é ativo à noite e tenta os homens ao pecado. Quando pecam, eles aumentam o poder de Samael e permitem-lhe ganhar controle temporário sobre a Sechiná, trazendo calamidade ao mundo.

Para mantê-lo sobre controle, a Cabala recomenda que se ofereçamt; certos rituais como suborno a Samael, assim como lhe eram oferecidos os bíblicos bodes expiatórios, lançados no deserto em Iom Kipur. Como ele simboliza tudo que é mau e impuro, seu mero nome, que significa "veneno de Deus", é evitado, e a ele se refere eufemisticamente ou de forma abreviada. A tradição cabalística o associa ao Leviatã. No Shabat e nas festas ele não tem poder sobre o mundo.
ASSISTA AO VÌDEO ABAIXO:



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Hel, Hela ou Hell é a Deusa da Morte!


                            Hel, Hela ou Hell  é a Deusa da Morte!




  Na mitologia nórdica, Hel, Hela ou Hell é filha de Loki e da gigante Angrborda.
Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do rio Nastronol, que equivale ao rio Aqueronte da mitologia grega.

Hel é a deusa da morte. De seu salão, Eljudnir, ela reina sobre os que morreram por doenças, velhice ou pena capital. Em seus domínios, o poder de Hel é tal que ela pode desafiar outros deuses, inclusive Odin.



 Ela foi descrita como tendo metade do corpo de uma mulher viva linda e amável  e a outra metade, de um cadáver. Seu trono era conhecido como a "cama do enfermo". Seu reino é intransponível, sendo guardado por diversas feras como o gigantesco cão Garm, o dragão Nidhogg (que rói as raízes do Freixo Cósmico Yggdrasill incansavelmente.), entre outros.



A personalidade de Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: 
Ela não é boa e nem má, simplesmente justa como a morte.
Posteriormente, os cristãos adotaram Hel e seu domínio de sofrimento eterno como o nome do local para onde iam os condenados (Hell, em inglês).Ou Inferno.


Prose Edda

Gylfaginning capítulo 34

Descreve que o deus Loki, teve 3 filhos Fenrir o lobo com uma fêmea jötunn (giganta) chamada Angrborda, localizado na terra de Jötunheimr; a serpente Jörmungard, e uma mulher Hell.
Hela - na mitologia nórdica, é filha de Loki e da gigante Angrborda, irmã mais nova de Fenrir e da serpente de Midgard



Odin enviou os deuses para capturarem as crianças e trazê-las a ele. Assim que elas chegaram, Odin jogou Jörmungard a serpente "no mar profundo que cobre todas as terras", e então jogou Hela em Niflheim, e deu a ela a autoridade sobre os Nove Mundos. E a Fenris o lobo prendeu com uma corda mágica.


Hela nasceu em Jotunheim, lar dos gigantes de gelo. Segundo a lenda, ela é filha de Loki, o deus da trapaça, e da gigante Angurborda
Quando atingiu a maioridade, Odin nomeou-a Deusa da Morte, dando-lhe domínio sobre os mortos nos reinos de Hel e Niffleheim.
Hela muitas vezes tentou expandir seu poder sobre os mortos que habitam no Valhalla. Essas tentativas, muitas vezes puseram-na em conflito com Odin e Thor. Uma vez ela apareceu diante de Thor quando ele estava à beira da morte, após 
enfrentar gigantes de Jotunheim.



Mais tarde, ela roubou um corpo astral da alma de Odin, enquanto ele estava no Mar da Noite Eterna entregando-o a Loki, criando a entidade Infinito, a qual Hela liberou sobre o universo. Infinito assumiu o controle de Odin. Hela matou Thor, mas ao fazê-lo foi morta por Odin para salvar Thor, mas depois foi ressuscitada pelo soberano de Asgard após este ser convencido pelo filho a restaurar o equilíbrio natural da vida e da morte. 
Hela matou Thor, mas restaurou-lhe a vida após a oferta de Sif para morrer em lugar de seu amado.



Ela lutou contra Plutão pelo direito de reclamar a alma de Odin, que havia sido morto por Mangog. 
Como resultado, Hela restaura a vida de Odin para evitar novas investidas de Plutão. 
Algum tempo depois, Hela confronta Thor e Odin. 



Ela, então, conspira com Loki para trazer o Ragnarok matando o deus Balder e em seguida, atacando o reino eterno. 
Ela convocou o espírito de Volla antes deste contar a Loki sobre o Ragnarok.
Hela, em seguida, convocou as as Valquírias para ajudar em uma guerra contra Ollerus. 
Hela foi então forçada a participar de uma conspiração de Loki e Tyr contra Odin aliando-se a outros arautos da morte. 
Como resultado, foi destruída e devorada juntamente com outros deuses da Morte por Demogorge, o Devorador de Deuses, mas teve a vida restaurada com a derrota deste.

Aliada depois a Malekith, Hela aprisionou as almas dos mortais da Terra em Hel usando uma comida especial das fadas. 
Em seguida, ela apareceu em Asgard para reclamar a alma de Odin, sendo rechaçada por Thor. Hel foi então invadido por Thor, Balder e as Valquírias para resgatar as almas cativas dos mortais e tal atitude resultou num confronto entre Thor e Hela, que conjurou um exército de mortos para impedir que Thor fugisse de Hel.



Aviltada pela invasão de Thor ao seu reino, Hela lançou sobre ele a maldição da vida eterna ao mesmo tempo que tornou seus ossos frágeis e quebradiços, deixando-o incapaz de morrer não importando a extensão dos ferimentos.
Por conta da gana em capturar a alma de Thor ela confrontou Mefisto. Com a ajuda dos anões ferreiros de Asgard, Thor havia criado uma armadura especial para manter seu corpo coeso, até que em um novo confronto Hela revogou a maldição temendo o estrago que Thor, causaria em Hel sendo que os ossos de Thor foram pulverizados numa batalha anterior que matou Jormungand, a serpente do mundo, forçando Hela a restaurar o corpo, a vida e a saúde de Thor numa tentativa de separá-lo da aramadura.
Periodicamente, Odin entra em um sono mágico a fim de recompor os seus poderes. 
Foi durante um desses períodos de repouso que a mesma urdiu um plano ao corromper as Valquírias física e mentalmente, transformando-as em demônios de fogo. Hela forçou o anões Eitri a forjar uma poderosa espada uru.



Poderes e habilidades

Hela possui os atributos próprios dos asgardianos: força sobre-humana, velocidade, resistência, agilidade e durabilidade. Quando veste o manto, Hela tem super força e resistência como todos os asgardianos, mas ela é muito mais forte que a grande maioria de sua raça. Não envelhece como os seres humanos e é imune a todas as doenças terrestres e venenos possuindo grandes poderes de feitiçaria herdados de seu pai Loki.



Hela tem vastos poderes místicos que pode usar para vários efeitos, como a projeção astral, sem limites, mantendo muitos dos seus poderes e habilidades, disparo mortal de energia a partir de suas mãos, que pode matar até mesmo asgardianos, levitação, e criação de ilusões. Sua habilidade mais poderosa é a Mão Gloriosa, técnica que usa a energia mística para aumentar a força de seu soco tornando-o capaz de matar até mesmo um asgardiano.



Como uma Deusa da Morte, Hela tem um pacto com a Morte, permitindo-lhe tomar a alma de qualquer adorador de asgardianos e levá-la para Hel ou Niffleheim, bem como poder para viajar quase a qualquer lugar dentro da Nove Mundos em um instante. Embora seu toque seja fatal para mortais e ela seja capaz de roubar-lhe as almas, ela geralmente não reclama as almas dos heróis mortais, deixando essa tarefa para as Valquírias, que levam-nas para Valhalla.


 Hela geralmente se dispõe a esperar até que uma pessoa morra antes de reivindicar sua alma, mas ela pode matar um humano saudável ou mesmo asgardiano com o seu "toque mortal". Hela também possui a capacidade de restaurar um asgardiano morto à vida desde que o seu espírito não tenha cruzado o rio dos mortos, mas ela raramente usa tal dom.
Hela sempre usa sua capa mágica que aumenta sua força e mantém a sua aparência jovem e saudável, mas sem o adorno sua forma é revertida ao que realmente é: metade do seu corpo é saudável, enquanto o lado esquerdo é ressequido e cadavérico. 


Sem o manto Hela é muito fraca, mal consegue se mover e não é capaz de levitar ou usar seus dons místicos, mas é necessário dizer que Hela não precisa vestir o manto, basta tocá-lo para devolver-lhe o vigor.



Hela pode comandar todos os mortos que habitam em Hel e Niffleheim, mas não tem poder sobre os mortos em Valhalla.




Texto pesquisado por: Valdir Callegari

Odin




Na Granideum (mitologia nórdica), Odin (Wotan) era o maior dos deuses vikings, governante de Asgard e senhor de todas as magias. Possuía a lança Gungnir, que nunca errava o alvo e em cujo cabo havia runas que ditavam a preservação da lei. Possuía também um cavalo de oito patas chamado Sleipnir.



Odin também era o deus da sabedoria. Ele atirou um de seus olhos no poço de Mimir em troca de um gole de sabedoria. Ele se enforcou pendurando-se na árvore cósmica, Yggdrasil, para obter o conhecimento dos mortos e foi revivido por magia em seguida. Ele se mantinha informado sobre os acontecimentos em toda a parte através de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), que vigiavam o mundo e contavam tudo o que se passa e o que já se passou no mundo.

Odin se tornou proeminente no panteão devido ao seu gosto pela batalha. Essa qualidade lhe conferiu popularidade entre os vikings quando eles começaram a atacar objetivos fora da Escandinávia. No salão de sua grande fortaleza, Valhala, ele reunia os abatidos em batalhas. Chamados de einherjars (mortos gloriosos), esses guerreiros eram preservados por Odin para ajudar os deuses na batalha final contra os gigantes no Ragnarok.
Tem diversas amantes e concubinas, mas a sua esposa é Frigga.

Odin não era exatamente um guerreiro, mas inspirava os guerreiros a se lançarem freneticamente na batalha, sem nenhum sentimento e nenhum temor. Os rituais de enforcamento faziam parte da veneração a Odin, sendo que o suicídio por enforcamento era considerado um atalho para o Valhala.
Odin é a figura central do panteão germânico, o rei dos deuses; os germânicos, povo dado a luta e guerras, viam nele o protótipo da bravura, da altivez e do valor; os escandinavos dos últimos séculos pagãos, os Vikings aventureiros, terror do ocidente cristão foram os derradeiros a combater invocando o nome de Óðinn (Odin). Ao lado do deus Loki, é a personagem de mais complexa personalidade dentro do panteão germânico, o que fez com que, embora seu nome fosse exaltado por muitos poetas, permanecesse obscuro para o camponês simples, mais identificados com Þórr (Thor) e Freyr devido a suas características de deuses agrários.
Odin era tido em alta consideração pelos jarls e outros membros da nobreza nórdica, embora as pessoas comuns o temessem e venerassem Thor.
Odin seria assassinado durante o Ragnarok por Fenrir, o lobo gerado por Loki. A veneração a Odin diminuiu à medida que os vikings desistiram de atacar e optaram por ocupações mais pacíficas.

  Os nomes do deus são encontrados em nórdico arcaico (ou Old Norse) Óðinn Saxo Grammaticus, latinizando escreve Othinus), no germano Wotan e no primitivo germânico sob a forma de Wodanaz, no gótico, Vôdans, no dialeto das ilhas Feroé (nas costas da Noruega), Ouvin, no antigo saxão, Wuodan, no alto alemão, Wuotan, enquanto que entre os lombardos e na região da Vestefália aparece Guodan ou Gudan, e na Frísia, Wêda.

   Nos dialetos dos alamanos e borgundos temos a expressão Vut, usada até hoje no sentido de ídolo. Essas denominações estão ligadas pela raiz, no nórdico arcaico, às palavras vada e od, e, no antigo alto alemão, a Watan e Wuot, que significavam a princípio razão, memória ou sabedoria. Mais tarde tornaram-se equivalentes a tempestuoso ou violento, sentido que os cristãos faziam empenho de acentuar, procurando depreciar a figura do deus pagão.

ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO:

Valdir Callegari

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Lilith




Lilith (לילית em hebraico) é conhecida como um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Lilith era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo.

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.E.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.E.C.
Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Bíblia KJV ou King James Version. Alí está escrito, em Isaías 34:14 que ... a coruja também deve descansar lá. É preciso salientar, comparativamente, que na renomada versão em língua portuguesa da bíblia, isto é, na tradução de João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que ... os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja[1], como é freqüentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Lilith figura como um demônio da noite nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash). Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, vindo a tornar-se a mãe dos demônios. De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusou-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.

Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. No fictício Livro de Nod, é também conhecida como Deusa da Lua, aquela que ensina Caim habilidades vampíricas, a que é tão antiga quanto o próprio Deus criador do céu e da terra.
A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que viam Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas, Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplismente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por um súcubus dificilmente um homem saía com vida. Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aberto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.

Assim dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden. Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.

Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi limada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira criação referente na verdade a Lilith no Gênesis. No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, como deixar um amuleto com o nome dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf para que ela não o matasse, assim como acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.
Muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inana, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.

Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, "A mulher escarlate", um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.
Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma remarcável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith (ver a reprodução do quadro Lilith de John Collier, pintada em 1892), e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo (ver texto gnóstico na seção de links externos). Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc...Lilith também é considerda um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.


O mito de Lilith pertence à tradição dos testemunhos orais reunidos nos textos da sabedoria rabínica. Lilith é um arquétipo da tradição judaica, e não da tradição cristã. No Talmud (texto da sabedoria hebraica) ela é a primeira mulher de Adão e mostrava-se inconformada de ter de ficar submissa a ele, que se mostrava inflexível em transgredir essa ordem patriarcal. Lilith é expulsa, se revolta e vai embora. Voa até o Mar Vermelho, onde habitam os demônios, e fica com as bestas e os animais que rastejam. Para muitos autores, como Sicutteri no livro “Lilith, a Lua Negra”, o mito forma parte dos grandes mistérios da Lua em relação à mulher. É a Lua ausente, são os três primeiros dias da Lua Nova, quando não existe claridade no céu, o mistério, o feminino identificado com a morte, o prazer dos sentidos, a transgressão do mundo patriarcal da lei e da norma, é o que deve ser banido, castigado e exilado. Lilith representa não um erotismo vulgar, mas uma grande força de transmutação, a possibilidade de se libertar e de dizer não as situações de abuso e de desrespeito.Cultivar Lilith revela o conhecimento de nosso lado sombrio, as dificuldades com os limites, o aprendizado para nos tornarmos seres adultos e autodeterminados.

Lilith não é um arquétipo sombrio, ela é alegre, assume seu lado demoníaco. Lilith simboliza a sombra citada por Jung, que muitas preferimos evitar, mas que é imprescindível para a integração da nossa personalidade como forma de nos tornarmos adultos e assumirmos as escolhas pela nossa existência.No mapa natal de cada um de nós, Lilith ocupa o lugar da sedução, do carisma, o magnetismo  mas também é o lugar onde a pessoa pode se perder, se distanciar de suas referência, fazer escolhas perigosas, se envolver em situações difíceis.Não podemos esquecer que Lilith desafia a ordem e paga um preço por isso. Segundo a astrologia, todos nós temos Lilith no nosso mapa e, de acordo com o lugar onde ela está, cabe a cada um aproveitar seu aspecto transformador e libertador ou ficar submetido ao seu lado perigoso, transgressor e muitas vezes autopunitivo.A segunda mulher de Adão foi Eva, moldada de acordo com o modelo patriarcal, submissa e cordata. Ambas, Lilith e Eva, são aspectos do feminino que todas as mulheres devem aprender a integrar. Não somos exclusivamente Lilith nem somente Eva.


É bastante provável que a Lilith que aparece nos livros oficiais de Trevas seja aquela visão maligna dada pelos hebreus, mas eu prefiro diferente. No meu Mundo de Trevas, eu sempre considerei Lilith como uma deusa relativamente benevolente (não uma santa ), enquanto a verdadeira Rainha Succubus maligna seria Bitrettir.





Divina Lilith a Mãe Rebelde



Assista o vídeo abaixo:

domingo, 24 de agosto de 2008

Violações Psíquicas

Durante nossa vida, ouvimos falar de muitas coisas que estão fora de nossa compreensão, mas isto não significa que não possamos vir a entender e nos proteger. Estamos sujeitos diariamente a ataques psíquicos que são ataques ocultos direcionados ao indivíduo de forma consciente ou inconsciente. Quantas vezes saímos cansados e esgotados de uma conversa com amigos antigos ou ocasionais? Podemos chamar tais ocorrências de vampirismo. Nossa energia é sugada por pessoas, que muitas vezes nem sabem que estão vampirizando os demais. Crianças não devem dormir com idosos, pois o idoso tende a sugar a energia infantil. Um exemplo comum de vampirismo ou ataque psíquico é o que chamamos popularmente de “Olho Grande” ou também “Olho Gordo” que quando olha para uma planta logo após a mesma seca. Mas existem também aqueles que não agem de forma inconsciente e lidam com a Grande Loja Negra que é o lado da sombra da bruxaria ou das práticas sombrias do vodu, violando o corpo e mente dos atingidos. A magia mental é poderosíssima, onde o mago, o bruxo ou o sacerdote atacam diretamente ao âmago da alma humana, com suas técnicas aprofundadas. Atinge-nos em vários aspectos, como a agressão a si próprio, levando a pessoa ao suicídio, por exemplo. Há ataques sexuais, tornando uma pessoa de boa conduta, em um perfeito pervertido aos olhos sociais. Pessoas que ingressam nos movimentos ocultistas, de Bruxaria, Xamânica ou em outra vertente, também são atacadas por entidades malignas, que visam desviar o postulante do caminho escolhido. Verificamos então que os ataques psíquicos, não são somente enviados por terceiros, mas também por estarmos em situações na qual nossa energia está numa escala vibratória inferior, como em locais com energia baixa e mesmo assim, permanecemos nele. Quando nos comportamos corretamente de forma a cuidar de nosso corpo e alma e assumimos uma postura de que nada vai nos atingir nos ajuda muito. Porém, como na maioria das vezes, pelas próprias circunstancias, temos que lidar com situações alheias a nossa vontade e então se podem utilizar círculos mágicos ou algum amuleto, pentáculo, pantáculo e outras proteções. Alana Moragana Alana Coelho Villar, conhecida como Alana Morgana. Estudiosa de Ocultismo(Magia Cerimonial) e da Antiga Religião, sendo Maga e também Sacerdotisa de Bruxaria. Terapeuta Xamânica, Taróloga e Cartomante, ministrando Cursos há mais de 30 anos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Kuan Yin

Kuan Yin, é o "Bodhisattwa" Celestial da Compaixão, é a mestra da hierarquia divina que trabalha na freqüência da Compaixão e Amor Incondicional.
Bodhisattwa é um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascensão, tendo se libertado da roda da reencarnação e do ciclo de samsara (ciclo de reencarnações sucessivas visando o aprendizado e ascensão do ser, relacionados a leia do karma- ação e reação).
Ela é a expressão de doçura e bondade para milhões de pessoas no mundo. Apoiada sobre uma pétala de flor de lótus, Kuan Yin é portadora do vaso com o néctar da felicidade, do rosário de cristal da purificação e da pedra que satisfaz todos os desejos. É assim, com tanta generosidade e presteza, que ela atende às demandas do mundo. TEXTO: LIANE ALVES Para os chineses, a energia yin é associada ao feminino, à suavidade, aos sentimentos profundos. Também está ligada à água, à noite e ao silêncio. Todas essas qualidades ajudam a descrever Kuan Yin, ou Kuan Shih Yin, “aquela que ouve os lamentos do mundo”. Em muitos países da Ásia, é a amada mãe divina, que cura e alivia os sofrimentos, pois de seu coração transbordam amor e compaixão. Conhecida com Kuan Yin, na China, Kannon, no Japão, e Quan Am, no Vietnã, ela é cultuada no Ocidente até pelos não-budistas. Ex-prime o arquétipo da mãe que compreende os filhos e os ajuda sempre desde que o pedido seja justo. “A repetição de seus mantras é poderosa e eficaz”, afirma Anngela Marcondes Jabor, autora do livro Kuan Yin, a Deusa dos Milagres (ed. Angel Mystic), já na segunda edição. Muitas histórias sobre a deusa da compaixão falam dessa capacidade de compreensão da alma humana. Conta-se que a jovem segunda esposa de um comerciante chinês maltratou e humilhou a primeira mulher de seu marido (a cultura chinesa permitia vários casamentos), uma devota de Kuan Yin. O desgaste foi tanto que a primeira esposa morreu. Revoltado, seu filho jurou vingança. Anos mais tarde, viu diante de si a situação ideal para cometer o crime, pois a madrasta estava longe de casa e sua morte poderia facilmente ser atribuída a assaltantes. Quando se lançou sobre a mulher, esta murmurou o mantra de Kuan Yin, que tantas vezes escutou a primeira esposa proferir. Imediatamente, o filho foi imobilizado por uma força invisível. Sob o impacto do poder da deusa, o jovem saiu correndo e desistiu para sempre da idéia. E a madrasta, consciente de que não merecia ajuda, teve uma mudança radical de atitude, procurando reparar antigos erros e reconhecendo a grande generosidade da deidade. Diz-se que Kuan Yin já viveu na Terra. Era filha de um rei desejoso que ela se casasse com um príncipe para absorver mais poder. Mas Kuan Yin decidiu ir para um convento, onde aperfeiçoaria as práticas espirituais. Inconformado com a decisão da filha, o rei pediu às monjas que fossem duras com ela para ver se Kuan Yin desistiria do intento. A princesa não cedeu, e o rei jamais a perdoou. Já velho e doente, mandou chamar a filha. Generosa, ela o curou com um toque de mão (certas imagens de Kuan Yin tem a mão removível para ser colocada em cima dos doentes). Além disso, Kuan Yin fez o voto de não ingressar no Nirvana – lugar (ou estado) de suprema beatitude – enquanto um só ser do universo precisasse de sua ajuda. VOTO PERENEÉ esse seu voto de ajuda incodicional que os fiéis lembram a ela quando pedem seu auxílio. Como um bodisatva (pessoa elevada que se sacrifica em benefício do mundo), ela sempre os atende. É bem provável que Kuan Yin seja a forma chinesa de uma divindade do Tibete: Tara, a tradução de “estrela”, a deidade da compaixão, que teria chegado à China com o budismo. Para os chineses, a representação tibetana (e indiana) de Avalokistevara, o Buda da Compaixão, era estranha: um ser com várias cabeças e braços, simbolizando a capacidade de ajudar. A doce Tara era mais aceitável como a imagem de amor e foi ela que se propagou sob a forma de Kuan Yin. Os símbolos mais associados a Kuan Yin são o lótus branco, o vaso de néctar da longa vida e da felicidade (ou orvalho doce), um alvo pássaro, o mar e os peixes, o salgueiro e a pedra (ou pérola) que realiza todos os desejos (chintâmani, no antigo idioma sânscrito). Muitas vezes, Kuan Yin é representada próxima a um dragão (símbolo da sabedoria celestial) ou acompanhada de dois serviçais. Seu mantra, repetido com a ajuda de um mala (rosário) de 108 contas, é: Namo Kuan Shih Yin P’u-Sa (“Me refugio na luz da bodisatva Kuan Yin”) ou Namo Kuan Yin Yju P’u- Sa. A pronúncia desse último mantra é “namo kuan yin irru pussá” e, em pedidos urgentes, deve ser repetido mil vezes ou mais. PERFUMES E PURIFICAÇÃOKuan Yin é uma representação visível da natureza iluminada. Isso significa, então, que ela não existe? Sim e não. No budismo, ela é considerada uma entidade real, um ser celestial que vive numa Terra Pura fora do samsara (ciclo de vida, sofrimento e morte a que estão sujeitos todos os seres). A ela são dedicados templos e cerimônias de purificação, cheios de incensos, flores e perfumes. John Blofeld, escritor inglês que viveu anos na China e escreveu o livro Kwan Yin, a Deusa do Amor e da Compaixão, compara a deidade com as bolas de marfim chinesas entalhadas que ficam umas dentro das outras. A cada olhar, surgem novos significados. Os ensinamentos budistas afirmam que nada existe em separado e que nossa vida é tão real quanto um sonho. De acordo com eles, temos uma visão da realidade turvada pela ilusão, que nos faz ver tudo separadamente. Paradoxal? Para a mente ocidental, sim, para a mente oriental, não. Isto é, Kuan Yin existe tanto fora de nós quanto dentro, como a expressão de nossa natureza profunda. Considerando essa natureza essencial, amorosa, compassiva e não individual, nós e Kwan Yin somos uma única realidade. CURAS DE LUZMuitos movimentos espirituais atribuem a Kuan Yin novas formas de cura. “O sistema Magnified Healing (Cura Magnificada) usa a visualização de luzes e mantras como uma forma de reequilíbrio energético e preparação para um novo tempo, mais pleno e amoroso”, diz Maria Helena Leite de Moraes, facilitadora do curso, realizado em três estágios. A artista plástica Nancy de Andrade Pinto, que costuma pintar telas de Kuan Yin, realiza as práticas do Magnified Healing diariamente. “Assim, me preparo para conectar essa energia tão amorosa e poder captála em quadros”, conta. Assim como para essa artista, o amor de Kuan Yin está cada vez mais presente e é sentido por mais pessoas a cada dia


                                             Animal de Poder
 Se você falar com os animais, eles irão falar com você. E assim, vocês conhecerão um ao outro.
Se você não falar com eles, não os conhecerá......E aquilo que você não conhece, você teme....
E aquilo que se teme, se destrói.
Chefe Dan George
Os animais são vistos como arquétipos, símbolos de energias que existem e que podemos encontrar e manifestar dentro de nós.
A sabedoria existente em um animal específico, não está necessariamente ligada com sua aparência ou com os pré-conceitos e crenças criados a respeito do mesmo pelo homem.
Cada pessoa tem seu “animal de poder” ou “totem”, que corresponde às características que aquela pessoa necessita desenvolver, aprender e manifestar em si em determinado momento de sua vida.
O animal de poder é requisitado em todos os trabalhos xamânicos.
O animal de poder é que escolhe a pessoa e não o contrário.
 É importante não deixar que o ego interfira no seu processo de encontro com o animal de poder. Muitas vezes a pessoa deseja que seu animal de poder seja o mais bonito ou mais forte em sua opinião, e esses desejos do ego acabam atrapalhando a apresentação do animal que ela realmente necessita.
É importante lembrar que nenhum animal é melhor ou pior que outro.







 Uma vez que se descobre o animal de poder, devemos estabelecer um relacionamento com o mesmo. Deve-se invocá-lo para realizar suas tarefas, visualiza-lo freqüentemente perto e dentro de você, e buscar aprender a desenvolver e manifestar suas características.
* Lembrar que ao invocar o animal de poder, não invocamos algo que vem de fora, e sim aquele animal dentro de nós.
Apesar de todos termos um totem específico, outros animais podem se apresentar para determinada pessoa, dependendo do trabalho que a mesma está realizando.É muito importante estarmos atentos aos sinais e mensagens que o arquétipo do animal está nos passando.
Eles podem aparecer em sonhos, jornadas, no seu dia a dia, na mente, etc...Também é importante estarmos atentos para a forma que a animal se mostra: tamanho, estado de espírito, cor, saúde, olhar , movimento, etc... Para aprofundarmos nas características de um animal e compreendermos a completude do que ele tem para nos dizer, é interessante estudarmos o anima: seu habitat, hábitos, o que come, medos, presas, sons que manifesta, etc...


Valdir Callegari

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