Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.

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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.


 Em 1585 esse nome foi aparentemente utilizado por uma mulher condenada à morte por bruxaria.
É uma palavra escocesa do norte inglês que significa "antigo "que é, ou conectado , a palavra Old Norse Kerling (mesmo significado) .
 Sendo então uma fada muito antiga, que pode ter sido cultuada sob outras formas.
 Ela é bela porém, seu aspecto lembra muito "Morrigan" em forma mais selvagem.
 Seu cajado possue, penduricalhos como crânios de passáros, várias nozês, sementes coloridas e bolotas de carvalho. Sua roupa é em tons de verde escuro e marrom, com  e um manto com penas de corvos. Seus cabelos sempre estão em movimento, como se tivessem vida própria e sua pele tem um leve tom de azul escuro.
 Ela foi  por muitas vezes, considerada como uma feiticeira da floresta, ou uma figura menos conhecida da mitologia de fadas.
 Na tradição de fadas "Habundia" da Escócia é mais conhecida, e seu perfil tem uma visão obscura. Alguns relatos chegam a liga-la mais ao domínio dos ogros, trolls e duendes ou "Rainha dos Goblins".
Sir Walter Scott (historiador) a relatava ... como uma fada que muitas vezês podería aparecer na forma de gigante, e provocava terríveis tempestades. 
 Esta Rainha de Fadas em todos os aspectos é o reverso da Mab ou Titânia , foi chamada "Nicneven" e então misturada ao sistema de fé dos celtas e godos.
 Sería mais uma "Rainhas das Fadas" nas energias em formas de "Dark Faeries" ( fadas da escuridão).
O grande poeta escocês "Dunbar" fez uma vívida descrição desta Fada, senhora ligada as (fadas, nomeadamente), bruxas, ogros e duendes, também, regente na véspera do Sanhaim
 Ou seja uma fada ligada a energia dos mortos e dos ancestrais.


 Na Itália há relatos de bruxas em rituais, onde sob as ordens de Diana ou Herodias,  cultuavam a energia dessa criatura mágica, porém a streghoneria era mais voltada a crença de fadas mais simples, como espiritos dos mortos, principalmente de crianças, que acreditavam poderem retornar em formas de fadas (fantasmas).




Referências:
 William Edward Brockett, E. Charnley, 1846, página 203 4. ^ Dicionário Etimológico Um da Língua escocesa: Ilustrando as palavras em suas significações diferentes, exemplos de escritores antigos e modernos, um volume por John Jamieson, Impresso na Imprensa da Universidade de W. Creech, 1808, página. 374 5. ^ A Dictionary of North Dialeto Oriente por Bill Griffiths, Northumbria University Press, 2005, ISBN 1904794165, 9781904794165, pág. 28 6. ^ Escandinavo Empréstimo de Palavras em Inglês Médio, Parte 1 por Erik Bjorkman, BiblioBazaar, LLC, 2008, ISBN 0559153686, 9780559153686, página 142 7. ^ Joseph Mallord William Turner, ed., As obras poéticas de Sir Walter Scott (Robert Cadell, 1833), v Pp. 2. 279-280. 8. ^ Katharine Briggs, Um Dicionário de Fadas (Penguin, 1977, ISBN 0140047530), p. 310 9. ^ Sir Walter Scott, Cartas sobre Demonologia e Bruxaria (1831), cap, 4 10. ^ James Miller, do Baldred St. Bass: uma lenda picta. O cerco de Berwick: uma tragédia: com outros poemas e baladas, fundamentado nas tradições locais de East Lothian e Berwickshire (Oliver & Boyd, 1824), p. 267 11. ^ David Laing, William Hazlitt Carew, a poesia popular no início da Escócia e da fronteira norte (Reeves e Turner, 1895), p. 18 12. ^ Briggs, acima, p. 213

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Origem da Bruxaria


Origens da Bruxaria


Desde os primeiros dias da vida humana neste planeta, homens e mulheres maravilham-se em face dos inúmeros mistérios da vida e renderam-lhes culto. Na antigüidade as pessoas oravam para as forças da natureza, como o sol, a lua , o fogo, a água e o vento. Foi nesta época que a bruxaria teve sua origem. A Terra era homenageada como criadora da vida, como a Mãe terra, uma fonte de poder, feminina, grandiosa e energética.
De acordo com as lendas e algumas formas de estudo, a Bruxaria nasceu há mais de 35 mil
anos
, quando a temperatura da Europa começou a cair e grandes lençóis de gelo lentamente
avançaram rumo ao sul. Quando o gelo recuou, os que permaneceram na Europa
dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Os povos isolados se
uniram em vilas, onde xamãs e sacerdotisas organizaram os primeiros covens,
profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal.

Nas primeiras religiões que surgem, verifica-se uma integração com a criação assim como
um respeito pela Terra. Como participantes na corrente da criação, os nossos ancestrais
acreditavam que os grandes mistérios da vida eram mistérios da transformação: elas
nascem, crescem, morrem e renascem.




 Neste momento a importância da mulher na vida da comunidade não podia ser negada. Só
ela tinha o poder de gerar e nutrir a vida, assim como sangrar com as fases da lua sem
morrer, inspirando temor e reverência. A mulher refletia as mudanças cíclicas paralelas às
mudanças sazonais da Terra e às fases da lua. As mais antigas obras de arte que representam
figuras humanas são de Mães grávidas e datam de 35.000 a 10.000 a . c .
Por suas posições em
lugares sagrados e em sepulturas, tais estatuetas, representavam algo sagrado. Os órgãos
femininos em destaques eram claramente
“Fontes de Vida”.


 A ligação entre a mulher e a Terra era vista ainda nos sepultamentos simbólicos, onde os
mortos eram cobertos com tinta vermelha para que literalmente voltassem ao útero da Mãe e assim completar o ciclo da vida. O culto a Grande Deusa Mãe, para aquela antiga religião,
era de êxtase e suas características eram exemplos vivos da integração de corpo e mente,
espirito e matéria .



 Data-se também uma sociedade matrifocal que pode Ter tido, na verdade, as características
de uma idade de ouro, simplesmente porque havia uma vinculação primaria entre filhos e
Mães. Nesta natureza sacrossanta toda a vida teria sido realçada e o comportamento
destrutivo e violento desencorajado.

 Porém o passar dos séculos, trouxe o surgimento e o crescimento das religiões orientais e
com elas o conceito da “Deusa” desapareceu. Contudo algumas pessoas continuaram
acreditando nas Deusas da natureza. As guerras e sistemas militantes, liderados por homens
elevaram o conceito do “Deus “único e opressor . O papel da mulher na sociedade havia
mudado, e as mulheres tinham uma posição de subserviência. Eram na maioria donas de
casa, curandeiras da sociedade, manipuladoras dos remédios para doentes e parteiras.



 Muitas ainda praticavam os rituais que honravam a antiga Deusa Mãe, o respeito à terra e o         
conhecimento que tinham da medicina holística. Mas aparentemente incrédulas nas
religiões orientais, estavam sendo rotuladas como pagãs e por muitas vezes eram temidas e
foram chamadas de Bruxas em sentido negativo.

Há muitas conotações negativas e mitos sobre a palavra Bruxa, mas a origem de sua
terminologia, nos revela um antigo termo para a velha religião: Wicca.  Há também varias
interpretações para esta palavra, para alguns ela significa “obra dos sábios “, já para outros
significava dobrar ou moldar. Porém seu significado original vem do anglo-saxão que é torcer
e dobrar
, como se faz com um canudo. Alguns ainda acreditavam que era a capacidade de
aglutinar e moldar as forças desconhecidas da natureza, entre outras palavras
significava também magia ou bruxaria.
 Para os Bruxos a magia é uma força poderosa assim como seus rituais são fundamentaispara a religião das bruxas. O ano para elas é dividido entre 8 partes iguais , chamados de Sabás das Bruxas.
Por diversas vezes , a Bruxaria , ou a Bruxaria Moderna, criada por "Geral B. Gardner" em meados dos anos "quarenta" como a wicca , tem sido confundida com satanismo . No satanismo as pessoas se opõem à visão convencional do divino e adoram um Satã ligado as tradicições monoteísta! Judaísmo, Islamismo e Cristianismo",o diabo é uma invenção ou crença, dessas religiões e não pertence as crenças da bruxaria ou da wicca. Na Bruxaria temos um pensamento espiritual que não esta ligado ao mal, a malícia e a iniquidade, aliás um de seus princípios é “faça o que desejar , desde que não prejudique ninguém”. O céu e o inferno não fazem parte da religião das bruxas, pois elas acreditam em diferentes tipos de reencarnação. E em outros mundos espirituais, para transformação, recompensas e não em martírios infernais.
Em uma ultima análise sobre a filosofia da Bruxaria é de que a vida é divina e que o nosso
destino está sendo seguido aqui e agora. A força da bruxaria é a força natural da terra e do universo.
 Muitos consideram a Bruxaria como uma filosofia de vida, outros como uma religião. Outros negam a religiosidade da bruxaria,e batem na tecla da "nomenclatura" afirmando somente o sentido literal da palavra em "religare", pura e simplesmente. Qual a definição de religião na verdade, não podemos afirmar, pelas muitas opniões e textos que se manipularam por mãos humanas, e a ação da política das religiões, mas creio que o ponto fundamental de se definir uma religião é:
RELIGIÃO: culto prestado à divindade; crença na existência de uma ou mais forças sobrenaturais;fé;
reverência às coisas sagradas;observância dos preceitos religiosos;doutrina, sistema religioso;ordem religiosa.
Se a sua escolha da bruxaria se encaixa em algumas dessas definições, creio que ela é uma religião? Deixo aqui esta definição ao seu livre arbitreo.
Blessed be, a todos os bruxos e bruxas das mais diferentes tradições, ou não!

A Bruxaria na África

Bruxaria Africana:

  A bruxaria não é, e não era, um termo somente usado na "Europa", mas é difundido com as suas variações culturais pelo mundo. Na Africa a bruxaria é muito popular e é a base das práticas religiosas derivadas da Africa central e das origens africanas ocidentais. A bruxaria africana pode ser considerada a mãe de uma multidão de outras práticas de bruxaria. Como existem várias vertentes da bruxaria africana temos alguns exemplos como; Palo,Voodoo, Santeria Candomblé e outras. A bruxaria africana além da nação mãe, é praticada dentro do Suriname, Jamaica, Ilhas Virgens,Trinidade e Tobago, Guyana, Belize, Bahamas, Cuba, Barbados, México, Brasil , Portugal e muitos outros.

 Os azande são povos do nordeste da África e chamavam a bruxaria de (Mangu).
Para os azande, a bruxaria (mangu) e a feitiçaria são distintas.
Eles acreditam que a bruxaria é “uma substância existente no corpo dos bruxos”. Diferentemente da feitiçaria, manipulação de objetos com finalidade causal, que faz um indivíduo adoecer e morrer num espaço de tempo curto, a bruxaria se dá num processo lento. Trata-se de uma percepção comum a diversos povos da África Central e Ocidental, que pensam na bruxaria como sendo um fenômeno orgânico e hereditário. Os Azande acreditam que certas pessoas são bruxas e podem lhes fazer mal em virtude de uma qualidade intrínseca. Um bruxo não pratica ritos, nem faz feitiçaria. Um ato de bruxaria é um ato psíquico. Eles crêem ainda que os feiticeiros podem fazê-los adoecer por meio da execução de ritos mágicos que envolvem drogas maléficas (Evas-Pritchard 1978, p. 33).
 Os azande crêem que a bruxaria é transmitida por descendência unilinear.
O genitor bruxo transmite a seus filhos homens essa característica física e a genitora bruxa transmite apenas às filhas a mesma característica (Evans-Pritchard 1978, p. 34).


  O autor apontou diversas contradições nesse sistema e afirmou que, apesar de os azande compreenderem argumentos lógicos, posicionam-se contrários a eles. Como exemplo, acredita-se que a bruxaria é hereditária, todo o clã seria bruxo, mas consideram bruxos apenas os parentes mais próximos do bruxo conhecido. Ou, se ficar provado que uma pessoa é bruxa, seus parentes próximos ficam com medo de ser considerados bruxos e o acusam de bastardo. Ainda, se um filho de bruxo não utilizar sua substância-bruxaria ao longo de sua vida, não pode ser considerado um bruxo (Evans -Pritchard, 1978, p. 36).
 Crêem que a bruxaria aumenta e torna-se mais potente com a idade, pois pensam que a substância-bruxaria cresce com o tempo, por isso têm medo dos idosos (Eavans-Pritchard, 1978, p. 39).

  A bruxaria africana é associada com o "bem e o mal" a mágia, encantos, sortilégios e misticismo em geral. A bruxaria africana consulta às religiões populares disponivéis em outras áreas, Católicos podem incluir elementos da bruxaria africana em sua religião. A bruxaria africana é associável a diversas religiões pagãs. Em países como o Brasil , fundiu-se com tradições existentes na terra, como o xamanismo e a pajelança dos ìndios brasileiros, o católicismos dos padres jesuítas e mais recentemente absorvel também, alguns aspectos do espiritismo kardecista.


 Na Jamaica, escravos de áreas diferentes da África trouxeram suas raízes religiosas, criando alguns conflitos entre aqueles que praticaram variantes de religiões africanas. Aqueles provindos do oeste africano eram chamados de "Ashanti", alguns sacerdotes da África central eram chamados de “homens Myal” (homens também soletrados de Mial), usando o termo “bruxaria africana” ou a “bruxaria africana de Ashanti - significando o “bruxo” para descrever as práticas diferentes dos escravos da África central. Assim como eram "bruxos", aqueles que trabalharam a magia no Congo.

  A bruxaria africana veio também a significar todo o objeto físico, tal como um talismã ou um encanto, que fossem usados para finalidades mágicas . Entretanto, apesar de sua reputação que “apavorava alguns”a bruxaria africana, como todo instrumento da mágica popular da religião e dos povos, contem muitas tradições para curas, ajudando, a trazer a sorte no amor e prosperidade.


 A bruxaria africana é encontrada primeiramente com referências em inglês, nas colônias britânicas .
É uma mistura das práticas e dos rituais tradicionais africanos ocidentais, com a influencia dos cristãos, que estiveram ensinandos suas crenças aos escravos africanos.
A bruxaria africana carrega algumas multiplicidades como no Voodoo que é encontrado em colônias francesas antigas, e a prática da Santeria que era encontrado em colônias espanholas e holandesas. Todas estas práticas têm uma mistura de mitos e da versão dos cultos africanos.


 Durante o meio do século XIX cresceu muito em vários países pelo qual imigrou. Durante o conflito entre os Myal e a bruxaria africana, os homens de Myal posicionaram-se como a bruxaria africana “sendo o mal “e a Myal boa” . Reivindicaram que os homens da bruxaria africana roubavam as sombras das pessoas. Os homens de Myal contataram espíritos e influenciaram pessoas, com a finalidade de expor os trabalhos "maléficos", que eram atribuíram aos homens da bruxaria africana.
 A “descoberta pública” de encantos enterrados da bruxaria africana, era presumida ser de intenção maligna, conduziu em mais de uma ocasião , combates violêntos aos homens rivais. Passando pelo século XX o" Myalismo" perdeu sua força e desapareceu na Jamaica. E a bruxaria africana dominou.

Fonte Scribs.
Adaptação do texto: Valdir Callegari


sábado, 4 de fevereiro de 2012

PLUSCIOS" Buscando as Origens da Palavra Bruxo

 Entre as perguntas que causam muita controversia no meio do paganismo, estão a busca da origem da palavra "Bruxo', alguns afirmam sem embasamento concreto nenhum, que essa palavra só pode ser usadas por "Tradições da Antiga Religião" na Europa. A palavra "Bruxo" representando o buscador e fornecedor de sabedoria, era muito usada em várias culturas por todos os continentes, não exatamente com  a mesma grafía ou pronúncia, mas com a mesma representatividade. (Pessoa que sabe muito).
Ou resumindo, o "Sábio". Do latim podemos retirar a mais forte representação do significado da palavra, que é o PLUSCIOS". Pluscios. Do latim pluscios - plus= mais; cios= saber. "pessoa que sabe muito"). Ela absorveu um "aspecto social" muito mais amplo, representando toda uma classe de sábios das religiões pagãs como, xamãs, sacerdotes, pagés, feiticeiros , astrólogos, curandeiros, parteiras, alquimistas e até mesmo as primeiras práticas da medicina na antiguidade.


 A história da bruxaria, que para muitos pode parecer algo macabro e obscuro,mas para nós serve como elemento desmistificador de nós mesmos, de nossa própria origem e da magia que nós temos e muitas vezes não sabemos. Traçando uma linha do tempo desde a antiguidade até os tempos atuais, vamos contar toda saga dessas sacerdotes e guerreiros, sofridas durante toda a história.
 Vamos nos imaginar em num ritual, com um grande caldeirão de magias, com bruxas, feiticeiras de outro tempo, evocando os bons espíritos e abrindo o caminho para conquistar seu maior objetivo.
Daí, se dá o ponto de partida para o começo de nossa história.

É na pré-história que começa nosso caminho. Em um tempo totalmente distante, parece inimaginável pensar que era possível existir algum tipo de rito ou adoração à algum tipo de força maior naquela época. Pois bem, existiam diversas formas, e são elas que originaram nossas crenças num mundo místico, que foge ao alcance de nossos olhos, atualmente.
Muitos homens pré-históricos acreditavam que através de suas pinturas rupestres, conseguiam aprisionar a alma dos animas e de suas caçadas, como se estivessem venerando e pedindo à uma força que desconheciam até então a boa caça e a boa colheita.
Porém, era preciso personificar essa magia que regia tudo que os cercava. Assim, foi criada a madona Negra, mais conhecida como Grande Mãe, geradora de todas as forças do universo e "cuidadora" da fertilidade. Era o útero de tudo, útero do mundo, a mãe geradora.

Para dar equilíbrio a essa energia, surgiu então o Deus Cornífero, representante da energia solar e da energia masculina, trazendo para si a coragem, o pensamento lógico e a saúde, mostrando os mistérios da morte e do renascimento. A figura de seu chifre representava principalmente essa virilidade masculina, pertinente à caça e a guerra.
Com essa cultura se difundindo na Europa, estava formada a base para a religião pagã, que surgia num momento bem posterior a esse. Era o início da magia, o início de um misticismo que muito intrigaría a muitos.
Com a invasão Celta à Europa, quase mil anos antes de cristo, os seus costumes e preceitos se misturaram com os já existentes nos territórios invadidos - onde hoje se localiza a Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britãnia na França, mas se estabeleceram principalmente na região da Irlanda.
E é nesse meio tempo, que surge a magia celta proveniente de seus costumes misturados com os costumes dos povos locais em que se instalaram.
Na maioria dessas sociedades estabelecidas, diferentemente da imagem que temos atualmente, a mulher tinha um papel preponderante e fundamental no funcionamento delas, sendo essas culturas chamadas "matrifocais", com a mãe, a mulher, no centro delas.
Por exemplo, ocorria no caso de morte de uma mulher, a herança era passada de mãe para filha, ou era dividida entre os filhos, mas à filha cabia a melhor parte; ainda, a mulher tinha o papel de ensinar os homens a guerrear, a lutar, tinham o papel de grande sábia de sua sociedade, entre outras grandes atribuições. Foram as mulheres dessas sociedades que desenvolveram a maior parte da agricultura, a cestaria, a cerâmica, a olaria, a metalurgia, as técnicas de processamento, armazenagem e preservação de víveres, eram ainda as guardiãs do fogo, as ervanárias e farmacologistas e as curandeiras oficiais e primeiras médicas. A atividade masculina se restringia à caça e à trabalhos de coleta nas florestas.
Pode-se então observar que naquela época, os papéis na sociedade não eram os mesmos atuais.
Entre outros conceitos do povo celta e de sua magia-religiã o, já que os dois assuntos são estreitamente ligados, era o conceito de vida após a morte, pois consideravam a morte como uma passagem, até mesmo como uma dádiva para chegar à um outro plano. Esse conceito os levava até a entrar quase que despidos na batalhas, apenas com pinturas pelo corpo, simbolizando sua real entrega aos deuses na batalha.
Porém, com a crescente ascensão do Império Romano e com as constantes invasões nas regiões onde os celtas se instalaram, essa cultura foi sendo aos poucos dizimada, permanecendo só a Irlanda como localização desses Celtas.
Toda a cultura foi dizimada em detrimento da cultura romano-cristã , que florescia no momento e impôs um novo ritmo de vida cultural e social para os habitantes daquela região. Era preciso dizimar toda e qualquer cultura que se opunha ao cristianismo, e a magia Wicca se encaixava nesse perfil.Portanto, era preciso tirar qualquer pedra do caminho do Cristianismo para que ele pudesse expandir suas garras,sua fé.
Com o crescimento do Cristianismo, aumentava a repressão, e uma das mais conhecidas formas de repressão foi o tribunal da santa inquisição, quer visava julgar e reprimir toda e qualquer forma de afronta à Igreja Católica, que já se consolidava como principal representante do cristianismo.
Iniciou-se então um período de duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como "Era das Fogueiras".
Mas de entre os alegados bruxos encontravam- se também os hereges, isto é: pessoas pertencentes a ordens religiosas rivais da Igreja; assim como os meros inocentes, tais como: doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas por poderosos, mulheres lindas e causadoras dos desejos dos homens, assim como mulheres velhas e/ou solitárias que despertavam os receios das pessoas.
 Um dos símbolos que sofreram essa repressão foi Joana Darck, que foi uma combatente na Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, e por possuir visões, que por muitas vezes ajudaram o seu exército a vencer, foi acusada de bruxaria e queimada na fogueira.
Com isso, e magia celta entrou numa época de marginalização, por motivos de abusos de poder e repressão a essa cultura que se fazia menor representada.


Porém , na década de 1950, é oficializada a volta aos ritos da bruxaria como religião, intitulando- se Wicca, o que de certa forma diminuiu a marginalização dessa magia que tanto intrigava à sociedade.
 A palavra "Wicca" vem do inglês antigo, tendo sido re-introduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald B.Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia "Wica", popularizou- se o uso de "Wicca", mais coerente à etimologia da língua inglesa moderna.
Com isso, houve uma diminuição da marginalização da bruxaria, que serviu de base para a religião moderna adaptada nomeada de Wicca, e isso proporcionou a introdução de personagens infantis, representados graciosamente como fantasminhas, bruxinhos e bruxinhas, que festejaram o imaginário infanil, sem a antiga versão assustadora.


 Portanto, pegue firme a vassoura de sua filosofia de vida, e voe por todo esse mundo mágico da Wicca e bruxaria, que outrora já foram chamados simplesmente de "Crendices Pagãs".

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