Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.



Total de visualizações de página

Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

domingo, 28 de abril de 2013

O Mensageiro dos Orixás EXÚ ou ÈSÙ.


O Mensageiro dos Orixás EXÚ ou ÈSÙ.


EXÚ ou ÈSÙ.

Exú NOTA: As duas formas de escrever o nome do Orixá estão corretas; na língua Yorubá não exsite a letra "x", usa-se a letra "s"...
Exú é sem dúvidas a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida e comentada. Há antes de mais nada, a discussão de que Exú seria um Orixá ou apenas uma entidade diferente, que ficaria entre a classificação de orixá e ser humano.
Sem dúvidas ele trafega tanto pelo mundo material (ayé) onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam os orixás, entidades afins e almas dos mortos.
Não existe culto (seja na Umbanda ou nas nações do Candomblé) onde não se faça necessária a presença do Orixá Exú. É ele que inicia todo processo espiritual de contato com os Deuses do Panteão Africano.
É o primeiro orixá a ser louvado em qualquer culto afro-brasileiro, pois depende dele a permissão para que se possa fazer o contato necessário com o mundo espiritual.


Exú é o telefone que liga os planos material (ayé) ao plano espiritual (orum), e da mesma forma que faz essa comunicação, Exú também tem o poder de interromper a mesma, causando várias vezes dificuldades de incorporação e problemas de ordem espiritual.
Por isso, a grande maioria dos Zeladores do Santo prega a seriedade e a ordem no início dos cultos quando se louva a Exú.
Embora culturalmente seja muito falado e confundido por vezes com forças malignas ou negras, Exú é alta patente dentro do mundo dos Orixás, recebendo "status" de alta autoridade.
Orixá quase sempre sem noção do poder que possui, Exú é freqüentemente lembrado em lendas onde desafia orixás e algumas vezes torna-se vencedor.
Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exú habitar as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas, entradas e saídas.
Isso não entra em contradição com o fato de Ogum, o orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos de acordo com as lendas), Ogum é o responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos caminhos, pela expansão imperialista do reino, enquanto Exú é o senhor da força (axé) que percorre os caminhos.
Da onde vem a ligação de Exú a um suposto "Diabo" ? 
Como os africanos não podiam cultuar seus deuses em liberdade, mascaravam a prática em cultos católicos, como se tivessem se convertido a religião dominante, para escapar dos castigos.
Aproveitando que alguns jesuítas tentaram usar o conjunto de mitos africanos moldando-o na medida do possível às configurações católicas para apressar o aculturamento, os negros faziam completos cultos de candomblé, mas colocavam figuras de santos católicos nos altares, sob os quais ficavam os assentamentos verdadeiros dos orixás que tinham trazido da África ( onde surgiram os sincretismos com os Santos da Igreja Católica – para os Africanos Ogum era o Deus da guerra e viram em São Jorge a figura de um guerreiro que se encaixava no perfil da divindade africana).
Como precisavam de um (Diabo), os jesuítas encontraram na figura de Exú o orixá que poderia, meio forçadamente, vestir a roupa, provavelmente porque, sendo o mais humano dos orixás, a ele se pedia interferência nas questões mais mundanas e práticas, o que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá para ele.


Exatamente por isso, Exú era a divindade que protegia, na medida do possível os negros dos repressivos senhores. Os pratos de comida oferecidos ritualisticamente (ebós) para Exú eram deixados nas encruzilhadas próxima a casa grande e constituíam a parte visível do ressentimento dos negros.
Era para Exú que pediam desgraças para seus senhores.
Numa circunstância de luta, aquele que pratica o bem para um (atacando o outro) também pode ser visto, pela ótica do antagonista, como o que faz o mal. 
Assim , os senhores de engenho viram em Exú o Demônio que os negros lançavam contra eles. Dois outros fatores associam Exú ao Demônio: o fogo, elemento do Diabo e também freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos orixás africanos; e o sexo, território considerado tabu pelos católicos, e o prazer – em geral, as atividades preferidas de Exú. É Exú quem está presente no ato da fecundação, no exato momento da criação do ser humano
( Exú tem as égides no ato da fecundação, passa para Oxum que conduz toda a gestação, esta por sua vez passa para Nanã no ato do nascimento para que esta peça a Oxalá a autorização para a nova vida, após o nascimento a responsabilidade é do Orixá que tomará conta daquela ori (cabeça) pelo resto da sua existência juntamente com Yemanjá, por ser esta a responsável pelo constante aprimoramento do ser humano.


O Arquétipo dos seus filhos

Embora muitas pessoas tragam em seus oris a energia do Orixá Exú, dificilmente é sabido do médium que ele é filho do Grande Senhor das Encruzilhadas. Na grande maioria das vezes os (as) Zeladores (as), não dão como Orixá de cabeça o Senhor Exú, geralmente é dada na cabeça dos filhos deste Orixá o Eledá (primeiro santo) de Ogum. Troca quase sempre aceita, já que Exú e Ogum são irmãos. São pessoas intempestivas, de certa forma nervosas, gostam de festas e brincadeiras. Assim como seu Orixá, não aceitam certos desrespeitos e quando enfurecidos, partem para uma vingança sem piedade. São amantes fogosos e carregam em si a responsabilidade de servir as pessoas, nunca se importando em serem pagos por isso.
O Culto ao Orixá
Exú é sempre cultuado por qualquer iniciado das nações africanistas e mesmo por meros simpatizantes que procuram um babalorixá para a resolução de problemas práticos, como relacionamentos amorosos, brigas, disputas profissionais, vendas complicadas, etc. Cada ser humano tem seu próprio Exú, assim como tem um orixá de cabeça e um segundo orixá, o ajuntó. Todo terreiro também tem seu Exú protetor, que zela pela segurança da casa ou terreiro (ilê) , contra males encarnados ou desencarnados. Segundo a tradição iorubana, cada orixá tem seu próprio Exú, que funciona como seu servo, possibilitando o contato entre as diferentes divindades. Seu dia de culto é as segundas-feiras (certas falanges trazem a Sexta-feira como dia de culto), suas cores são o preto e vermelho (cores como amarelo, branco ou roxo, indicam a falange e a área de atuação daquele Exú), sua saudação é Laroiê!!. Sua comida ritualística é a farofa de dendê (farinha de mesa misturada ao azeite de dendê), os animais mais freqüentemente sacrificados a este orixá são os frangos pretos, galinhas d’angola e bodes, seus pais são Yemanjá e Oxalá, sua função é a comunicação entre os planos astral e material, seus domínios são as porteiras e encruzilhadas, e seu instrumento de atuação é o ogô ou insígnia. Dentre os exús mais conhecidos podemos citar:
Exú Tranca Ruas, Exú Veludo, Exú Tiriri, Exú Caveira, Exú Tata Caveira, Exú Pinga Fogo, Exú Marabô, Exú Pantera Negra, Exú Lalu, Exú Mangueira, Exú Morcego, Exú Mulambo, entre outros. Entre as pomba-giras mais conhecidas podemos citar: Maria Padilha, Maria Mulambo, Maria Figueira, Rosa Caveira entre outras.



OS EXUS ESTÃO DIVIDIDOS EM 7 GRANDES LINHAS.

Exus do Cemitério: É formada por Exus sérios de Omulú (Rei dos Cemitérios). Não costumam dar consulta, se apresentam principalmente em grandes obrigações, trabalhos e descarrego.Ex: Sr. Tata, Sr. João Caveira; D.Maria Quitéria; D. Rosa Caveira; Sr. sete Catacumbas; Sr. sete Facas, etc...

Exus da justiça: Esta linha é formada por Exus que sevem ao Orixá Xangô, são os mais sérios, carrancudos, não aceitam brincadeiras, dificilmente se percebe estes exus dando um gargalha ou fazendo rodeio para falar. Ex. Marabá, Exu dos Raios, Capa Preta, Pedra Preta, Exu da Pedra Quente, Cigana Esmeralda, Maria das Montanhas, etc...

Exus da Encruzilhada: Esta linha é formada por Exus que servem ao Orixá Ogum. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também de participar em obrigações e descarrego. Alguns deles se aproximam muito da linha do cemitério, são os que chamamos de "Encruza pesada", enquanto outros se aproximam mais da linha da estrada, "Encruza leve".Ex: Sr. Tranca Rua; Sr. Veludo; Maria das sete Encruzilhadas; Sr. sete Encruzilhadas; D. Maria Mulambo; etc...

Exus dos Caminhos: Esta linha é formada por Exus que servem ao Orixá Oxossi, São os mais "carismáticos". Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas "brincadeiras" devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.
Nesta linha trabalham vários Exus dos caminhos propriamente dito, como também os Ciganos, Ex: D. Maria Padilha; Sr. Zé Pelintra; D. Rosa Vermelha; Sr. Tiriri; A Cigana a Ciganinha, Exu Mangueira, etc...
Fazemos uma observação valiosa, que o Exu Mangueira e o Exu do Tiriri, em especial, apesar de já terem atingido um certo grau de evolução, optaram por continuar sua jornada espiritual trabalhando como Exus, por serem os últimos de uma hierarquia importantíssima, que realizaram com sabedoria sua missão, e agora colaboraram com todos que um dia os ajudaram na evolução do seus superiores diretos.

Exus das Águas: Esta linha é formada por Exus que servem aos Orixás Nanã, Oxum, Yemanja, em suas apresentações se mostram pacientes e atenciosos, mas limitam as suas ações aos campos sentimentais e da fertilidade.
Gostam de auxiliar e amparar os trabalhos direcionados para os campos sentimentais e emocionais gostam de dar consulta demoradas e não participam com simpatia de obrigações de demandas. Alguns deles se aproximam muito da linha dos caminhos, são os que chamamos de "Encruza leve". Ex. Exu do Lodo, Exu da Pedra Fria,

Exus do Tempo: Esta linha é formada por Exus que servem a Orixá Yansã, São os mais "ecléticos e versáteis". Em suas consultas devemos estar preparados para escutar muitas vezes o que não desejamos. Eles atuam em todos os campos em todos os lugares abertos, auxiliam todos sempre que necessário, em muitas oportunidades são responsáveis pelas mensagens entre as varias faixas existente. Ex. Exu Ventania, Exu gira Mundo, Exu Corre Gira, Maria da gira, Ciganinha da Roda,

Exus Reis: Esta linha é formada por Exus que servem ao Orixá Oxalá, São os mais "ecléticos e versáteis". Suas consultas são sempre recheadas de ensinamentos e de informações, que induzem os presentes a pensar e se analisar.
Eles atuam em todos os campos vitalizando em todos os lugares, auxiliam todos os outros em todas as atividades, poucas vezes vemos eles à frente dos trabalhos, mas em muitas oportunidades são responsáveis por tudo. Ex. Exu Rei, Exu maioral, Exu Maior, Maria Padilha, Maria Cigana, etc.
São exigentes quanto ao preparo do filho de fé (moral, físico, espiritual e ritual);
São exigentes quanto à limpeza e ordem, tanto dos seus objetos quanto do ambiente;em palavra e honra;



Médium e Exu


Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro.
Apesar de Exu ter opinião própria a manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.



Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.

A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” exu estará também doutrinando-se, subconscientemente!

Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.

Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda.

Não devemos subestimar Exu  achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.

Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.

No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos Exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.

Em uma casa de luz, em um terreiro de umbanda de fato, Exu não aceitará trabalhos de ordem negativa a favor de futilidades ou egoísmos. Veremos Exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos até exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais dentro do mesmo objetivo e até dando bons conselhos aos que a ele procuram.



Por tudo isso somos gratos a Exu e Pombo gira por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos muito do que se fala de Exu e Pombo-gira ligado a magia negativa, nós desconhecemos, sabemos que muitos tentam se passar por Exu  mas aí já não é mais Umbanda. Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, Exu não deve vir em terra para dar o contra no trabalho de direita.

Texto extraído do JUS - Jornal da Umbanda Sagrada

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mesa para Radiestesia e Radiônica Quântica (Profissional)


                                       A Mesa Radiônica Quântica - VÓRTEX 



Foi desenvolvida exclusivamente para profissionais da radiestesia e radiônica é usada junto com um pêndulo e os princípios de radiestesia, radiônica, geometria sagrada, física quântica. 
Feita com base em madeira nobre, gráficos móveis em alumínio e cobre sobre fenolite.
 Garantindo as mais primorosas técnicas para profissionais realizarem o seu trabalho com a radiestesia em Mesas Quânticas. Radiestesia é a união de dois termos: Radius, que vem do latim e significa radiação, e aisthesis, de origem grega e que significa sensibilidade, indicando assim a sensibilidade as radiações. 
A Radiestesia é a técnica que permite o contato com tais energias, através do desenvolvimento da sensibilidade do Radiestesista. 



A Radiestesia é algo muito antigo, sendo encontradas práticas radiestésicas entre diversos povos antigos como os chineses e egípcios . 
Todas as ferramentas acionadas atuam nas causas e origens das desordens, até o equilíbrio e liberação, clareando as situações e curando os bloqueios internos e externos, para que possamos fazer equilíbrios em nossas vidas.


Qualquer assunto pode ser tratado pela mesa radiônica: afetivos, saúde, financeiros, profissionais, negócios, energias espirituais nocivas, desequilíbrios energéticos, limpeza de espaços, corte de laços kármicos, traumas, reprogramação de padrões negativos do DNA, elevação do padrão vibratório e do nível de energia vital. 

A atuação não tem limite de espaço ou tempo, o que permite limpar karmas de vidas passadas, heranças familiares, traumas e bloqueios da vida atual. 

Vendas fones: (11) 7876-0098 
                      (11) 7780-7024









quinta-feira, 14 de março de 2013

Os Cristais são condutores e amplificadores de Forças Cósmicas.

Os Cristais são condutores e amplificadores de Forças Cósmicas. São elas, ferramentas de Luz usadas para harmonizar os nossos corpos físico, mental, emocional e espiritual. Já eram usados na Antiguidade nas mais diferentes civilizações, desde a Atlântida até aos xamãs. Hoje, os cristais voltam ser reconhecidos como fios condutores do poder da Luz e da Verdade e passam a ser aplicados de forma cotidiana em residências e consultórios.



Minerais cristalizados pela ação de milhares de anos, os Cristais possuem formas poliédricas regulares, limitadas por superfícies lisas, assumidas por um composto químico, sob a ação de suas forças inter-atômicas. Estas superfícies lisas que revestem os cristais, denominadas faces ou planos, acham-se arranjadas com simetria característica e relacionam-se umas com as outras por leis matemáticas definidas.

O conhecimento preciso do comportamento dos átomos, aplicado aos Cristais, a distância entre eles e a forma geometricamente regular como se apresentam no espaço - proporcionou à Ciência um avanço substancial no milênio passado. Neste novo século deste novo Milênio sob o domínio de Aquário, muito irá descobrir.

Formas dos Cristais



Os Cristais conhecidos podem ser agrupados em 32 formas e estas em seis sistemas cujos nomes são: isométrico, tetragonal, ortorrômbico, hexagonal, monoclínico e triclínico. Veja na ilustração as principais formas, cuja diferença reside no comprimento dos eixos(linhas ponteadas) e nos ângulos de seus cruzamentos. Os tipos básicos são:(1) de três eixos iguais, todos perpendiculares entre si; (2) de dois eixos iguais e um desigual, todos perpendiculares entre si; (3) de três eixos desiguais, todos perpendiculares entre si;(4) de três eixos, dois em ângulo reto e o perpendicular unicamente a um;(5)de três eixos, nenhum perpendicular aos outros; e (6) de quatro eixos, três iguais e situados no mesmo plano, e o quarto perpendicular aos outros três.

Com referência às dimensões, os Cristais podem ser milimétricos ou microscópicos e também gigantescos. Em Minas Gerais, estado brasileiro, já foi encontrado em uma fazenda em Almas, um cristal de 13m de comprimento e 2m de diâmetro, pesando 130.000 K.




A Energia dos Cristais

Cada cristal apresenta diferentes níveis de energia. Seu nível mais profundo - o núcleo - mantém a sua integridade pura, mesmo havendo energias desarmonizas ao seu redor. Já os níveis secundários são relativamente sensíveis ao meio ambiente energético e à medida que as energias estáticas se acumulam nestes níveis, podem bloquear a emissão energética do cristal. A força áurica de um cristal é forte o suficiente para repelir um percentual significativo de energia negativa. Mesmo assim, energias fortes e constantes afetam o cristal.




Mantenha um Cristal de rocha branco ou de preferência de cor preta, em um ambiente de circulação de pessoas. Havendo sentimento de raiva, frustração, tristeza, saiba que ele estará absolvendo as energias negativas; assim que ele tiver cumprido a missão de aliviar este sentimento negativo você deverá limpá-lo. Deixe a água corrente da torneira lavá-lo simplesmente e envie a ordem mental para que a energia expelida se transforme em flores. Quando ocorrer alguma briga ou discussão no local em que estão dispostos os cristais limpe-o melhor colocando-o em uma cuia de louça com água e sal e dê-lhe comando de limpar-se, de livrar-se de toda energia negativa recolhida. Assim feito, deixe-o por algum tempo — a água limpa e o sal, desintegra energia. Reponha o Cristal de volta ao seu lugar.



Como escolher um bom Cristal

A escolha de um cristal deverá ser feita por aquele que nos detiver o olhar. Quanto mais transparente e com menos nebulosidade, maior sua pureza. Ao adquirir um cristal antes de colocá-lo em uso você deverá limpá-lo.

A energia que sai dos Cristais, é uma composição dos elementos da natureza e de raios vibracionais que absorvidos pelo corpo humano, desbloqueiam e alinham os chackras, os sete centros de energia.



Cada Cristal tem uma função específica, variando de acordo com sua cor e tamanho. A Drusa de Quartzo transparente, sendo um Cristal grande e de várias pontas, é excelente para limpar ambientes. Por outro lado, este mesmo cristal, por sua pureza, por ele alcançado portanto, se houver alguém doente num mesmo lugar, este cristal “não deverá” estar próximo do paciente pois ampliará o maléfico foco (tumor, ferida, males no coração, nos brônquios,etc...)

Deve-se usar os Cristais quando há saúde. Havendo algo que esteja afetando a aura, mal este identificado através da leitura do corpo etéreo e da aura da saúde, deve-se limpar a aura para se obter bons resultados com os cristais. A oração constante também facilita a boa acolhida que o cristal de Rocha oferece.




Os Cristais de Rocha transparentes são facilmente usados para alinhar os Chakras. 
Os coloridos são mais específicos em seus objetivos e poderão ser usados acima de cada chakra, quando já limpos, para diferentes funções. 


Como usar os Cristais:

Ao adquirir um Cristal, ele deverá ser tratado, pois ao longo dos anos de sua existência ele armazenou energias secundárias — positivas e negativas — das matérias com as quais teve contato. 

Este processo possui três etapas: Limpeza, energização e programação.

Métodos de Limpeza:

1)Pegue uma bacia de vidro, barro ou louça (não pode ser de alumínio), coloque água e sal grosso. Nunca ponha Cristais diferentes, juntos. Dê-lhe a ordem de limpar-se de toda energia NEGATIVA, tornando-o energicamente neutro. Três horas é tempo suficiente para ser limpo.

2) Deixe-o exposto à chuva forte, assim energias acumuladas anteriormente serão dispersas através da água.

Métodos de Energização:

Já limpo o Cristal receberá de volta as propriedades energéticas e de condições apropriadas para uso imediato. Tudo aquilo que energizar o cristal, também energiza o ser humano, portanto a natureza é a maior fonte para energizá-los.Assim temos:

1- Expor o Cristal à luz solar de quatro a seis horas, ou deixá-lo exposto a luz lunar por toda a noite.

2- Expô-lo a tempestades com raios.

3- Colocá-lo próximo a um rio ou riacho e deixar a água da correnteza cair sobre os cristais.

4- Segurar o Cristal com a mãos e deixar a água da torneira cobri-lo e mentalizar uma luz dourada penetrando no cristal (por 2 minutos ou mais).

5- Enterrar o Cristal por 24 horas, em terra limpa, sem risco de cano de esgoto por baixo.

6- Deixe o Cristal perto de uma Drusa limpa e energizada.

Se você tiver vários Cristais, eles poderão ser energizados juntos.

Somente as etapas de limpeza e programação é que deverão ser feitas com um cristal de cada vez.


Alguns cristais não devem ficar muito tempo exposto a luz solar, são eles a Ametista, o Quartzo Rosa, Quarto Verde e outros de cor, pois a luz excessiva do sol poderá fazer com que percam a sua tonalidade. 

Métodos de Programação:

Depois de limpo e energizado, os cristais podem ser programados para determinados fins. A programação de um cristal nada mais é que a introdução de uma imagem energética na estrutura do cristal para que ele processe essas imagens recebidas e as devolva ao seu emissor. Parece ser a parte mais simples, se não fosse os cuidados a serem tomados: esteja em um ambiente acolhedor e tenha certeza que não será interrompido por 20 minutos(está é a parte mais difícil!?). Você irá usar agora a sua vontade e dirigir sua mente ao objetivo que o cristal deverá cumprir. O Cristal como energia cristalizada da natureza, em sua pureza potenciará a criatividade, harmonia, autoconfiança, felicidade, alegria, saúde e outros sentimentos plenos de vida. Assim, olhe fixamente para o cristal e mentalmente peça a ele que realize este objetivo específico.

Os cristais são sensíveis a mente, por isso, tenha o cuidado e a paciência ao iniciar uma programação. Caso durante a programação surgir alguma interrupção, recomece tudo novamente.

Como usar os Cristais energizados e programados:



Banhos: Para obter um efeito de energização, escolha alguns cristais de sua preferência e coloque-os na banheira. Após o banho, você deverá limpá-los e energizá-los novamente. 


Energização de ambientes: Escolha alguns cristais e coloque-os dentro de um vidro com água, um deles precisa ser quartzo. A medida que a água dentro do vidro for ficando suja,troque-a e lave os cristais.

Uso pessoal: Escolha um cristal e coloque-o dentro de um tecido de algodão, seda ou veludo (nunca sintético) e leve-o na bolsa ou no bolso. As pedras semi-preciosas e preciosas, assim como os cristais em anéis e pingentes, nunca deverão ter metal incrustado em seus corpos( um pêndulo de cristal, por exemplo).

Plantas: Coloque um cristal de sua preferência perto da raiz da planta a ser energizada. A ponta do cristal deverá estar direcionada a planta.

Curas: Na Cura Prânica o cristal usado deverá somente ser aplicado depois que o local, onde se encontra o chakra ou o órgão a ser tratado, estiver totalmente limpo. Nunca deverá se potencializar algo sem estar limpo. Recomenda-se que a aplicação de cristais para curas só seja feita por profissionais capacitados.

Estando bem de saúde e quiser energizar a si mesmo, lembre-se que com a mão direita se projeta a energia para o cristal e com a mão esquerda, se recebe a energia.





sexta-feira, 8 de março de 2013

A DEUSA HEKATE E OS MISTÉRIOS DO SUBMUNDO

                      A JORNADA COM HEKATE E OS MISTÉRIOS DO SUBMUNDO




Hekate  é a deusa da magia, feitiçaria, da noite, da lua, das almas e da necromancia.
Ela era a única filha de Perses Astéria, dois Titãs de quem ela recebeu o seu poder sobre o céu, terra e mar. Hekate é uma titã, mas é sempre mencionada como deusa.
Até mesmo os próprios deuses, temiam a grande força dos titãs.
Qual é a forma correta de escrever o nome de Hekate?

Verificando a existência de várias dúvidas.

Como se escreve o nome de "Hekate" com "C "ou com "K", com ou sem acentuação? 
O nome" Hekate" vem do grego, os gregos não usavam a letra "C" era usada a décima letra do alfabeto grego que era o" K" ou também chamada de letra Kapa (kappa) “K”, k = c = qu Kaph (k). Também utilizada em palavras com som de "qu".
Em grego arcaico seu nome era escrito dessa forma "Ekáth".
Então o nome correto hoje, se escreve como HEKATE. 

Como se seguem nas regras da ortografia da língua portuguesa, nomes próprios não podem ser transliterados , pois as letra como K e W e Y fazem parte do nosso alfabeto.Exemplo você foi registrado como Ygor, pela regra não se pode transliterar para Igor é um nome próprio.
Teimosos a parte, as regras estão ai para serem consultadas.

E a pronúncia ficou a do "Latim" que era "curta" na forma fonética de (Hê-câ-tê).


 Hekate,  se torna a mãe e senhora das bruxas(os), Senhora das Almas, com sua rica simbologia e múltiplas funções no mundo espiritual e cargos do submundo.


É uma deusa que acolhe as mais profundas transformações no ego humano e nas raízes da humanidade.

 Os trabalhadores dos cultos de Hekate, hoje se auto denominam de "hecatinos", não sabemos por falta de documentos e provas históricas, se essa nomenclatura era utilizada por seguidores primitivos de seu culto. Aqueles que por livre vontade e conexão em ligação da sua personalidade, com a desta deusa triodíte, que pode vislumbrar os aspectos do passado, presente e futuro. 
Hekate, não é uma deusa "sangrenta " como já houveram menções' , mas os locais de derramamento de sangue atraem sua presença. Isso sem dúvidas.
Talvez porque o sangue represente o poder criador da vida, e onde o sangue esta sendo derramado, uma vida esta se perdendo, e uma alma sendo liberada, por vontade própria ou não.
  Hekate pode estar lá para conduzir essa "alma" na sua jornal invernal ao submundo .
 Sua história e seus cultos revelam o grande respeito, que tanto homens quanto deuses nutriam por essa venerada divindade titânica.
Chamada entre os seus muitos nomes de a Mãe da Escuridão, Mother of Darkness, mas também a acolhedora Mother of Light, Mãe da Luz.
Mas o que é a escuridão, se não a mais "profunda ignorância" em que se encontra a mente, e o coração do homem?
Quando Hekate nos atrai, ela deseja nos " iluminar" com suas tochas, que são os antigos símbolos da sabedoria (Sofia).
Assim como no mito de "Prometeu" que trouxe o "fogo sagrado" dos deuses que era proibido ainda aos homens ou a (sabedoria), ela tem esta qualidade.
Ao contrário de Prometeu que foi condenado e castigado com uma" tortura eterna" pelos outros deuses. Hékate como uma divindade a quem o próprio" Zeus" recorreu em auxilio na guerra contra temidos titãs. Ela é por demais poderosa para ser julgada , mesmo que seja por outros deuses.
Na verdade ela ocupa a posição de Alta Juíza,  Axis Mundi ( Coluna do Mundo) onde os deuses podem se aconselhar.
Os hecatinos, compreendendo a essência desta grandiosa deusa , não temem seus símbolos, que tantos outros guardam em temor extremo. A morte, os crânios, as serpentes as faces de bestas, nas quais por vezes é representada, ou mesmo os cemitérios, campos santos e necrópoles, onde ela é a guardiã das almas.
Nos caminhos trívios (encruzilhadas) que ela comanda, nos aspectos do passado, presente e futuro.
 Não há o que temer de Hekate, assim como não há o que temer da sabedoria.
 Devemos temer a escuridão da ignorância, á essa sim, devemos temer!
Os temerosos e temerários incautos dos cultos e ritos de Hekate, ou os que a tem como "deusa sangrenta" ou cruel, creio ainda se encontram nessa dicotomia de luz e trevas.
Hekate é a condutora e guardiã das almas, uma transformadora desses espíritos.
Ganhou da "Rainha do Submundo" de Perséfone esse titulo e atributos.
 Uma deusa que trabalha a força da justiça sem favorecimentos.
 No caso se eu sou um cultuador de Hekate ou um hecatino, estou ciente de como ela trabalha.
 Justa, honesta e imparcialmente, não favorecendo ou desfavorecendo a ninguém , muito menos aos seus cultuadores. O culto a sua divindade é a forma de aumentar nossa conexão de trabalho, com as suas forças transformadoras e de abertura de caminhos espirituais e materiais. É ter a sua proteção e auxilio quando chamarmos por ela. Como filhos pela proteção materna.

Hekate assistiu a Deméter em sua busca de sua filha perdida Prosérpina , guiando-a através das noites mais escuras com suas tochas incandescente de fogo azulado.
Após ter junto de Hermes , intermediado o reencontro de mãe e filha no submundo governado pelo deus Hades.
Ela foi nomeada ministra de Perséfone e guia das almas do submundo.
Quando rainha do submundo pelo casamento com Hades. Prosérpina (versão romana) ganha outro nome o  (grego , Perséfone ou Koré  ).
Dois contos de metamorfoses descrevem as origens de seus animais familiares:
 A cadela negra e a doninha . A cadela negra foi originalmente retirado do mito do cavalo de Tróia como a Rainha Hekabe, que saltou para o mar após a queda de Troia e foi transformado pela deusa em uma cadela negra.
 A doninha era originalmente a bruxa Gale que foi transformada por Hékate nesse animal, para puni-la por sua desobediência à deusa.
Outros dizem que foi Galinthias, a curandeira de Alkmene, transformada pela raiva da feiticeira Eileitia , mas que foi recebida por Hekate como um de seus animais.

Hekate era geralmente representada em pintura de vasos gregos como uma mulher comum, (sem as três cabeças) , sem as faces assustadoras, apenas segurando um par de tochas, de uma forma bem humana e muito simples.


Às vezes, ela estava vestida com uma saia de "solteira" na altura do joelho e sandálias de caça, muito parecida com representações da deusa Artemis.





Nas esculturas gregas mais recente Hekate passou a ser freqüentemente retratada em sua forma tríplice como uma deusa das encruzilhadas.
Hekate foi identificado e associada com várias outras deusas, incluindo Artemis e Selene (Lua), Arkadian Despoine  a deusa do mar Krataeis , a deusa da Khersonese Taurian (de Skythia), a Kolkhian Perseis , e Ifigênia Argive, as trácias deusas Bendis e Kotys , Euboian Maira (a estrela-cão), Eleusinian Daeira e a Boiotian Nymphe Herkyna .

Hekate , (de pronúncia curta e rápida) ( Hê-câ-tê) até hoje é uma divindade das mais misteriosas, que segundo a tradição mais comum, era filha dos Titãs, Persaeus ou Perses e Astéria, de onde ela era chamada de Perseis.
Outros chegaram a descrevê-la como filha de" ZeusDeméter" e afirmam que ela foi enviada por seu pai em busca de Perséfone, que nesta versão seria sua irmã.
E outros, afirmam que ela era filha de Leto ou Tártaro.
 Segundo as tradições mais genuínas, ela parece ter sido uma divindade provinda da antiga Trácia Oriental
A Trácia Oriental ou Trácia Turca é a parte da moderna república da Turquia, que fica no continente Europeu.
A região da Trácia hoje é dividida entre Turquia, Grécia e a Bulgária.

Sendo uma Titã, que desde os tempos primordiais , governou no céu, na terra e no mar, e que concedeu a riqueza e vitória aos mortais. Assim como sabedoria, boa sorte para marinheiros e caçadores e prosperidade para os jovens e os rebanhos de gado, mas todas estas bênçãos podiam ser retiradas por ela, se os mortais não merecem.
 Ela foi a única entre os Titãs que manteve esse poder sob o domínio de Zeus.
E ela foi homenageada e honrada por todos os deuses imortais do Olimpo, por ordem do próprio Zeus.


Hekate nunca possui um templo exclusivamente dedicado a ela, mas praticamente todos os templos dos outros deuses possuíam no seu interior um altar dedicado somente a ela.




Como Senhora dos Caminhos e da magia, tudo deveria ser ofertado de alguma forma , primeiro à Hekate, antes da abertura de qualquer outro ritual ou sagração.

                                                         Oferendas para Hékate
Ela também ajudou os deuses em sua guerra com os Gigantes Titãs do Tártaro, e foi ela quem matou o mais terríveis gigantes chamado de Klytius. ( Hes. Teog. 411-452 ).
Para defender o poderoso soberano do Olimpo, Zeus.

Este amplo poder possuído por Hekate foi provavelmente demonstrado quando os gigantes titãs, confrontaram a guerra contra os deuses do céu Olímpico.
No curso da batalha Hekate enfrenta o mais perigoso dos gigantes titãs que era Klytios, com o fogo sagrado de suas duas tochas, que nunca se apagavam. Impiedosamente e sem nenhum medo, Hekate destrói o titã  Klytios ,e crava neles suas tochas como lanças.
Hekate aparece em uma série de pinturas em vasos antigos, na cena em que luta contra esse gigante titã com suas tochas.
Razão pela qual posteriormente ela foi confundida e identificada com diversas outras divindades, e finalmente tornou-se uma deusa, para quem mistérios eram celebrados em Samotrácia e em Aegina
 Por ser como uma rainha de toda a natureza, a encontramos identificada com Deméter, Rhea (Cibele ou Brimo), sendo uma caçadora e protetora da juventude, ela é representada como Artemis (Curotrophos), e como uma deusa da lua. Ela já foi considerada como uma face de Perséfone .


                                           Sequestro de Perséfone por Hades
Ela foi ainda mais conectada com a adoração de divindades , como o Cabeiri e Curetes, e também com Apolo e as Musas.
O motivo das confusões acima mencionadas com suas identificações, são especialmente as referidas com Deméter e Prosérpina, contida no" hino homérico" a Deméter, pois, de acordo com este hino, ela era, além de Hélios a divindade única que, a partir de sua caverna, percebeu o rapto de  Prosérpina.
Com uma tocha na mão, ela acompanhou Deméter na busca de sua filha Prosérpina, e quando ela foi encontrada, Hekate permaneceu com ela, como sua ministra e companheira. 

Ela torna-se assim uma divindade que reina plena no mundo inferior dos mortos.
Ela é descrita com essa capacidade como uma divindade poderosa e temível, com poder de decisão sobre o destino das almas dos mortos, ela é a deusa da purificações e expiações, e é acompanhada por cadelas, lobas e porcos.
 Há uma outra característica muito importante, que surgiu da ideia já do (Cristianismo) de ela ser uma divindade infernal, ou seja, ela foi considerada como um ser espectral, que à noite, era enviada a partir do mundo inferior com vários tipos de demônios e fantasmas terríveis, que ensinou feitiçaria e a magia, que habitava em lugares onde duas estradas se cruzavam, em túmulos, e perto do sangue de pessoas assassinadas.

 Ela mesma também perambula com as almas dos mortos, e sua abordagem é anunciada pelo choramingar e uivos de cães.
Uma série de epítetos dado a ela pelos poetas podem conter alusões a estas características de sua crença popular ou a sua forma.
Ela é por vezes descrita como de aparência terrível, tanto com três corpos ou três cabeças, a de um Égua, a de uma Loba, e a terceira de uma Serpente. Sempre os animais são fêmeas.

 Em muitas obras de arte, ela foi algumas vezes representada como um único ser, mas às vezes também como um monstro de três cabeças e três braços.
Além de Samotrácia e Aegina, encontramos menção expressa de sua adoração em Argose em Atenas, onde havia um santuário sob o nome de Hekate Epipurgidia, na acrópole, não muito longe do templo de Nice.
Pequenas estátuas ou representações simbólicas de Hekate ou (Hekataia) como eram chamadas,eram muito numerosas, especialmente em Atenas, onde se encontravam em casas, em pontos onde duas estradas se cruzavam, e seria o local em que as pessoas consultavam Hekate como oráculo. 
Andando pelas estradas à noite ou visitando cemitérios durante a fase escura da lua, a deusa Hekate era descrita como brilhante ou luminosa

Em outras lendas, ela é praticamente invisível, talvez apenas vislumbrada como uma luz.
 Talvez tenha sido essa qualidade luminosa que marcou Hekate como uma "deusa da lua", pois ela parecia muito à vontade sobre a terra.
Alguns estudiosos acreditam que é também porque sua mãe era Astéria (a deusa Titã da Luz Brilhante ou "Estrela") ou talvez tenha sido porque ela sensatamente sempre carregava uma tocha em suas viagens.
Atributos de Hekate: Iluminar e Proteger.

 No final de cada mês, ela era ofertada com vários pratos de alimentos nos pontos onde duas estradas se cruzavam, e este alimento podia ser consumido por pessoas pobres.
Os sacrifícios oferecidos se chamavam hecatesias  ou deipnom, e consistiam entre outros pratos mais comuns os de carne de cordeiro, porco e peixe com muitas ervas aromáticas, ovos cozidos, frutas cítricas e de outros pratos bem "específicos" como "cadelas negras cobertas com mel" .

Na teogonia de Hesíodo ela é referida como a filha do Titã Perser da Titã Astéria.
No Hino Homérico a Deméter ela é chamada de "Hekate a de "Penteado Brilhante", a filha de Persaios".

Nyx (Noite) como a mãe de Hekate era provavelmente identificado com a Astéria .
Hekate foi descrita algumas vezes como uma deusa virgem, semelhante a Ártemis, mas há contradições em vários relatos sobre essa suposta virgindade.  
Na arte, ela era freqüentemente retratada com um vestido de solteira curto na altura do joelho.

Hekate às vezes era identificada com Krataeis, a mãe do titã Skylla um enorme monstro marinho.
Ela também foi intitulada de Skylakagetis. (Líder dos cães).
Quando aparecia junto com a Deusa Athena, era sempre cavalgava um dragão marinho, possivelmente era seu filho titã Skylla.

Quando Prosérpina foi sequestrada por Hades ela gritou estridentemente, mas nenhum imortal ou mortal ouviu seu grito a não ser dois deles. Hekate de sua caverna oculta, e o deus do Sol Hélios do céu.


Em seguida, durante nove dias e noites, Deméter vagou sobre a terra com uma pequena lâmpada em suas mãos, e em sofrimento jurou nunca mais provaria da ambrosia e da doçura dos néctares, nem seu corpo seria refrescado com água. Enquanto Prosérpina não retornasse aos seus braços maternos.


 Quando a décima aurora já chegava. Hekate, apareceu com suas tocha nas mãos, reuniu-se a Deméter e ela perguntou-lhe notícias de sua filha. 

 _Eu Deméter , portador de estações do ano e doadora de boas dádivas, lhe pergunto e diga-me se sabes?_
Qual deus, homem ou mortal me tem arrebatado Prosérpina, e transpassado com tamanha tristeza o meu coração ?
Hekate diz: 
_Porque eu ouvi o seu grito, mas não vi com meus olhos, quem a levou!
Eu porém vos digo realmente, é logo tudo o que sei. "
Assim, então, disse Hekate:
_ Vamos subamos até Hélios (o Sol), que é vigia de ambos os deuses e os homens, e ficou na frente de seus cavalos, e da deusa brilhante perguntou-lhe ".
Hélios o Deus Sol , confessa que virá o deus do submundo, Hades  sequestrando sua filha Prosérpina.
                                                     Hélios o Deus Sol
Hekate guia Deméter até os reinos e portais do submundo de Hades, para que ela possa abraçar e resgatar a sua amada filha. Com o auxílio do astuto deus da magia Hermes, eles seguem até as passagens ao submundo.


Prosérpina porém havia sofrido a sedução de Hades e ao comer a romã a fruta do casamento, mesmo que  provando apenas algumas sementes, ela se torna sua esposa e a" Rainha do Submundo". 
Ficando presa aos laços do "matrimônio magico", ao seu agora esposo Hades.


Após os acontecimentos dos  mistérios  Elêusis. Um acordo intermediado por Hermes com Hades é feito!
 Ficando então Perséfone seis meses no submundo, o outono e inverno, e outros seis meses do ano na terra com sua mãe Deméter, a primavera e verão com o nome de Prosérpina, ela então é devolvida aos braços de Deméter.
Hekate aparece como ministra e companheira de Perséphone, quando ela tem que voltar a descer ao submundo com seu marido Hades".

Hekate é uma deusa do submundo trazida à Grécia pela Trácia das selvas de Caria, às margens da Anatólia antiga.
Um culto popular venerando-a como uma deusa do parto e do fogo que surgiu na Grécia antiga e foi integrado no seu panteão de seus deuses.


Em Alexandria depois de Ptolomeu, ela adquiriu um tom mais obscuro na reputação como uma deusa da magia, tornando-se a "A Rainha dos Fantasmas", disfarce que ela desempenhou em um papel na obra de "Shakespeare" e para sempre ficou associada com o lado mais selvagem do paganismo.



                                            Os Festivais de Hekate ou Hecatesias
Novembro é o mês em que o Dia de Hékate na Encruzilhada é celebrado.
Hékate era adorada por ambos os gregos e os romanos, que tinham seus próprios festivais dedicados a ela.
Os gregos observaram dois dias sagrados para Hekate:
a Lua de Hekate, no dia 13 de agosto e no Dia de Hekate na Encruzilhada, no dia 30 de novembro.
Os romanos observaram o dia 29 de cada mês como o seu dia sagrado.

Altar romano dedicado a Hekate
A Magia de Hekate
Como uma deusa da feitiçaria, Hekate tornou-se o princípio da divindade proibida e da magia negra.
 Do mito grego antigo e do greco-egípcio existiram papiros com o nome Corpus de Magia Hecateana.
Cânticos selvagens do Askei kataski Eron Oréon IOR mega-semnuêr bauï e phorba Phorba breimôazziebua  foram usados ​​em seu nome.


Considerada uma Deusa da Magia e Bruxaria.
Foi invocada para fazer magias profundas e poderosas. 
Hekate era conhecida por seus dons de profecia, a sua visão clara e seu conhecimento das artes ocultas.
Ela pode ver através da escuridão, e chamar de volta o passado e revelar o futuro.
Ela concede aos humanos os sonhos e visões.
Ela é particularmente habilidosa e associada com a vidência, e olhando para a escuridão encontra todas as respostas. Porque ela está numa encruzilhada, onde ela pode olhar para o passado, presente e vislumbrar o futuro.
Seus adoradores praticam seu ritual, nas horas mais escuras da noite e colocam comidas para ela como oferendas.
Estas oferendas eram conhecida como a Ceia de Hékate ou  Deipnom.



Como todas as deusas do submundo Hekate é incompreendida, pois as deusas do submundo representam deusas de transformação. As almas eram conduzidas ao submundo para passar por um processo de transformação e crescimento espiritual, e não para sofrimento em tormentos infernais. 
As deusas do submundo também foram chamadas de Madonas Negras, pois muitas eram entalhadas em pedras ou madeiras escuras para representar a escuridão e o submundo.


Hékate é uma guardiã, das encruzilhadas, essas deusas eram chamadas de  trioditis, protetora das estradas e entradas para manter fora os maus espíritos. Ela é uma deusa de justiça e expiação e purificação. Podemos nos relacionar com ela hoje como uma figura guardiã do nosso inconsciente, segurando a chave para a sombra dentro de nós e levando tochas para iluminar o caminho para o nosso interior.
O porque da encruzilhada?

Em muitas culturas, os misticos acreditam que no encontro de dois caminhos(encruzilhadas) existe



um portal que permite que os seus ancestrais venham para a terra , porque a encruzilhada sendo a



interseção de dois caminhos forma um portal para a terra quando solicitado . Em quase todas as



culturas a Cruz representa uma ligação com o elo divino. Existem formas corretas de se cultuar as



divindades” Triodítes” em uma encruzilhada devemos procurar saber quais entidades se alojaram..



No religião voo doo se tem a encruzilhada como ponte com os ancestrais, representadas nos



desenhos veves símbolos mágicos de “evocação “dos loas onde se colocam as oferendas.




Alguns elementos de Hekate são:
Cores: vermelho, dourado, preto, roxo, branco, azul e cinza. 
Símbolos: Tocha, cão, cobras, corujas, caldeirões, chaves, adaga, corda, correntes, pregos, moedas, crânios, sapos, rãs e chifres. 
Árvores: O Salgueiro, Carvalho e a Aroeira. 
Elementos: Terra, água, fogo e ar
Metal – Prata e Cobre 
Pedras: Onix, Pedra da lua e Turmalina negra
Perfume: Mirra e Absinto.
Incenso: de Absinto.  
Oferendas: Cebola, alho, asa de borboleta, pena de coruja, flor de estramônio, pão, ovos cozidos, moedas, todas as ervas aromáticas, frutas cítricas, peixe , porco e cordeiro cozidos. 
Ervas: salgueiro, teixo, mandrágora, cíclame, menta, cipreste, tamareira, gergelim , gengibre e dente-de-leão. 


Em Roma, muitos dos sacerdotes de Hekate em seus bosques sagrados eram ex-escravos que haviam sido liberados para trabalhar em seu serviço.
A deusa Hekate era frequentemente acompanhada em suas viagens por uma coruja, símbolo da sabedoria. Não é realmente conhecida como uma deusa da sabedoria, mas, Hekate é, todavia, reconhecida por um tipo especial de conhecimento e é considerada a deusa da trívia.


Quando se aprende a trabalhar com Hekate, a pessoa deve estar disposta a sacrificar-se sobre o altar interior para ganhar sua autotransformação. Este é um sacrifício espiritual, uma vontade de desistir de hábitos negativos, tendo tempo para a meditação e ritual, sendo gentil e compreensivo para os outros, e abrir-se a novas formas de pensamento e entendimento espiritual.
Através caldeirão de Hekate, o útero da deusa negra, devemos olhar para o nosso verdadeiro eu, a natureza dos nossos motivos e os resultados de nossas ações, porque só quando olhamos para dentro da escuridão do seu caldeirão (ventre negro) podemos ver a luz.
Hekate rege as transições da vida. 

Ela é a guardiã das portas, ela cuida do nascimento e da morte e ela orienta o iniciado que se atreve a passar entre os mundos. Hekate nos guia através das fronteiras do além,  porque o cruzamento é terrível, ela é muitas vezes temida por essa associação. Se honramos Hekate, ela servirá como uma guia para as mudanças mais difíceis e traumáticas que podemos passar. Ela nos guia pela NEA, noite escura da alma.
Hekate é impressionante e terrível para nós, porque ela representa todas as coisas que tememos ou mantemos escondido. Ou seja a nossa própria sombra, que desejamos ocultar.
 Sua principal área de trabalho como deusa do submundo, da noite e da escuridão é o inconsciente.
 Antes do cristianismo, no entanto, o submundo não era o lugar que é considerado hoje. Era o lugar de descanso e transformação dos mortos. 

                                        A Roda de Hekate ou o Strophalos


Atribuído a Hekate, bem como a sua versão romana, (Diana Luciféra) é um antigo símbolo de origens pré-helênicas e cujo exato significado se perdeu no tempo.

A referência mais antiga é de um texto caldeu do século II. 
Nesta fonte Strophalos é referida como uma serpente descrevendo um labirinto em volta de uma espiral. 
A serpente representa o renascimento e a sabedoria , a espiral é alusiva a emanação divina. 
O círculo exterior representa o Cosmos ou de uma forma mais abstrata, a unidade formada pelos três aspectos da deusa. Passado, presente e futuro.
O símbolo sofreu modificações através dos séculos, mas por falta de fontes seguras da antiguidade não podemos especular além, sem cair em erros.




Hekate quando possuía as três formas era chamada de  (trimorphos).
É uma Deusa que foi também representada de forma tricéfala (três cabeças).
Deusa da lua minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite.
Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas em seus festivais de Hecatesia e oferendas para as conhecidas ceias de Hekate. ou (deipnom).
Especialmente para os trácios, Hekate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão absoluta e do submundo. Parteiras eram consideradas ligadas a ela.
Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.
No início, Hekate não era considerada uma deusa escura.
Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do "Submundo" e governante da encruzilhada de três caminhos.
Um de seus animais sagrados também era a rã, um símbolo da concepção e fertilidade. 
Era chamada de "A Deusa das Transformações", pois regia várias passagens da vida e podia alterar formas e idades.
Outros animais, sempre seus companheiros sagrados eram as cadela e as lobas.


Hekate foi considerada como o terceiro aspecto da Lua, ou a Crone, Anciã , Portadora da Sabedoria . 
Os gregos chamavam-na de "A Rainha dos Mortos."
Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.
Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hekate era puxada por dragões.  


As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas.
Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso Festival Hecatesia em sua honra.
Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte. Portadora das três chaves.


Hekate era considerada a patrona das sacerdotisas, a  Deusa das feiticeiras.
 Estava associada à cura, profecias, visões, magia, lua minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.


Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria.
Hekate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.
Hekate nos lembra da importância da mudança, ajudando-nos a liberar o passado, especialmente aquelas coisas que estão impedindo o nosso crescimento, e para aceitar as mudanças e as transições.
 Às vezes ela nos pede para deixar ir o que é familiar, seguro e  viajar para os lugares desconhecidos e assustadores da alma e do mundo.
Ela também é chama de a Axis Mundi – Coluna do Mundo.


  Os Oráculos caldeus fizeram de Hekate “a mãe das tempestades , de brilho resplandecentes”, em suma, uma entidade que “desceu de Zeus”, associado aos “raios implacáveis” dos deuses, e também com a flor de fogo”, e com o “sopro poderoso” do intelecto paterno. 
 Por esta razão ela carrega e transmite o fogo celeste, sendo pois a divindade suprema do avivamento natural, ou Ignis Naturans.
 Eis a razão de o ventre de Hekate ser notavelmente fértil , pois ele é preenchido com o fogo do intelecto paterno, a fonte da vida ou a força do pensamento, que é o seu mistério transmitir e disseminar.


Em função de suas insígnias e da concepção triádica, Hekate está associada simultaneamente com outras divindade do destino, Mene ou Selene, uma divindade lunar. 

 Uma conhecida prece para a lua denomina ambas como uma mesma entidade; nota-se que os epítetos e atributos das duas deusas são intercambiáveis. Hekate-Selene também tem três cabeças, carrega tochas e preside a encruzilhada. 

 Uma fórmula invocatória assim a descreve: “(…) Vós que sob a forma das três Graças dançam e voam juntas entre as estrelas (…) Vós que portais terríveis tochas negras em suas mãos, vós que revolveis vossa cabeça com longas mechas de horripilantes serpentes, vós que causais o pânico e esgares entre os touros, vós cujo ventre é coberto por escamas de répteis e que carregais sobre os ombros um saco de tecido de cobras venenosas”.


Ela tem olhos bovinos, a voz semelhante a uma matilha de cães, a pele de um leão, os tornozelos de um lobo, e as cadelas ferozes lhe são caras: 

 “É por isso que ela é chamada de Hekate de muitos nomes, Mene que corta o ar como Artemis, a flecheira”. Ela é a mãe (geneteria) dos deuses e dos homens, a Natureza enquanto mãe universal (panmetor physis):  “Vós que vieste e vais ao luminoso Olimpo e visita o amplo e imenso Abismo: vós que estais no início e no fim, vós que dominais sozinha todas as coisas; tudo que há se origina de ti, e em ti, eterna, todas as coisas encontram seu termo”. 


Há muitas controvérsias através da história de Hekate como a deusa tripla ou tríplice, como donzela, mãe e anciã. Quando ela é retratada com três rostos eles são todos da mesma idade, muitos como belas moças.

A ideia da deusa da lua tríplice e seus aspectos como donzela, mãe e anciã, embora funcione bem, é uma invenção moderna. Ela foi criado por "Robert Graves" em meados do século XIX e apresentada em

 “ A Deusa Branca”. Em discussão poderiam ser seriam a união de Hekate, Deméter e Selene.

Este desenho foi feito em 1901 e representa Hekate de uma forma singular: a deusa dos três corpos que voa girando em torno de seu eixo longitudinal.
Podemos ver esse corpo nu triplo voando na frente da Lua crescente. Percebemos a sua beleza em um corpo muito bem proporcionado.





Há um simbolismo: três mãos, uma de cada corpo, tem elementos diferentes: uma chave, uma espada e uma tocha. 
 A chave se refere a um portão fechado, um portão que só pode abrir Hekate
Devido ao seu caráter de submundo, esta chave pode ser a porta entre a vida e a morte. 
A espada se refere à guerra, é um atributo masculino.
 E  a tocha se refere à luz da mente atributo, que as ligações com Hekate Athena, deusa da sabedoria.





No entanto, esta é uma pintura diferente, e não se encontram imagens semelhantes na época, poderia ser, eventualmente, uma interpretação muito pessoal dessa Deusa da antiguidade, pela visão do artista.


                                                              

 (Hekate)


Quando os homens e mulheres morriam, era o deus Hermes quem conduzia as almas para o submundo, passando as correntes de Oceanus , passando as Portas do Sol e da Terra dos Sonhos, até chegarem aos Campos Asphodel , onde os espíritos habitam a existência de uma vida insípida como de uma sombra ou fantasma. Este não é um lugar de punição, mas não há prazer e a mente está confusa, vazia e alheia.


 Após os mistérios Elêuses, o papel do condutor e guardião dos mortos deixa de ser executado por Hermes, e passa a ser um dos principais atributos da deusa Hekate. Como guia das Almas e protetoras dos campos sagrados como Necrópoles, Sepulcros e Cemitérios.
Também como deusa dos caminhos e encruzilhadas, protetora dos viajantes, o que lhe confere o atributo de deusa "Tríodite" (que significa deusas que operam nas encruzilhadas e entroncamentos de caminhos).

Quando ela aparece em ilustrações e esculturas com três faces, na verdade estão fundidos nela, o mito das três deusas. Deméter, Perséfone e Hekate.
 Outras referências alegam que seus rostos representa sua ligação com os três reinos, terra, céu e mar, ou mesmo o tempo como o passado, presente e futuro.
 E as três fases da lua.



                                                                Quem é Hekate?

Hekate é uma divindade da terra, complexo em sua simbologia e arquétipos. 
É certo que sua origem é da região da Trácia oriental e não grega, ela foi moldada pelas crenças gregas, mas não é a fonte de sua origem.
As fontes das mitologias greco-romana  não têm uma história semelhante de suas origens ou suas relações no panteão grego.  Às vezes, Hekate é uma titã, filha de Perses e Astéria  sendo uma poderosa auxiliar protetora da humanidade. Ela é uma Titã que não foi proibida de transitar pelos mundos. Depois de derrotar na batalha do Olimpo a Klytíos, ela foi a única Titã sozinha que ajudou a Zeus a vencer a guerra.

Destruidora do gigante Titã Klytíos.
Outra versão pesquisada refere que
 ela poderia ser a filha mais velha de Deméter ou Pheraia, o que parece compreensível devido ao fato de, que Hekate como Deméter era a deusa da terra e da fertilidade. Ou que ela pode mesmo ser uma das filha de Zeus com a Titã Astéria.
Como a mãe de muitos deuses antigos ou deusas da terra ela continua solteira e não tem consorte regular. Por outro lado, ela é mencionada como a mãe de muitos mitos e monstros Titãs. E foi referida como consorte de Hermes algumas vezes.

Hekate foi forjada como uma titã, tida como filha de Perses e Astéria. 
A principio era um divindade da Trácia Oriental, mas especificamente da região onde hoje é a Turquia. Uma Deusa do fogo e dos partos a principio. Sua figura imigrou e teve grandes transformações na Grécia e Roma, e sua maior referencia se deu na Teogonia de Hesiodo, é um poema épico que detalha a origem e genealogia dos deuses gregos. A data de composição (c. -700) é tão imprecisa quanto a data em que o poeta deve ter vivido. A ideia em si não é original, pois já havia sido desenvolvida pelos egípcios (séc. -XXIV), pelos babilônios (-2000/-1500) e pelos hititas (-1400/-1200) muitos anos antes. Hesíodo, no entanto, foi o primeiro a sistematizar os antigos mitos da criação e a organizar os mitos gregos numa sequência lógica. De certa forma, a Teogonia é o mais antigo tratado de mitologia grega que chegou até nós. O poeta pretendia contrastar a "desordem" do cosmo durante o domínio dos deuses primordiais e dos titãs, com a "ordem" cósmica que imperava em seus dias, determinada por Zeus e pelos demais deuses olímpicos. Segundo a cronologia hesiódica, os deuses olímpicos pertenciam à 3ª geração e eram governados por Zeus, cuja história se desenvolve em boa parte do poema. Hesíodo, no entanto, vai além da simples enumeração e habilmente entremeia a árida sucessão de deuses e deusas com raros, curtos mas elucidativos trechos dos antigos mitos.O poema tem 1022 versos hexâmetros e ocupa 39 páginas da edição de Evelyn-White (1920), na qual se baseia o resumo. O narrador é o próprio poeta. Nos versos 617-721 é descrita a titanomaquia, luta entre Zeus e os titãs pelo domínio do mundo. Auxiliado entre outros por seus irmãos Hades, Posídon,e pelos ciclopes. Zeus vence os titãs e os prende no Tártaro, descrito juntamente com o mundo subterrâneo nos versos 722-819. Hekate aparece na luta contra seus irmãos titãs. No Curso da Batalha Hekate enfrenta o "Mais Perigoso" dos gigantes titãs que era Klytios e mata com suas tochas. Nos ritos dos Mistérios de Elêusis. Este culto de base agrícola prometia aos seus iniciados um além-vida abençoado. Prosérpina, era intitulada Koré (a Donzela) enquanto deusa da abundância na Primavera. Uma vez, enquanto brincava com suas companheiras ninfas nos prados floridos da Sicília, foi raptada pelo Deus Hades e levada ao submundo, como sua noiva. Sua mãe, Deméter, desesperada, procurou-a por todo o mundo em companhia de Hekate, que empunhava suas tochas. Hermes, ajudou a intermediar o acordo da devolução de Prosérpina, que após seu casamento sagrado com Hades, se chamou Persephonê, Destruidora? Exterminadora? Hermes, Mensageiro por excelência entre os mundos, principalmente entre o mundo dos vivos, dos deuses e dos subterrâneos, e portanto dos mortos. Hermes era também o deus da pecuária, dos caminhos, das encruzilhadas, dos viajantes, dos ladrões e dos comerciantes (sem ironia implícita), da hotelaria, da escrita, da persuasão, dos mensageiros, da astúcia e dos ardis, das competições esportivas, dos ginásios, da Astronomia e da Astrologia. Era também o representante pessoal e arauto de Zeus. Imberbe ou barbado, é representado sempre com sua varinha de arauto, o caduceu (kerkeion em grego), botas aladas e a clâmide, e às vezes também o chapéu típico dos viajantes, porém alado, representando sua rapidez. Tributos que depois passaram a ser de Hekate como, Senhora dos Mortos, Ministra do Submundo, dos caminhos, das encruzilhadas, dos viajantes, dos mistérios e da magia. Hermes passou a ser um deus com menos atributos, ou seja, muito foram "delegados" a Hekate como prêmio por sua fidelidade a Zeus. Hermes fica ainda como mensageiro dos deuses, e Deus da sabedoria e magia. Agora, conduzir os mortos e almas são responsabilidade de Hekate, tanto em suas passagens, quanto em sua guarda no submundo. 





                                                            Salve... HE CATE!
Autor: Valdir Callegari