Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.



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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Mistério das Madonas Negras


                           



 As madonas negras começaram a proliferar por toda a Europa a partir dos séculos 10 e 11.
Muitas delas, como a Madona de Le Puy, possuem ligações misteriosas com o Oriente, possivelmente através das Cruzadas – acredita-se que elas fossem uma efígie adaptada das deusas célticas e egípcias.

Outras, como as magníficas Madonas Negras entronizadas de Orcival e Clermont, sugerem uma derivação da Grande Mãe em majestade, seu filho divino sentado lembra os Mistérios de Osíris, Atis e Adônis, sua autoridade emana a sabedoria de Santa Sofia de Bizâncio.

Todas essas deidades eram conhecidas por terem sido celebradas na Provença, clássico reduto cátaro, originalmente pelos gregos e posteriormente pelos romanos. Porém os celebrantes mais antigos podem ter sido os egípcios, já que eles e os fenícios usaram Marselha como porto.


Madonna Negra de Montserrat, Catalunha - Espanha

Como Mãe Terra, a Madona Negra era cultuada no mundo pagão com as faces das Deusas do Olimpo, mas, com o início da Era Cristã, esse culto passou a ser clandestino. Seus ecos que chegam até nós são os Mistérios de Elêusis, nos quaia se cultuavam Deméter e Perséfone.

As três grandes Deusas do leste: Ísis, Cibele e Diana de Éfeso, que eram representadas como deusas negras, foram estabelecidas no Ocidente antes da dominação romana.

Em Paris, já em 679 d.C., Dagoberto II estabelecia o culto àquela “que hoje recebe o nome de Nossa Senhora da Luz”, que é a nossa “Ísis Eterna”. Talvez esse seja o marco da transformação da Mãe Terra pagã para a Virgem cristã.



As Cruzadas, porém, foram as grandes divulgadoras da Madonas Negras. Estatuetas negras encontradas em fontes, grutas, galhos de árvores, das quais emanava um profundo sentimento do Sagrado, eram trazidas por eles, que as cristianizavam, colocando o manto e a coroa de Nossa Senhora sobre uma estatueta pagã.

Elas traziam uma força incontrolável de liberdade e seu culto era possuidor de um espírito de sabedoria própria, que não se submetia a nenhuma organização ou lei nacionalista.

É a volta do aspecto materno divino, que levanta o entusiasmo popular, trazendo-a a um primeiro plano da consciência coletiva. A Humanidade experiencia as mais recentes faces das Madonas Negras e Brancas, com as aparições marianas da Virgem de Lourdes e La Salete no século 19, e Fátima no século 20.



A maioria dos estudiosos das Deusas defende a ligação a cultos muito antigos, talvez até mesmo pré-históricos, relacionados com a terra, o útero, a Mãe Terra, a Deusa Mãe, que também era conhecida no paganismo como a Deusa de Fertilidade, de Fecundidade, tal como nos cultos célticos e mesmo nos cultos anteriores, como os cultos a Cibele, a Demeter e à deusa egípcia Ísis.

Esta última é, muitas vezes, representada com um bebê nos braços ou no colo, o deus Hórus, tendo-se o seu culto difundido por todo o território do Império Romano, definindo um “protópito” das posteriores imagens marianas do cristianismo, tendo até acontecido, no século 5º d.C., a rededicação de um templo de Ísis à Virgem Maria, em Soissons, na França.



Muitas das estatuetas foram encontradas nos lugares sagrados das deusas antigas, onde posteriormente ergueram-se as igrejas cristãs dedicadas a Maria ou algumas santas.

Foi comprovada, também, a conexão entre essas estatuetas e o culto gnóstico dos séculos 11 e 12 com os “troféus” trazidos pelas Cruzadas do Oriente Médio (estatuetas saqueadas dos templos das deusas acima mencionadas) e com a influência moura durante seu domínio na Espanha.

Na França, já foram localizadas mais de 300 Vierges Noires, das quais sobreviveram intactas cerca de 150, as demais tendo sido pintadas de branco pelos monges, destruídas por fanáticos ou roubadas.

As mais famosas Madonas Negras são as da Catedral de Chartres (França), de Montserrat (Espanha) e Czestochova (Polônia). Das estatuetas pós-renascentistas, podemos mencionar Nossa Senhora de Guadalupe (México) e Nossa Senhora Aparecida (Brasil).



Madonas Negras e Brancas

Diversos mosteiros e igrejas foram consagrados às Madonas. Alguns possuíam uma madona negra, e outros, branca. Por que essa diferenciação? Alguma relação com os conhecimentos iniciáticos dos cátaros, e especialmente, dos cruzados?



Sob o ponto de vista gnóstico, as cores das madonas representavam o grau esotérico que era passado nesses templos, que na verdade não passavam de Escolas Iniciáticas disfarçadas de igrejas católicas.
 Os mosteiros contendo uma madona negra eram indicativo de que seus ocupantes eram estudantes de Alquimia Gnóstica iniciantes, ou seja, estavam iniciando seus estudos e práticas dos 3 Fatores. Na simbologia maçônica, os membros equivaliam ao Grau de Aprendiz.



Já os mosteiros contendo uma madona branca eram um indício de que os seus membros eram iniciados de graus mais avançados, o equivalente na Maçonaria Iniciática ao Grau de Companheiro.


(gnosesonline.org)

Adoração às Deusas nos Mitos Antigos


                  Adoração às Deusas nos Mitos Antigos



 Os inúmeros mitos criados no passado para representar a gênese do universo, da natureza e do ser humano podem ser divididos em quatro categorias, segundo os principais estudiosos, como Joseph Campbell. Essas categorias refletem o nível de consciência humana, e que, surpreendentemente, têm correspondência com as 4 Idades Cósmicas de nossa raça: Idade de Ouro, Idade de Prata, Idade de Cobre e Idade de Bronze. Atualmente, passamos pela última delas, a de Bronze – em sânscrito batizada de Kali Yuga.
 A primeira corresponde a uma idade de alta espiritualidade e respeito tanto dos princípios masculinos quanto femininos da Divindade e da sociedade. A segunda um pouco menos, na terceira veem-se os mitos discriminar o elemento materno-feminino e o último nível – Kali Yuga –, segregar totalmente os mitos cosmogônicos matriarcais.


                   Deusa Pelé, Senhora do Fogo e dos Vulcões - Havaí

O interessante a ser analisado é que quanto mais a humanidade estiver afastada da espiritualidade, mais os mitos deixam de lado a veneração aos aspectos maternos/femininos de Deus.

Vejamos como são os mitos nas quatro Idades do Mundo: na primeira Idade, ou Yuga, o mundo é criado por um Deus andrógino, ao mesmo tempo Pai e Mãe. Na segunda, este mundo é criado por um deus andrógino ou um casal criador, ou então, por um coro de deuses, que se dividem em “masculinos” e “femininos” para criar o universo. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na última etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.



 Essas quatro etapas que se sucedem também cronologicamente são testemunhas eternas da transição da etapa matricêntrica da humanidade para sua fase patriarcal.

O primeiro e mais importante exemplo da primeira etapa em que a Grande Mãe cria o universo sozinha é o próprio mito grego. Nele a criadora primária é Geia, ou Gaia, a Mãe Terra. Dela nascem todos os protodeuses (Urano e os Titãs) e as protodeusas, entre as quais Reia, que virá a ser a mãe do futuro dominador do Olimpo, Zeus. Há também o caso do mito de Nanã Buruquê, que dá à luz todos os deuses do panteão africano, sem auxílio de ninguém.

Exemplos do segundo caso são o deus andrógino, que gera todos os deuses no hinduísmo, e o yin e yang, os princípios feminino e masculino, que governam juntos na tradição chinesa.

                                                                deus andrógino

 Exemplos do terceiro caso são as mitologias nas quais reinam em primeiro lugar deusas mulheres, que são depois destronadas por deuses. Entre essas mitologias está a sumeriana, em que primitivamente a deusa Siduri reinava num jardim de delícias e cujo poder foi usurpado por um deus solar.

Mais tarde, na epopeia de Gilgamesh ela é descrita como simples serva. Ainda, os mitos astecas falam de um mundo perdido, de um jardim paradisíaco governado por Xoxiquetzal, a Mãe Terra. Dela nasceram os Huitzuhuahua, que são os Titãs e os Quatrocentos Habitantes do Sul (as estrelas). Mais tarde, seus filhos revoltam-se contra ela, que dá à luz o deus que iria governar a todos, Huitzilopochtli.

A partir do segundo milênio de nossa era, contudo, raramente se registram mitos em que a divindade primária seja materna/feminina. Em muitos deles, estas são substituídas por um “deus macho”, que cria o mundo a partir de si mesmo, tais como os mitos persa, meda e, principalmente e acima de todos, o nosso mito criacional judaico-cristão.

 Jeová é deus único e todo-poderoso, onipresente, e controla todos os seres humanos em todos os momentos da sua vida. Cria sozinho o mundo em seis dias e, no final, cria o homem.


  E só depois cria a mulher, assim mesmo a partir do homem. E coloca ambos no Jardim das Delícias, onde o alimento é abundante e colhido sem trabalho. Mas graças à sedução da mulher o homem cede à tentação da serpente e o casal é expulso do paraíso.

                                                                 Adão e Eva

 Os movimentos gnósticos, tanto da época de Jesus quanto contemporâneos, defendem que todo sistema religioso que elimine de sua doutrina a adoração ao Aspecto Materno de Deus e, paralelamente a isso, reprima a expressão e liderança da mulher em sua Eclésia, está fadado ao fracasso e à involução.

Isso se justifica porque os nomes sagrados das deusas e dos deuses são representações arquetípicas de todos poderes divinos, tanto no macrocosmo quanto no microcosmo. São, por outro lado, também nomes de Deidades (na tradição moderna conhecidos como anjos, arcanjos, querubins etc.) que existem como fato e realidade em dimensões superiores ao mundo físico.


                  Antiga Deusa-Mãe pré-védica, sul da Índia

Como exemplos, enumeramos a seguir alguns nomes de Deusas de diversos panteões, reverenciadas por povos ditos “primitivos”, porém, que são seres sagrados e têm a função de orientar, defender e dirigir as Chispas Divinas desses mesmos povos.

Chasca: (Peru) deusa similar a Vênus, a mais bela de todos os astros, “a donzela de cabelos longos e sedosos”, adorada como diligente pajem do Sol.

Tlazolteotl: (México) A Vênus mexicana, a que vela os afetos e atos de amor sublimes.

Bhavani: (hindu) A que dá o nascimento, é um dos nomes da deusa Parvati, esposa de Shiva. Teve os mesmos atributos de Vênus e, como esta, saiu da espuma do mar, elevando-se sobre a concha de nácar que lhe serve de trono.

Atabeira: (América) Deusa do amor e das colheitas, adorada no Haiti.

Io ou Iho: (Polinésia) Maori, Nova Zelândia, é a deusa suprema.

Ísis: (Egito) A Lua, identificada pelos gregos como Afrodite, a deusa dos jardins e do renascimento da vida.

Ceres: (Grécia) Deusa das colheitas e dos cereais, de onde provém seu nome; Afrodita reencarnó para regresar a la tierra como “Ceres” y lo hizo en un carro guiado por serpientes aladas.

                                     Mais Deusas Destronadas


 Na Oceania existia a crença, igualmente como nos diferentes povos “primitivos” de maneira universal, que o homem não intervinha na fecundação humana. Eles acreditavam que quando uma mulher ficava grávida, isso se devia à atuação das Divindades ou dos antepassados. Ainda em 1938, mantinha-se essa crença entre os bellonais das Ilhas Salomão, segundo referências de Zonabend: “Ignoravam, até a chegada dos missionários em 1838, a relação entre a cópula e a procriação.

Se uma mulher casada ficasse grávida, isso não se devia às relações sexuais com seu marido, senão a que os deuses e os antepassados da patrilinhagem de seu esposo estavam satisfeitos com dita aliança e lhe devam descendência…” E acreditavam que as Divindades produziam a ressurreição dos antepassados, como semente de vida, e que penetravam na mulher e se encarnavam em seus descendentes.

Daí as abundantes cerimônias e ritos mágicos propiciatórios da fertilidade, tanto humana quanto animal e vegetal, dos antepassados, como da colheita, com acompanhamento de esculturas femininas ou hermafroditas. E que eram dirigidas desde sempre por mulheres. E enquanto exerciam sua função, as sacerdotisas eram a encarnação da mesma Deusa.

Sobre isso, Campbell afirma sobre uma sacerdotisa da Deusa Pelé, do Havaí: “Uma sacerdotisa de Pele é, em certo sentido, uma encarnação menor da própria deusa. Assim que os missionários cristãos estava realmente falando com a própria deusa. Um desses missionários disse à sacerdotisa: ‘Venho trazer a vocês uma mensagem de Deus’. E a sacerdotisa disse: ‘Ah, esse é seu deus. Pele é a minha’”.

                                                                       Deusa Pele

 Nas diferentes ilhas se levavam a cabo cerimônias de fertilidade da colheita em honra às deusas, por mulheres, nas que usavam esculturas para que a Deusa Suprema promovesse a chuva e como as bailarinas sagradas dançavam ao anoitecer para provocar a chuva, cujo modelo eras das Deusas Dançarinas da constelação das Plêiades.

E as maoris dançavam no ano-novo, coincidindo com o levantamento heíaco das Plêiades
(Mararii i Nia e Mararii i Raro: Plêiades Acima e Plêiades Abaixo).

 No Havaí, as dançarinas sagradas executavam a dança Hula em honra à Deusa Laka. No arquipélago de Trobriand, dançavam em honra à Deusa Konjimi. Em outras regiões dançavam em honra a outras deusas: da Mãe Ancestral das regiões montanhosas da Nova Guiné, nas ilhas da Melanésia: Pitilu, Nova Irlanda, na Nova Caledônia, em honra da Deusa Kabo Mandalat. E como músicas, as mulheres da Nova Zelândia tocavam os instrumentos feitos com peles de animais em honra à Deusa Tarabanga, “a Sábia Mãe Primigênia”.

                                                                    Deusa Laka
 Na Oceania, como no resto do mundo, também se deu a revolução patriarcal, e os homens se apropiaram das funções femininas. Por exemplo, apropriaram-se das práticas que as Sacerdotisas realizavam nas cerimônias religiosas. Apropriação masculina que se codifica em mitos, como apropriação masculina de instrumentos musicais.

E apropriação existente em regiões tão afastadas como na Grécia, onde Apolo se apropriou da lira das sacerdotisas délicas e o Deus Pã se aproprió da flauta siringa da ninfa Syrinx (e a partir de então a siringa passa a ser denominada flauta de pã). Também se apropiaram dos instrumentos de música que as mulheres tocavam, em regiões americanas, onde os xinguanos amazônicos se apropriaram das flautas femininas.
O mesmo ocorreu na Colômbia, no Brasil, em regiões da Terra do Fogo e na Austrália, onde os homens se apoderaram dos bramadores, objetos que estavam, segundo Husain afirma: “Antigamente sob a custódia das mulheres, até que lhes foram arrebatados à força”.

Çatal Huyuk


Os estudantes esotéricos, gnósticos em particular, deveriam estudar mais detidamente uma sociedade que pode ser considerada iniciática e matrística: Çatal Hüyük.

Segundo os antropólogos , a mesopotâmia, vista como o berço das civilizações, possuía antecessores muito mais proeminentes em Çatal Huyuk, organizada sobre padrões sociais e sistemas de crenças totalmente diferentes daqueles que nos têm sido ensinado em que uma sociedade deve se estruturar.


    Çatal Huyuk, a Grande Deusa-Mãe ladeada por leopardos

Datada em cerca de 6700 a.C., Çatal Hüyük apresentava um refinado padrão tecnológico e cultural.
A cidade não apresenta fortes ou muralhas, o que presumivelmente não devia ser necessário, graças à sua postura pacífica.

Sua divindade máxima era a Grande Mãe de Tudo. Sua representação constava principalmente de uma mulher gorda e com grandes seios, ladeada por dois leopardos, como a que se vê na imagem ao lado.

Austrália


Na Austrália encontraram-se restos de uma antiga sociedade matriarcal, entre os habitantes das regiões do leste e do sul, enquanto no norte e no oeste eram patrilineares. As sociedades tasmanes (cuja população foi exterminada pelos ingleses e desapareceu por completo em 1876) e de outras regiões com cultura do Machado Cilíndrico, assim como nas tribos dos dieri e nos loritja da região de Vitória e de Nova Gales, tinham estrutura matriarcal, com forma de parentesco por linha materna.

Nessa sociedade as mulheres tinham grande importância e jogavam grande papel no terreno econômico: eram as que exclusivamente se dedicavam às tarefas de coleta de alimentos e a agricultura. A mulher podia exercer o cargo de chefes.

Também na Austrália, afirma Claude Lévi-Strauss: “As sociedades matrilineares têm uma distribuição meridional. Ocupam em massa o sudeste (sul de Queensland, Nova Gales do Sul, Vitória e o leste da província meridional, e também uma pequena zona costeira a sudoeste da província ocidental”.

Do que se deduz que alguns desses povos adorariam às duas Deusas Irmãs Gêmeas, Yirritja e Dhuwa, a Dualidade Criadora chamada Yuankaj, como Mães da humanidade: a Deusa Dhuwa, Mãe dos dhuwa (duwuae, uma das metades em que a comunidade está dividida) e a deusa Yirritja, Mãe dos yirritj (da metade giririta, ambas formam o todo, hermafroditas portanto).

Melanésia


O matriarcado nas ilhas que compõem a Melanésia era muito palpável. No arquipélago de Trobriand, da Nova Guiné. Segundo Lévi-Strauss: “A organização social dos indígenas das ilhas Trobriand, na Melanésia, caracteriza-se pela filiação matrilinear…”

Da mesma forma, manifesta-se Franz Mayr: “Apesar das pesquisas realizadas por Jones a Ortigues, a sociedade de Trobriand nos oferece como verificação concreta uma estrutura psicossocial matriarcalista; com efeito, a mãe e o que representa não somente é o centro da vida no nível mitológico e psíquico, mas também em nível socioeconômico, já que é o clã materno o depositário da herança e da comunicação, de modo que o pai não só não conta psicologicamente, senão tampouco social e economicamente.

A mulher, nessas sociedades ditas primitivas, tinha uma considerável participação na vida da comunidade, chegando até a ter um papel dominante nas atividades esconômicas, políticas, e especialmente nas mágicas e cerimoniais. A posição social das mulheres da região de Sepik era muito elevada, com um status alto.

Existiam mulheres com altos graus de chefia na Nova Guiné, que recibiam privilégios especiais por sua alta condição, incluindo de seus esposos, que eram de casta mais baixa. Na Nova Guiné são as indías papuas que fazem a cerâmica, cuidam do gado e a confecção dos totens, cuja arte era transferida da mãe para as filhas.

Na Nova Irlanda, na Nova Bretanha, no arquipélago de Bismarck e em inúmeros outros sítios o sistema matriarcal sempre foi predominante. Ainda hoje, em muitas dessas regiões, as mulheres realizam todas as funções relacionadas com a economia, enquanto os homens mascam ervas e se reúnem para papear.

E existiram mulheres guerreiras. Ralph Linton manifestava que presenciou condutas “pouco femininas” em mulheres tasmanianas e arapeshas. Dizia ele: “Entre os tasmanianos, por exemplo, a caça da foca era tarefa feminina… também caçavam gambá-comum, tendo para isso escalar árvores altas.

As mulheres arapesh, em geral, carregam fardos mais pesados que os homens pois sua cabeça é mais dura e forte”.

Entre os tiwi, da ilha Melville, perto da Austrália, Martin e Voorhies informam: “As mulheres, em troca, não somente recolhem plantas silvestres comestíveis e crustáceos como também caçam animais terrestres… Cada uma delas tinha os quatro elementos indispensáveis para a caça, que são um cachorro, um machado, um recipiente com tampa e um sistema portátil para a produção de fogo”.

Em todas essas culturas onde as mulheres lideram seu povo, predominam crenças míticas que consideram a humanidade como obra exclusiva da Mãe Ancestral.


 Como exemplo, nas Ilhas Salomão creem que a Deusa-Serpente Alada Katuibware é a Grande Criadora do gênero humano. Nas Ilhas Carolinas se crê que a Criação se deve à Deusa Ligoapup, nas Ilhas Marquesas são as Deusas Atanua e Tuli, nas Ilhas Marshall é a Deusa Loa, na Nova Guiné são as Deusas Aramemb e Jugumishanta, as deusas da Lua.


                                              Wata Mur, Suprema Deusa das Águas

 Na Nova Irlanda seus habitantes creem-se descender de uma Mãe Ancestral; para os habitantes da Ilha Malekula (perto de Vanuatu), e nas Novas Hébridas é a Deusa Wata Mur, a Grande Mãe Criadora de todas as raças humanas…

Devemos relembrar que  todas essas deidades são ao mesmo tempo representação do Eterno Feminino de Deus e Deidades (anjos, arcanjos etc.) que têm existência real nos Mundos Paralelos.

Polinésia


 Na Polinésia vivem costumes que nos faz supor a anterior presença de instituições matriarcais que impuseram um domínio de religiões que adoravam a Deus em sua forma materna. Muitas dessas ilhas foram habitadas pelos canacos, raça de origem malaia, naturais do arquipélago do Havaí, que ocuparam as ilhas Pomotu, Marquesas, Taiti, Nova Zelândia, Fiji, Tonga etc. e que eram adoradores de Pelé, a deusa polinésia havaiana do Fogo e dos Vulcões.

A sociedade da Ilha de Páscoa (Rapaiti) era de estrutura matriarcal com divisão do trabalho de forma que eram as mulheres vahinas que executavam o trabalho, enquanto os homens descansavam e pescavam somente aos sábados.

 Em outras ilhas polinésias, segundo lemos em Husain: “As mulheres desfrutaram de uma liberdade muito superior porque não estavam reprimidas, mas por outro lado, tiveram de jogar nas costas todas as cargas, já que os homens não podiam carregar nada nas costas”.

Também vemos uma hierarquia definida por e para mulheres em diversas regiões do mundo, cujas deidades superiores eram Mães Sagradas, como nas ilhas Fiji, Sandwich e Molucas (Mãe Ancestral Sakauno).

 Em concomitância com a estrutura matriarcal da sociedade, o panteão divino tinha como principal hierarquia um conjunto complexo de divindades femininas ou Mães da Humanidade. Na Ilha de Páscoa existiam as sacerdotisas chamadas nerus, conhecedoras dos mistérios mágicos kai-kai, ou canções e jogos sagrados.

E as tumu-ivi-atua, com poderes sobrenaturais que atuavam como profetisas e curandeiras, intermediárias entre a Deusa Hanua e a humanidade. A Grande Deusa Hine-Nui-Te-Po é a ancestral dos aborígines maoris. E a Deusa Hannarva, adorada pelos habitantes de Taiti, casada com seu irmão, foi a Mãe da raça humana.


(gnoseonline.org)

Magia do Gato


Magia do gato



Vamos agora conversar um pouco sobre os “Naguais”, assunto que pertence às velhas tradições do povo mexicano.
Chegam-me à memória múltiplos e extraordinários casos que merecem ser estudados.
Oaxaca sempre foi um povo de místicas lendas, as quais os esoteristas deveriam conhecer.
Uma criança, quando nasce, naquela região, é devidamente relacionada com os famosos Naguais.
Seja de noite ou de dia, os familiares farão um círculo com cinzas ao redor da casa.
 Disseram-nos que de manhã eles observam as pegadas que os animais do lugar deixaram nas cinzas.
Se os rastros correspondem, por exemplo, a uma raposa montanhesa, ela será o nagual da criança.
Se forem de qualquer outro animal da redondeza, será este o Nagual, o Elemental, do recém-nascido.
Passemos agora para os Naguais vegetais.
Desde os antigos tempos enterra-se o umbigo do recém-nascido junto com o rebento de uma árvore qualquer. Muitos eram enterrados aos pés de roseiras.



Obviamente, a árvore fica relacionada com a criança, crescendo ambas simultaneamente através do tempo. Saibam todos que o elemental da árvore pode ajudar à criatura com ele relacionada, em inúmeros aspectos da vida…
Vejam vocês que em Oaxaca essas tradições milenares não se perderam. Muitos nativos estão devidamente protegidos pelos elementais, aos quais foram vinculados no nascimento.
Os Naguais são elementais ideais quando os amamos realmente. Um Nagual extraordinário, sem sombra de dúvida, é o gato preto. Descreverei em seguida um experimento que fiz com esse animal:
Tínhamos em casa um pequeno gato preto. Propus-me a ganhar seu carinho e o consegui.
Certa noite, resolvi fazer uma experiência metafísica transcendental.
Deitado na cama, coloquei o inocente animal ao meu lado.
Relaxei o corpo de maneira certa e concentrei-me profundamente no felino, rogando-lhe para que me tirasse do corpo físico. A concentração foi longa e profunda e durou, possivelmente, uma hora, quando adormeci por algum tempo.
 Se repente, uma extraordinária surpresa! Aquela criatura aumentou de tamanho e transformou-se num gigante de enormes proporções, deitado à margem da cama. Toquei-o com a mão direita e pareceu-me de aço.

Seu rosto era negro como a noite e seu corpo irradiava eletricidade. O corpo tinha a mesma cor negra, mas abandonara a forma animalesca, assumindo compleição humana, com excessão do rosto que, ainda gigantesco, continuava sendo de gato. Foi uma coisa incrível, pela qual eu não esperava.
Fiquei muito espantado a ponto de o afugentar com a Conjuração dos Sete do sábio rei Salomão. Voltando ao meu estado normal notei, com surpresa, que aquela inocente criatura estava junto a mim outra vez em forma de gato.
No outro dia, andei muito preocupado pelas ruas da cidade. Achava que já tinha eliminado o medo de minha natureza e eis que o Nagual me pregara um tremendo susto. Entretanto, eu não queria perder aquela batalha.
Aguardei a noite seguinte para repetir o experimento. Coloquei novamente em minha cama o gatinho , à direita, como o fizera na noite anterior. Relaxei o corpo físico, não deixando nenhum músculo sob tensão. Depois, concentrei-me profundamente no felino, guardando no fundo do coração a intenção de não me assustar outra vez.
Soldado em estado de alerta não morre em tempo de guerra e eu já estava obviamente informado sobre o que previamente aconteceria. Portanto, o temor tinha sido eliminado de meu Interior.
Transcorrido aproximadamente uma hora, em profunda concentração, repetiu-se exatamente o mesmo fenômeno da noite anterior. O elemental do gao saiu do corpo para adquirir a gigantesca e terrível figura humana.

 Deitado em meu leito, olhei-o. Era verdadeiramente espantoso. Seu enorme corpo não cabia na cama. Suas pernas e pés sobravam em meu humilde leito. O que mais me assombrou foi que o elemental, ao abandonar seu corpo denso, pudesse materializar-se fisicamente, fazer-se visível e tangível aos meus sentidos, pois podia tocá-lo com minhas mãos físicas e seu corpo parecia de ferro.
 Podia vê-lo com meus olhos físicos. Sua face era espantosa. Dessa vez não tive medo. Propus-me a exercer completo controle sobre mim mesmo e o consegui. Falando com voz pausada e firme, exigi que o elemental me tirasse do corpo físico, dizendo: Gato, levanta-te desta cama. Imediatamente aquele gigante pôs-se de pé.


Continuei, então, ordenando: Tira-me do corpo físico e passa-me para o astral. Aquele extraordinário gigante respondeu-me com as seguintes palavras: Dá-me tuas mãos. Claro que levantei minhas mãos e o elemental aproveitou para pegá-las e me tirar do corpo físico.
 Aquele estranho ser era dotado de uma força incrível, mas irradiava amor e queria servir-me.
Assim são os elementais… De pé, no astral, tendo junto ao leito o misterioso ser por companheiro, tomei novamente a palavra para ordenar-lhe: Leva-me agora ao centro da Cidade de São Paulo.
 Siga-me, foi a resposta daquele colosso, que saiu de casa caminhando lentamente. Eu o acompanhei passo a passo. Andamos por diversos lugares da cidade, antes de chegarmos a uma praça, quando por ali nos detivemos por um momento. Era meia noite e eu ansiava dar um final feliz àquela experiência. Vi um grupo de homens conversando numa esquina.
Eles estavam no plano físico, portanto não me percebiam.
 Então, pensei em tornar-me visível diante deles. Dirigi-me ao gigante nagual e com voz suave, porém imperativa, dei-lhe nova ordem: passa-me agora ao mundo de três dimensões, o mundo físico.
 O Nagual pôs suas mãos sobre meus ombros, exercendo sobre eles certa pressão.
Senti que abandonava o astral e penetrava no físico.
Fiquei visível diante daquele grupo de homens, no lugar em que se encontravam.
Aproximando-me deles, perguntei: Senhores, que horas são? Passam trinta minutos da meia noite, respondeu um deles. Muito obrigado! Quero dizer-lhes que vim agora das regiões invisíveis e que resolvi me tornar visível diante de vocês. Palavras estranhas, não é verdade?
 Aqueles homens olharam-me surpresos. Em seguida, disse-lhes: Até logo, senhores; retorno de novo ao mundo invisível. Roguei ao elemental que me colocasse outra vez nas regiões suprassensíveis e imediatamente o elemental obedeceu.

 Ainda pude ver o assombro daquelas pessoas que tomadas de pavor afastaram-se apressadamente do local onde se encontravam. Novas ordens dadas ao elemental foram suficientes para que ele me trouxesse de regresso à minha casa. Ao penetrarmos no quarto, vi o misterioso ser perder seu descomunal tamanho e ingressar no pequeno corpo do felino que jazia no leito, precisamente pela glândula pineal, a qual situa-se na parte superior do cérebro. Fiz o mesmo. Coloquei meus pés astrais sobre a glândula citada e imediatamente senti-me no interior do corpo físico, que já despertava na cama.
Olhei o gato, fiz-lhe algumas carícias e agradeci, dizendo-lhe: Obrigado pelo serviço prestado.
Somos um agora!

A partir daquele momento, constatei como esses felinos podem tornar-se veículos ideais para todos os aspirantes à vida superior. Com esse tipo de Nagual, qualquer ocultista pode aprender a sair em astral, consciente e positivamente. Importa não ter medo, ser valoroso. Salientamos que para experimentos dessa natureza são requeridos gatos pretos. Muitos ignorantes ilustrados podem achar graça dessas declarações esotéricas, porém isso pouco importa. Estamos falando para pessoas espiritualmente elevadas, que anseiam o despertar da Consciência.



(gnoseonline.org)




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Bruxaria e Satanismo - Qual a diferença?


                            Bruxaria e Satanismo - Qual a Diferença?


  Com a multidão de informações erradas que circulam pela internet e outros meios de comunicação. Relatos de pessoas que disseram praticar as mais variadas formas de bruxaria e satanismo. A grande confusão desses modistas recém-convertidos em outras praticas religiosas, principalmente relacionados as denominações evangélicas.

Que afirmam ser ex-bruxos e ex-satanistas convertidos ao cristianismo evangélico.

O principal e grande erro é que, essas pessoas que hoje inundam a mídia com livros de ficção afirmando serem relatos verdadeiros, e que praticaram os mais diversos sacrifícios humanos desde de bebes, mulheres grávidas de gêmeos e pessoas sequestradas de igrejas cristãs. São o mais puro absurdo porque autores de livros que confessam em suas páginas os mais cruéis homicídios, mas não podem provar uma linha sequer de seus relatos imaginários.
Além de confessarem que nesses pseudo cultos satanistas, até a utilização de drogas alucinógenas era rotina.

Dentro desses relatos esquizofrênicos e paranoicos sobre efeitos de drogas, eles criam relatos que nem no mais incrível filme de terror Hollywoodiano, jamais foi cogitado.


Se houvesse somente a possibilidade de verdade desses relatos, no mínimo essas pessoas deveriam estar presas por vários delitos , principalmente os homicídios.

Já que confessam publicamente em seus livros , palestras e vídeos divulgados todos esses crimes.

Agora eu pergunto?

Se a polícia federal ou o governo desse crédito a esses tipo de relatos falsos e absurdos  eles não estariam atrás das grades da justiça?

Eles também afirmam que vice- presidentes, políticos importantes e vários artistas honrados, dignos e caridosos, são criminosos assassinos e satanistas!

Agora divulgam seus livros e sobem aos púlpitos das igrejas evangélicas, afirmando que todas essas história de sacrifícios satanistas, foram praticados por eles e são reais.

Se são reais, porque eles não provam nunca nada do que dizem?

Casas interligados por passagem secretas subterrâneas  cultos em fazendas fabulosas com descidas de vários helicópteros. Figurões do alto escalão governamental mundial entre eles. Até transformações em lobisomens, “licantropia” eles relatam!

 Agora qual pessoa racional, pode dar crédito a pessoas que divulgam tais absurdos? 
 Creio que é bem além do que duvidar da inteligência de todas as pessoas.

Outra grande confusão é que tanto para muitos praticantes de diversas vertentes religiosas, como para muitos chamados de ocultistas, eles se intitulam como bruxos e praticantes de bruxaria.

A bruxaria é uma religião primitiva nascida com os mesmos princípios do xamanismo, ou seja eram religiões que adoravam a terra como a simbologia da mãe de todos, e o céu como o pai de todos.


Veneravam as forças da natureza e festejavam os solstícios  a entrada e saída das estações do ano, as festas das colheitas e adoração aos primitivos cultos ancestrais.

É uma religião que não esta ligada ao cristianismo, islamismo ou ao judaísmo.

Por ser muito anterior a fundação desses cultos.

O Satã foi uma criatura formada dentro dos padrões religiosos dos cultos e crenças do judaísmo  cristianismo e islamismo. Como uma criatura em oposição aos feitos divinos.

O grande adversário deles!

A bruxaria não cultua e não acredita na figura de Satã que foi criada por eles.


Então porque insistem os fulanos em se designarem de bruxos?

Realmente não entendemos isso!

Ou melhor podemos supor que devido a “Caça as Bruxas Medieval”, e os filmes de terror Hollywoodiano que motivaram a imaginação fértil desses ditos bruxos e satanista.



Satanismo seria  ou é, uma doutrina com base em fundamentos cristãos que cultuam ou cultuariam o adversário deles! ( O cristianismo ou catolicismo).

Você pode encontrar na internet também essa definição:

O termo Satan, originou-se do judaísmo e se expandiu entre cristãos e seguidores do islamismo, chegando desse modo a disseminar-se entre diferentes culturas. Em hebraico o termo quer dizer adversário, opositor, se opondo, ir contra.

O termo satanismo foi utilizado pelas religiões abraâmicas para designar práticas religiosas que consideravam estar em oposição direta do Deus abraâmico ( o deus de Abraão).

Desse ponto partem a multidão de relatos confusos, esquizofrênicos e alucinados de missas negras, orgias com cadáveres e todo o absurdo que se encontram divulgados no meio dos cultos evangélicos.

  De pessoas que eram bruxos poderosos e seus poderes advinham de culto sacrificial do satanismo. Gente que tem rodado o mundo em pregações da conversão de suas vidas satânicas e infelizes ao evangelho. Com as alegações mais absurdas, e que nunca podem provar de forma alguma, porque vivem na paranoia coletiva do governo oculto do mundo.


Os iluminatis, os Maçons, os extraterrestres, os reptilianos, os membros do Clube de Bohemia e nessa linha de pensamentos extrapolam em seus delírios.

Revelam os segredos ocultos da maçonaria, você pode ir em um famoso site de “vídeos”, e vai estar tudo revelado em segredos em vários capítulos.


Se são segredos como podem estar em sites públicos? 
São segredos, como são encontrados em sequencias e por capítulos?
Você acredita em algum desses vídeos?

Desculpe, mas alguém esta lhe enganando e lucrando com produtoras de vídeos com isso. Histórias sensacionalistas secretas atraem milhões de curiosos expectadores.

É só mencionar, “Segredos Revelados”, todos correm para verificar!

O mesmo acontece quando você comenta um assunto com um amigo e diz que é segredo, para ele não comentar com ninguém.

Meu amigo pode ter certeza, breve todos saberão!

  A bruxaria não tem nenhuma ligação com o satanismo, fomos estigmatizados pela palavra bruxo com conotação negativa, devido a perseguição da igreja católica ao paganismo na Europa e em outros continentes.


Cultuamos outras divindades e as forças da natureza.

Não temos nada contra praticantes de satanismo, como não temos com qualquer praticante de outra religião.

Somente quero deixar bem claro, que a todos que praticam outra crença fora das judáicos e cristãs, eles dizem que são, ou lhes dão o titulo de bruxo.

Praticantes de culturas Afros, chamam de bruxos.

Praticantes de xamanismo, chamam de bruxos.

Praticantes de culturas induístas chamam de bruxos.

Parteiras rezadeiras, chamam de bruxas.

Pessoas feias e más, chamam de bruxas.

Espiritas, kardecistas e umbandistas, chamam de bruxos.


Qualquer rito ou ritual religioso fora do cristianismo, chamam de obras de bruxaria.

Ola! Pessoal!

Já sofremos muitos anos com a dita “Santa Inquisição da Idade das Trevas” e da ignorância humana, milhões de inocentes homens, mulheres e crianças foram assassinados, e ainda morrem por serem simplesmente nomeados de bruxos.



Bruxos não são satanistas e satanistas não são bruxos!



Entendido?

Quem se intitula ou é intitulado dessa forma, não tem noção do que afirma!

Cada crença no seu espaço, ninguém quer ter a sua fé deturpada ou estigmatizada de forma errônea.

Não adoramos o Diabo, nem sequer acreditamos nele!

É uma criação da mitologia judaico e cristã e de forma nenhuma tem bases em nossas crenças.

Quando você observar novamente alguém dando testemunho de ex-bruxo tio...alguma coisa ou ex-bruxo satanista.
Pare! E pense!

Uma coisa não tem ligação nenhuma com a outra, a não ser em mentes paranoicas. Primeiro nunca provam nada. Todas as provas somem em passes de mágicas e complexos sistemas de conspirações mundiais.

A paranoia da existência dos filhos do fogo ou o “Governo Oculto do Mundo” , esta engolindo muita gente, que aproveita essa onda, para divulgarem seus testemunhos e livros de ficção e ganhar muito dinheiro com isso!

  Os praticantes de bruxaria são pessoas sérias que trabalham, estudam, pagam impostos como todos, e possuem direitos assegurados de liberdade religiosa na constituição do Brasil, que é um país livre e democrático.


  Que amam e respeitam a vida e a natureza acima de todo principio, somente querem viver sua religião livre de preconceitos ridículos de pessoas que fazem relatos surtados e absurdos como ex-bruxos.

Respeitamos todos as religiões, todo mundo tem seu lugar, a liberdade deve ser respeitada, principalmente a religiosa.

Somente queremos que parem de confundir, e dar conotação negativa e pejorativa a palavra bruxo e a religião da bruxaria.

 O paganismo e a bruxaria vem crescendo no Brasil, o que é esforço de muitas pessoas sérias trabalhando em sua fé.


Já temos eventos no Brasil que se equiparam aos os maiores do mundo.

Quem no final dos tempos vai dizer quem esta certo ou errado ?
Ainda não sabemos! 

A única certeza que eu tenho, é que que toda religião acredita que somente a sua esta completamente certa, e todas as outras estão erradas, ou vivendo no engano do dito (Diabo).

Vamos assumir nossas culpas por erros e acertos, e parar de achar alguém ou alguma coisa para culpar pelos erros, que cometemos em nossas vidas e no mundo.

O homem ainda tem muito o que aprender a tolerância pelo diferente e pela diversidade, com certeza ainda não foi aprendido !

Vamos começar como respeito e conhecimento da religião do outro?


Ou pelo menos que seja um ponto de partida, para tentar!


Autor: Valdir Callegari




Vejam outro grande absurdo! Tortura e abandono de crianças! Por que?

Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas!



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

La Vechia Religione - Streghoneria - Bruxaria Italiana


 La Vechia Religione - A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que surgiram na Itália por volta de 1.000a.C. Como povos místicos e detentores de conhecimentos de ciências mágicas eles influenciaram muito a religião da Itália.

  Os povos Etruscos legaram túmulos magnificamente decorado e às vezes com preciosos tesouros, armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que acreditavam na vida após a morte e que os deuses, se fossem bem cultuados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida pós mortem.

  Os deuses ocupavam lugar de destaque na vida cotidiana dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a ideia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam lhes conceder. Os Etruscos deram aos italianos as bases de sua religião antiga e seus conhecimentos, que foram divulgados em todas as regiões da Itália.

  A chegada do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e o culto aos deuses antigos foi considerado ilegal. As sacerdotisas de Diana se refugiaram em vilarejos isolados, onde hoje se encontra o templo de Diana em ruínas, a Velha Religião foi conservada nessas áreas de camponeses e o sua tradição existe até hoje na Itália moderna.

  A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta ou agressiva como foi em outros países, as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e eram geralmente muito procuradas por seus talentos como parteiras, curandeiras e oráculistas.

  A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone, o termo Streghe serve para ambos os sexos. O coven de bruxos italianos é chamado de Boschetto. A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália.

  Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas norte americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças.

  Os Estados Unidos fica muito distante da Itália e em época passada, nos tempos primitivos os conhecimentos da Itália eram totalmente diferentes dos conhecimentos americanos, assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma ou darma, há tempos atrás, por que o conceito oriental místico esotérico só chegou na Itália neste século, portanto estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300 a.C.

  Como a Streghoneria italiana têm seus alicerces na vechia religione praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais.

  Na Itália existem quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.

  A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos como figas, sapos, cimaruta, talismãs, adivinhações com cartas, feitiços, os círculos mágicos é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras, ferraduras, pérolas, alfinetas, fitas vermelhas, sal e ervas secas.

  São muito importantes os laços familiares na bruxaria italiana e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. As mulheres mais velhas da família gradativamente vão transmitindo conhecimentos orais e vão observando quais são os dons despertos. Isto também acontecia entre os meninos que despertavam mais tarde para a magia do que as meninas.


Autor : Valdir Callegari