Stregheria,Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião ( Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Etruscos e Egeus. A Stregheria é uma Religião que é formada por diversos Clãs. (Tradições ou Familias), na maioria segue uma linhagem Hereditária e Oculta. O culto Streghe é diverso, mas segue principalmente os ensinamentos da Prima Streghe( Arádia ou Heródia).
A Deusa Diana e o Deus Cornifero Dianus Lucifero.



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Bruxo Callegari - TV Espelho Mágico

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Deus bíblico pode ser fusão de vários deuses pagãos

Personalidade e atributos de Javé são compartilhados com outras divindades do Oriente. Pesquisadores revelam que Javé, o grande personagem da bíblia, não foi visto sempre como um deus único.


Antes do livro sagrado, ele era só mais um entre muitas divindades.    
Pai celestial El, jovem guerreiro Baal e até 'senhora' Asherah teriam sido influências.
A afirmação pode soar desrespeitosa para judeus ou cristãos, mas não está muito longe da verdade: Javé, o Deus do Antigo Testamento, parece ter múltiplas personalidades. Para ser mais exato, especialistas que estudam os textos bíblicos, lêem antigas inscrições encontradas nos arredores de Israel ou escavam sítios arqueólogicos estão reconhecendo a influência conjunta de diversos deuses pagãos antigos no retrato de Javé traçado pela Bíblia.


 A idéia não é demonstrar que o Deus bíblico não passa de mais um personagem da mitologia. Os pesquisadores querem apenas entender como elementos comuns à cultura do antigo Oriente Próximo, e principalmente da região onde hoje ficam o estado de Israel, os territórios palestinos, o Líbano e a Síria, contribuíram para as idéias que os antigos israelitas tinham sobre os seres divinos. As conclusões ainda são preliminares, mas há bons indícios de que Javé é uma fusão entre um deus idoso e paternal e um jovem deus guerreiro, com pitadas de outras divindades – uma delas do sexo feminino.

O ponto de partida dessas análises é o fundo cultural comum entre o antigo povo de Israel e seus vizinhos e adversários, os cananeus (moradores da terra de Canaã, como era chamada a região entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo em tempos antigos).
 A Bíblia retrata os israelitas como um povo quase totalmente distinto dos cananeus, mas os dados arqueólogicos revelam profundas semelhanças de língua, costumes e cultura material – a língua de Canaã, por exemplo, era só um dialeto um pouco diferente do hebraico bíblico.


Memórias de Ugarit
Os cananeus não deixaram para trás uma herança literária tão rica quanto a Bíblia.

 
 
O Deus El de Ugarit
 
 
 El Elyon  
 
No entanto, poucos quilômetros ao norte de Canaã, na atual Síria, ficava a cidade-Estado de Ugarit, cuja língua e cultura eram praticamente idênticas às de seus primos do sul. Ugarit foi destruída por invasores bárbaros em 1200 a.C., mas os arqueólogos recuperaram numerosas inscrições da cidade, nas quais dá para entrever uma mitologia que apresenta semelhanças (e diferenças) impressionantes com as narrativas da Bíblia. “Por isso, Ugarit é uma parte importante do fundo cultural que, mais tarde, daria origem às tribos de Israel”, resume Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale (EUA).
    Uma das figuras mais proeminentes nesses textos é El – nome que quer dizer simplesmente “deus” nas antigas línguas da região, mas que também se refere a uma divindade específica, o patriarca, ou chefe de família, dos deuses. “Patriarca” é a palavra-chave: o El de Ugarit tem paralelos muito específicos com a figura de Deus durante o período patriarcal, retratado no livro do Gênesis e personificado pelos ancestrais dos israelitas: Abraão, Isaac e Jacó
 Nesses textos da Bíblia há, por exemplo, referências a El Shadday (literalmente “El da Montanha”, embora a expressão normalmente seja traduzida como “Deus Todo-Poderoso”), El Elyon (“Deus Altíssimo”) e El Olam (“Deus Eterno”).
O curioso é que, na mitologia ugarítica, El também é imaginado vivendo no alto de uma montanha e visto como um ancião sábio, de vida eterna.

Tal como os patriarcas bíblicos, El é uma espécie de nômade, vivendo numa versão divina da tenda dos beduínos; e, mais importante ainda, El tem uma relação especial com os chefes dos clãs, tal como Abraão, Isaac e Jacó: eles os protege e lhes promete uma descendência numerosa. Ora, a maior parte do livro do Gênesis é o relato da amizade de Deus com os patriarcas israelitas, guiando suas migrações e fazendo a promessa solene de transformar a descendência deles num povo “mais numeroso que as estrelas do céu”.
Israel ou “Israías”?
Outros dados, mais circunstanciais, traçam outros elos entre o Deus do Gênesis e El: num dos trechos aparentemente mais antigos do livro bíblico, Deus é chamado pelo epíteto poético de “Touro de Jacó” (frase às vezes traduzida como “Poderoso de Jacó”), enquanto a mitologia ugarítica compara El freqüentemente a um touro. Finalmente, o próprio nome do povo escolhido – Israel, originalmente dado como alcunha ao patriarca Jacó – carrega o elemento “-el”, lembra Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP).

“É o nome do deus cananeu, mais um indício de que Israel surge dentro de Canaã, por um processo gradual”, diz Silva. Ele argumenta que, se Javé fosse desde sempre a divindade dos israelitas, o nome desse povo seria “Israías”.
 Isso porque o elemento adaptado como “-ías” em português (algo como -yahu) era, em hebraico, uma forma contrata do nome “Javé”.
Curiosamente, o elemento se torna dominante nos chamados nomes teofóricos (ligados a uma divindade) dados a israelitas no período da monarquia, a partir dos séculos 10 a.C. e 9 a.C.

E esse nome (provavelmente Yahweh em hebraico; a sonoridade original foi obscurecida pelo costume de não pronunciar a palavra por respeito) é um enigma e tanto. As tradições bíblicas são um tanto contraditórias, mas pelo menos uma fonte das Escrituras afirma que Javé só deu a conhecer seu verdadeiro nome aos israelitas quando convocou Moisés para ser seu profeta e arrancar os descendentes de Jacó da escravidão no Egito. (A Moisés, Deus diz que apareceu a Abraão, Isaac e Jacó como “El Shadday”.)
O problema é que ninguém sabe qual a origem de Javé, o qual nunca parece ter sido uma divindade cananéia, exatamente como diz o autor bíblico.

Senhor do deserto
A esmagadora maioria dos arqueólogos e historiadores modernos não coloca suas fichas no Êxodo maciço de 600 mil israelitas (sem contar mulheres e crianças) do Egito, por dois motivos: a semelhança entre Israel e os cananeus e a falta de qualquer indício direto da fuga. Mas muitos supõem que um pequeno componente dos grupos que se juntaram para formar a nação israelita tenha sido formado por adoradores de Javé, que acabaram popularizando o culto. Quem seriam esses primeiros javistas?
Uma pista pode vir de alguns documentos egípcios, que os chamam de Shasu – algo como “nômades” ou “beduínos”.
“Duas ou três inscrições egípcias mencionam um lugar chamado 'Yhwh dos Shasu', o que, para alguns especialistas, parece ser 'Javé dos Shasu'.

Shasu
Talvez sim, talvez não. Não temos como saber ao certo”, diz Mark S. Smith, pesquisador da Universidade de Nova York e autor do livro “The Early History of God” (“A História Antiga de Deus”, ainda sem tradução para o português).

“É menos provável que o culto a Javé venha de dentro da Palestina e da Síria, e um pouco mais plausível que ele tenha se originado em certas regiões da Arábia”, diz Airton da Silva. Mark Smith lembra que algumas das passagens poéticas consideradas as mais antigas da Bíblia – nos livros dos Juízes e nos Salmos, por exemplo – referem-se ao “lar” de Javé em locais denominados “Teiman” ou “Paran”.
 Aparentemente, são áreas desérticas, apropriadas para a vida de nomadismo.

deus-monstro marinho Yamm
 
Baal era o deus da fertilidade e, associado à tempestade e à chuva, tinha lutas periódicas com Mot, senhor da seca e da morte. Nessa mitologia, Baal representava as forças ativas da vida, enquanto El estava associado à sabedoria e à prudência da maturidade.
 
“Muitos especialistas localizam essa região no que seria o noroeste da atual Arábia Saudita, ao sul da antiga Judá [parte mais meridional dos territórios israelitas]”, diz Smith.
Seja como for, quando Javé entra em cena com seu “nome oficial” durante o Êxodo bíblico, a impressão que se tem é que ele já absorveu boa parte das características de um outro deus cananeu: Baal (literalmente “senhor”, “mestre” e, em certos contextos, até “marido”), um guerreiro jovem e impetuoso que acabou assumindo, na mitologia de Ugarit e da Fenícia (atual Líbano), o papel de comando que era de El.

Indícios dessa nova “personalidade” de Deus surgem no fato de que, pela primeira vez na narrativa bíblica, Javé é visto como um guerreiro, destruindo os “carros de guerra e cavaleiros” do Faraó e, mais tarde, guiando as tribos de Israel à vitória durante a conquista da terra de Canaã. Tal como Baal, Javé é descrita como “cavalgando as nuvens” e “trovejando”. E, mais importante ainda, uma série de textos bíblicos falam de Deus impondo sua vontade contra os mares impetuosos (como no caso do Mar Vermelho, em que as águas engolem o exército egípcio por ordem divina) ou derrotando monstros marinhos.

Há aí uma série de semelhanças com a mitologia cananéia sobre Baal, o qual derrotou em combate o deus-monstro marinho Yamm (o nome quer dizer simplesmente “mar” em hebraico) ou “o Rio” personificado. Na mitologia do Oriente Próximo, as águas marinhas eram vistas como símbolos do caos primitivo, e por isso tinham de ser derrotadas e domadas pelos deuses.

Javé também é associado à chuva e à fertilidade da terra pelos antigos autores bíblicos – atributos que aparecem entre as funções de Baal.
  Há, porém, uma diferença importante entre os dois deuses: outra narrativa de Ugarit fala do assassinato de Baal pelas mãos de Mot, o deus da morte, e da ressurreição do jovem guerreiro – provavelmente uma representação mítica do ciclo das estações do ano, essencial para a agricultura, já que Baal era um deus que abençoava a lavoura.

O lado guerreiro de Javé é talvez o mais difícil de aceitar para a sensibilidade moderna: quando os israelitas realizam a conquista da terra de Canaã, a ordem dada por Deus é de simplesmente exterminar todos os habitantes, e às vezes até os animais (embora, em alguns casos, os homens de Israel recebam permissão para transformar as mulheres do inimigo em concubinas).

Textos de outra nação da área, os moabitas (habitantes de Moab, a leste do Jordão) ajudam a lançar luz sobre esse costume aparentemente bárbaro. Um monumento de pedra conhecido como a estela de Mesa (nome de um rei de Moab em meados do século 9 a.C.) fala, ironicamente, de uma guerra de Mesa com Israel na qual o rei moabita, por ordem de seu deus, Chemosh, decreta o herem, ou “interdito”.

Chemosh
 
 E o herem nada mais é que a execução de todos os prisioneiros inimigos como um ato sagrado. Tratava-se, portanto, de um elemento cultural de toda a região.
Lado feminino
Se a “múltipla personalidade” de Javé pode ser basicamente descrita como uma combinação de El e Baal, há uma influência mais sutil, mas também perceptível, de um elemento feminino: a deusa da fertilidade Asherah, originalmente a esposa de Baal na mitologia cananéia. Normalmente, Deus se comporta de forma masculina na Bíblia, e a linguagem utilizada para falar de sua relação com os israelitas é, muitas vezes, a de um marido (Deus) e a esposa (o povo de Israel).
Mas o livro bíblico dos Provérbios, bem como alguns outras fontes israelitas, apresenta a figura da Sabedoria personificada, uma espécie de “auxiliar” ou “primeira criatura” de Deus que o teria auxiliado na obra da criação do mundo.

                                                Antiga deus Asherah

Segundo o texto dos Provérbios, Deus “se deleita” com a Sabedoria e a usa para inspirar atos sábios nos seres humanos. Para muitos pesquisadores, a figura da Sabedoria incorpora aspectos da antiga deus Asherah na maneira como os antigos israelitas viam Deus, criando uma espécie de tensão: embora o próprio Deus não seja descrito como feminino, haveria uma complementaridade entre ele e sua principal auxiliar.

Reinaldo José Lopes
Do G1, em São Paulo

                                         Como Forjaram o Deus Cristão   

Os deuses, antes divinos, variados e humanos, deram lugar a um deus único.
Essa transformação, fruto de fatos históricos, estes anteriores à bíblia, promove Javé, de um deus simples e hierarquicamente inferior, a um deus total.
Mesmo no seu panteão ele não era o maioral. Pela compreensão histórica seria como um deus grego de baixa potência (Cupido), fosse promovido a um “Zeus”.
Nos primórdios da civilização os deuses eram as forças naturais.
Aqui se compara a infância dos deuses:
 
… Deus era uma criança. Uma não, muitas: um deus era chuva, outro o Sol, mais outro o trovão..os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam em cada rochedo, bosque, duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem a deus pra valer.
Segundo o autor, a espiritualidade é muito presente no instinto humano.
 A idéia de tentar prever fatos, de detectar as intenções pode se aplicar a fenômenos da natureza, como chuva, trovões, tormentas. Cada fenômeno de tão poderoso vem a ser, na idéia destes humanos primitivos, as ações e desejos das divindades escondidas.
 São o que consideram a “infância” dos deuses, comprovada por registros de mais de 30 mil anos.
São representações daquilo que veem: seres como humanos e animais. híbridos com corpo de um e cabeça de outro.
Esta representação só é abandonada quando os animais se tornam pouco importantes, ao se estabelecerem em locais, com o advento da agricultura há 10 mil anos, no Oriente Médio.
Apesar de manter o controle das forças naturais, com a sofisticação social da criação de cidades, a espiritualidade tomava outro rumo.Desta vez teríamos um culto mais focado na personalidade humana.Com a criação da escrita, a sofisticação aumentava.
O estilo da mitologia grega, de habitantes do olimpo tomava corpo.
Aí surge Javé. Como um deus que começou de baixo.
Era uma divindade dos desertos do Sul. Junto com seus pouco súditos chegaria à pulsante Canaã, domínio do deus El, o altíssimo. Ao lado do soberano, a mãe de divindades e homens, Asherah, senhora de tudo o que é fértil, e seu sucessor Baal, o deus que dava chuvas àquelas paisagens áridas…eles só não imaginavam que Javé tramava a destruição deles.
 
                                                    Asherah
Inscrições indicariam que Javé teria tido como companheira a deusa da fertilidade Asherah. Tese é polêmica; outros especialistas dizem que Deus só 'absorveu' atributos da deusa.
 
Pesquisadores de todas as áreas então, procuram por pistas da vida pregressa de Javé. Até na bíblia sugere a origem do Javé, nas terras de Teiman e Pairan.
Ainda, estudiosos veem por registros egípcios, “Javé dos Sashu”, que Javé era de fora, beduíno, um nômade. Teria vindo e se incorporado ao panteão cananeu.
 Registro arqueológicos da cidade de Ugarit, destruído em 1200 aC, dão a idéia de quais deuses existiam. Há o pai dos deuses e dos homens, o idoso, o bondoso, o barbudo El; sua esposa, Asherah, a filha Anat; o filho adotivo Baal, deus da guerra e da tempestade, que morre, ressuscita e derrota as divindades malignas Yamm (mar) e Mot ( a morte). veremos que o deus El guarda semelhanças nas promessas de farta descendências dos chefes tribais, com o mesmo desejo de Javé. Vemos então uma absorção, uma infiltração desse Javé beduíno no rol dos deuses destas tribos.
Devido a personalidade forte de Javé, construído na mitologia do personagem, começa a tomar o espaço das divindades dos antigos cananeus.
Um dos textos poéticos mais antigos até que a própria biblia, salmo 82, comenta sobre uma reunião de um conselho divino, para questões de importância.
Lá nesta Câmara dos deputados divinos, já faz referência a Javé como o deus total.
Ele simplesmente se rebela contra os outros e manda praga pros deuses reinantes, como que os condenando à morte. Historicamente é complicado prever em que momento Javé passa efetivamente a impor sua vontade perante os outros deuses, considerando a mitologia religiosa.
Acham que tem concordância com a consolidação de Israel como povo distindo dos demais Cananeus. Como fatalidade ao pensamento nacionalista dos judeus, que queriam unificação e identificação próprias, a escolha de um deus representaria a união, a unicidade.
Neste momento, há uma espécie de sincretismo de Javé com os deuses Baal e El.
Baal e Javé são associados a vulcões, tempestades, como guerreiros invencíveis que moram em montes. Baal em Zafon e Javé no Sinai.
Baal havia triunfado sobre o deus do mar, mas os textos da bíblia atribuem a Javé.
De qualquer forma, Javé usa o mar contra o inimigo do povo Hebreu, o faraó.
Então esse deus passa a se confundir com a própria história do povo de Israel. Definitivamente Javé toma o Trono que era do deus El.
Também dizem que tomou a mulher dele! Será que uma deusa pagã, atacada na Bíblia como uma das maiores inimigas do culto ao Deus verdadeiro, poderia ser, na verdade, a esposa Dele? De forma bastante simplificada, esse é um dos principais debates que dividem os historiadores da religião do antigo Israel nos últimos tempos. Inscrições misteriosas, pequenas estatuetas de cerâmica e o próprio texto da Bíblia indicariam que a deusa em questão, conhecida como Asherah, não teria sido adorada como rival de Javé, o Deus judaico-cristão, mas sim como sua companheira.
 

                                                             Asherah (acima)
A última resitência da antiga assembléia divina parte de Baal. Sem pestanejar, Javé o elimina. Asherah tem o mesmo destino trágico. Daqui por diante ele estará sozinho nos céus. E alcança a serenidade. Hora de fazer as pazes com a humanidade. E um sacrifício.
 Agora Javé goza de poder e glória.

Então, numa reforma instituída por Josias (649 – 609 a C), rei de Judá, fica historicamente marcada a virada pra Deus Único.
A Nação das tribos de Canaã tinha sido dividida em dois reinos: de Judá e de Israel. Como israel tinha sido conquistado pelos Assírios, Josias como rei de Judá, desejando a unificação sob a religião, adotou o deus único Javé e por decreto passou a destruir altares de outras divindades, como El, Baal, Asherah.
 Essa expulsão definitiva de Baal explica o episódio do bezerro de ouro durante a passagem dos Israelitas pelo deserto. Foi a própria invenção do monoteísmo.
Compara-se tal feito histórico da espiritualidade com a adoção, pelo imperador Constantino, do cristianismo como religião oficial, anos mais tarde.
Agora o deus adotado por Roma não é mais dos israelitas, mas da humanidade inteira. Para os crentes, ele criou o mundo, o homem.
Andou meio catastrófico no Antigo Testamento, mandando pragas, enviando castigos, até matar quase toda a humanidade.
O guerreiro Javé vai se tranformando na entidade transcendental como vemos.
Sua divinização é completada com a reencarnação em Jesus.
 
 
Em vez de pragas, ira, dilúvios ele resolve livrar a humanidade, sacrificando-se.
Aí fica mais bonzinho, sua ira é amenizada, aplacada.
Porém, continua no mundo ilusório da espiritualidade e mitologia.
Lá sobrevive mesmo com as contradições e impossibilidades.
Chegamos a concluir que o deus judaico-cristão é uma criação de uma vontade de um povo do deserto, por questões históricas e eventuais, de unificar seu reino, projetando a vontade na mitologia salvadora. Nada existe de extraordinário e inédito nisso.
Foi apenas mais um deus no mundo das divindades, assimilando toda uma gama de poderes de outros deuses, constantes do sincretismo e absorção da cultura vigente.
Em algum momento, antes destes povos do deserto, Javé não existia.
Também como nunca existiu em civilizações mais antigas e de outras regiões.
Este deus é tão específico da região que nos ensinamentos claramente falam que o povo escolhido é o da Palestina.
Por questões históricas, de conquistas, eventuais, este deus foi parar na cultura de muitos povos e hoje toma-se como único.
Querubins
O detalhe mais significativo do objeto para os estudiosos modernos, porém, talvez seja o de dois personagens misteriosos cujas imagens encimavam a tampa da Arca.


São os dois querubins  criaturas que, na tradição posterior, são retratados como anjos, mas que na verdade lembram mais esfinges, com corpo de leão ou touro, asas de águia e cabeça humana, como se pode ver na fotografia.


Seu deus é para o povo do deserto, mesmo que se trate do âmbito Iconográfico. fantasia!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Os animais tem consciência!


Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Leia mais: Entenda o manifesto que afirma a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e até polvos.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.
É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.
Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.
Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais?
Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.
Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.
As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.
O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo.
O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida.
 Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: Veja Ciência

O homem nunca pisou na Lua?



Há quem afirme de pés juntos que a conquista do nosso satélite foi mais uma farsa do Governo Americano e dirigida por ninguém menos que o cineasta "Stanley Kubrick"!
por: Alexandre Petillo
Esqueça tudo o que lhe ensinaram na escola: o homem nunca pisou na Lua.
A célebre imagem da nave americana pousando em nosso satélite no dia 20 de julho de 1969, o passo em câmera lenta de Neil Armstrong, a bandeira do Tio Sam fincada no solo lunar...
Tudo isso foi encenado em um Estúdio de TV no Estado de Nevada, nos Estados Unidos.
Para ganhar contornos ainda mais espetaculares, as filmagens foram dirigidas por ninguém menos que o cineasta "Stanley Kubrick".
É o que muitos defendem, e também simpatizantes do socialismo soviético.
O que dá na mesma. Essa tese também é defendida pelo escritor "Bill Kaysing" em seu livro We Never Went to the Moon (“Nunca Fomos à Lua”).
Segundo Kaysing, a Nasa, agência espacial americana, (não tinha tecnologia para colocar o homem na Lua em 1969). Mas precisava fazer isso de qualquer maneira. Tudo porque, em Abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin conseguira entrar para a história como o primeiro homem a viajar pelo espaço.
Para não ficar atrás, o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, fez uma promessa: até o final da década, o país mandaria astronautas para a Lua.
Mas a década de 60 chegou ao fim e os americanos ainda não tinham tecnologia para chegar lá.
 Por isso, a Apollo 11 realmente foi lançada – mas pousou no Pólo Sul.
Os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins foram levados secretamente a um estúdio de TV e encenaram a conquista da Lua.
Veja a seguir alguns indícios do embuste.

MUITO SUSPEITO!!!
• Não se viam estrelas no céu. Ora, se não existe atmosfera na Lua, as estrelas deveriam ser visíveis.
• Não apareceu nenhuma cratera, e todo mundo sabe que a Lua está cheia delas.
• As sombras dos astronautas no chão não eram paralelas, como se existissem duas fontes de luz,  mas é sabido que só existe uma, o Sol.
Outro indício de fraude é que, no momento da aterrissagem (o certo seria “alunissagem”, mas quem garante?), a câmera não balançou nem um pouco, mesmo estando posicionada perto de uma poderosa turbina. Sabe por quê? Simples: a câmera foi manuseada pelo cineasta americano Stanley Kubrick, que em meados de 1968 finalizara o filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço e dominava a técnica necessária para esse tipo de produção.
Mas as teorias conspiratórias não acabam por aí. O engenheiro nuclear Willian Brian II diz que, sim, nós pisamos na Lua. Mas só chegamos lá a bordo de uma nave antigravidade, copiada de um Ovni capturado pelos Estados Unidos. “Se a Nasa admitir que a Lua tem gravidade, terá que explicar a técnica de propulsão que possibilitou a viagem e, aí, certamente, terá que divulgar que o governo capturou e pesquisou discos voadores e que, portanto, a ciência já domina novas formas de energia”, afirma o engenheiro nuclear.
 Conspirólogos questionam também o fato de os americanos terem conseguido transmitir toda a conquista da Lua em tempo real – e de os astronautas terem feito uma ligação telefônica direta com o então presidente Richard Nixon.
Outra gafe histórica seria o fato de o vídeo exibir a bandeira americana tremulando, já que na Lua não existe vento e, sim, vácuo.
Para completar, os conspirólogos questionam: por que, desde Apollo 17, em 1972, o homem nunca mais voltou à Lua? Por que outros países nunca se arriscaram a pisar no satélite?
De fato, são perguntas que teimam em não calar.
"Revista Super Interessante"

Um vídeo VERDADEIRO que "escapou" da NASA onde a farsa da filmagem é bem clara! 
A FARSA...














sábado, 28 de julho de 2012

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E O OCULTISMO?



Vejam só!
Quem nunca foi em uma manhã de domingo, bem cedo acordado pelas testemunhas de Jeová?
A intenção maior é vender a revistinha...óbivio. Eu mesmo moro em um chácara na zona rural e logo que mudei, em um domingo ao raiar do sol, ouço pessoas batendo no portão. Fui verificar...e lá estavam eles! Que surpresa!!!
Nem o carteiro encontra o endereço aqui de casa.
Você quer ser educado e despacha-los com dignidade, mas naquele dia eu fui bem claro!
Eu sou ocultista, pratico bruxaria e não estou afim de ouvir a pregação de vocês, e muito menos comprar seus livrinhos!
Agora o mais interessante é que pesquisando descobri que o "Fundador das Testemunhas de Jeová" era um "OCULTISTA" e Franco-maçom! Sr. Charles Taze Russel (1852-1916).

Em Novembro de 1913, Russell proferiu outro discurso - não em uma congregação (ou'eclésia', como chamavam-na) - mas na sede maçônica de Pasadena California , no qual emitiu as enigmáticas palavras:
"Estou muito contente em ter esta oportunidade particular de dizer umas palavras sobre algumas coisas de comum acordo com nossos amigos maçons, pois estamos falando em um edifício consagrado à Maçonaria, e porque, ademais, nós também somos maçons. Eu sou um Franco-maçom livre e aceito... Eu creio que todos somos... Não vou falar nada contra a maçonaria... De fato, alguns de meus melhores amigos são maçons e eu reconheço que há certas verdades preciosas que são sustentadas em parte por nossos amigos maçons."
Raymond Franz, ex-membro do corpo governante das Testemunhas de Jeová, menciona - em sua obra In Search of Christhian Freedom. Em Busca de Liberdade Cristã (1999), pg. 274 e 275  um curioso incidente relacionado com esse edifício:
"Eu me recordo que quando a "Sociedade Torre de Vigia" adquiriu um antigo cinema em Queens, New York, para uso como salão de assembléias, o cinema era cheio de antigos motivos egípcios... Quando a Sociedade restaurou o prédio, todos esses itens permaneceram intocados... Após alguns anos, uma irmã da República Dominicana... ficou chocada com os símbolos pagãos e expressou-me seu desapontamento, dizendo que ela nunca teria aprendido o significado dessas coisas se não fosse das próprias publicações da Sociedade... Eu me senti obrigado a escrever para o Presidente Knorr...Ele veio ao meu escritório e discutiu a matéria, dizendo que eram simples decorações... eu disse a ele que... nós tínhamos a obrigação de nos preocupar com o efeito adverso sobre outros, pois, se nós estabelecemos um padrão específico para as pessoas, então elas têm o direito de esperar que nós próprios vivamos segundo ele... Como eu já tinha percebido em tantos casos, os estridentes apelos às Testemunhas 'nas fileiras' , subitamente, tornavam-se capazes de grande afrouxamento quando os interesses da própria organização estavam envolvidos."
Resumindo meus amigos, estamos em casa com eles, e creio que a maioria não tem conhecimento de sua fundação ocultista! O Túmulo do S. Charles Taze Russel é esse da imagem, e pequeno detalhe...uma pirâmide cheia de simbolos ocultistas! Será que que agora, poderemos descansar até mais tarde aos domingos?

Autor:Valdir Callegari

sexta-feira, 20 de julho de 2012

TV MUNDI-PROGRAMA ENIGMAS ENTREVISTA - CALLEGARI

Neste programa, Cris De Paschoal e Cathya Gaya, entrevistam o tarólogo e bruxo, Callegari, aonde abordam diversos assuntos sobre os Elementais, Fadas e Elfos.



 Callegari aborda temas sobre os seres elementais, fadas e elfos.
Um breve resumo da mitologia e história desse incriveis seres, que trabalham para o funcionamento da natureza e do universo. Com o programa Enigmas, que já foi preniado por mais de meio milhão de acessos até o momento. Com as glamourosas, Cris de Paschoal e Cathya Gaya, uma entrevista simplesmente "deliciosa". ASSISTA!

domingo, 8 de julho de 2012

O Culto a Figura Fálica ((latim phallus, -i, do grego phallós, -oû) Representação do pénis, como símbolo da fecundidade da natureza.

Falo
(latim phallus, -i, do grego phallós, -oû)


Representação do .pênis, como símbolo da fecundidade da natureza.
[Anatomia] O mesmo que .- pênis.


Sobre a observação em comentários do receio da "figura fálica" o Falo, Pênis, Pinto etc...
Para os pagãos isso é natural os gregos cultuavam o "falo," assim como algumas tradições dos Celtas e Nórdicos. Os africanos o cultuam através do Orixá Exú no seu símbolo fálico o ogó .
Até mesmo no Japão existem grandes festivais dedicados a adoração do "falo".
O Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, na cidade de Kawasaki, na Grande Tóquio que acreditam no culto ao órgão, que é reverenciado como se fosse algo divino.


Então moças, senhoras e senhores, não tenham medo do falo, ele é "Sagrado" é a representação da virilidade e fertilidade do Deus.


Nas diversas vertentes da bruxaria também existe o culto ao "falo sagrado".
Na radicael faerie wicca, que é uma vertente de tradição de fadas, onde somente se aceitam membros gays. E na versão Homoteose, do grego 'Homotheosis' ("Homo-Divinização").


Os deuses pagãos como Pan, Freyr, Cernunnos, Dionisius, Apolo (que era bissexual), na maioria de suas representações estão nus e de falo ereto!


Símbolo de força e virilidade.
Os homens tem em si a representação mais forte do Deus e sua energia em seus falos.
Assim como as mulheres em suas vaginas, visto muitas imagens da Deusa, também apresentam figuras com enormes vaginas, representando seu grande poder gerador de vida!
O falo é a virilidade, fertilização, é a energia pólo positiva.
A vagina é grande força geradora da vida, energia pólo negativa.
Os órgão sexuais são sagrados!


Não sejamos púdicos como os povos monoteístas, que escondem lindos corpos femininos em burcas e os masculinos em longas camisolas.
E neguemos a mutilação dos clitóris das meninas em cultos africanos e indianos e mulçumanos, para negarem a mulher o prazer, e sabemos que muitas morrem em choque pela dor e por infecções.
Amemos os "Falos" de todas as formas e tamanhos (de preferência os maiores), assim como as "Vaginas", pois são o" Deus e a Deusa" em nossos corpos!

By Callegari

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rituais de Bruxaria


 A maioria das pessoas quando houvem a simples menção de Ritual de Bruxaria, imaginam sacrifícios de humanos e de animais, coisas horrendas, sapos fervidos em caldeirões, o típico do imaginário coletivo, concedido pelo estereótipo clássico da idade média, e a perseguição as antigas religiões pagãs. Um ritual de bruxaria é uma comemoração aos ciclos sazonais da natureza e aos princípios religiosos de cada vertente da bruxaria, que consiste hoje em diversas tradições provindas de todas as partes do mundo, desde seu culto xamanico ancestral. A mídia sensacionalista trata os ritos de bruxaria, todos da mesma forma, ou seja como ritos Satânicos. Bruxaria e Satanismo são muito diferentes já que o bruxo(a) não acredita ou cultua a figura do Diabo ou Satã, que são exclusividade de crenças Cristãs, Judaicas e Islâmicas. Os povos pagãos adoravam a forma do Deus Cornuto, ou Deus Cornífero e a Deusa Mãe, que hoje é cultuada pelos católicos no sincretismo na figura da Virgem Maria.

 A bruxaria para alguns é a antiga religião pagã, para outros uma filosofia de vida e ainda outros, a tem como uma grande arte, repleta de conhecimentos ocultistas. O próprio ocultismo começou a ser traçado a milênios, para desvendar o que o homem não entendia das forças da natureza , além das ciências da física, matemática, astrologia, evolução das espécies e cosmologia. O Ocultismo veio através de símbolos, sinais e ritos desvendar o que os cientistas do passado haviam descoberto. Porque poucos estavam preparados, para entender como as forças da terra e do universo funcionavam. Questionar os princípios primitivos errôneos, como Galileu Galilei fez, ou mesmo Leonardo da Vinci, era o mesmo que pedir sua condenação de morte. Vivemos a centenas de anos da inquisição medieval, mas ainda sofremos pela ignorância sobre uma arte, filosofia ou religião chamada de bruxaria. A bruxaria e os bruxos de hoje, não tem mais medo de mostrar seus rostos ou mostrar em aberto seus rituais. Porque nada mais fazemos além de celebrar a honra dos ancestrais e deuses antigos, reverenciar a Mãe Terra Gaia, como um ser vivo, ao qual nós fazemos parte.


 O grande crescimento de falsas religiões que se denominam evangélicas, e seus explícitos escândalos morais e financeiros, estão cada vez mais presentes no dia a dia da mídia, do que qualquer caso que possa ser errôneamente classificado como ato em Ritual de Bruxaria. A bruxaria vem crescendo por que milhares de pessoas estão descontentes, com o comércio e estelionato que as religiões e igrejas se tornaram (não generalizo, pois toda regra tem excessões). Devoram ao povo como se devorassem pão. Esses sim, são os verdadeiros lobos em peles de cordeiro. Resolverão todos os problemas de sua vida, desde que você pague, e pague tudo que possua. Até crianças são induzidas por pastores a vender seus próprios brinquedos, para pagar uma suposta bençãos divinas  por seus pais.
A hipnose coletiva, a histeria em massa provocada pela epifania religiosa, apanha cada vez mais inocentes e incautos em seus inúmeros laços.


 Livros revelando uma grande conspiração Satânica , contra a humanidade e relatos mais que mentirosos de pseudos e falsos ex-bruxos, estão se multiplicando nas livrarias, porque são da mais absoluta ficção, sendo que nenhum deles, nunca conseguiu provar uma linha sequer, das atrocidades que dizem ter feito ou vivenciado no seu dito mundo da bruxaria e do Satanismo.
 Confessam inúmeros crimes, mas nenhum deles pode ser provado. Estranho não?
 Alguém que confesso, escreve que cometia vários rituais Satânicos de sacrifícios humanos.
 E não é se quer investigado pela justiça? E esses livros não são publicados como obras de ficção, mas como relatos verdadeiros de seus escritores. Agora questiono a você? Se algum desses livros fossem realmente relatos verdadeiros, não deveriam essas pessoas estarem presas, e respondendo por seus crimes? O livro "Filhos do Fogo" do autor "Daniel Mastral", é o exemplo mais clássico do besteirol sobre bruxaria e satanismo que possa existir!


 Aqui nós bruxos praticantes da verdadeira arte, reafirmamos nosso ponto de vista e filosofia da bruxaria, como a comunhão com todas as forças da natureza e suas formas criadoras, com o Deus e a Deusa.
 Que é uma religiosidade que nasceu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda possuía a fé mais pura, e o amor mais verdadeiro.


Autor: Valdir Callegari

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.

Nicnevin ou Nicnevan , é uma Rainha das Fadas no folclore escocês.


 Em 1585 esse nome foi aparentemente utilizado por uma mulher condenada à morte por bruxaria.
É uma palavra escocesa do norte inglês que significa "antigo "que é, ou conectado , a palavra Old Norse Kerling (mesmo significado) .
 Sendo então uma fada muito antiga, que pode ter sido cultuada sob outras formas.
 Ela é bela porém, seu aspecto lembra muito "Morrigan" em forma mais selvagem.
 Seu cajado possue, penduricalhos como crânios de passáros, várias nozês, sementes coloridas e bolotas de carvalho. Sua roupa é em tons de verde escuro e marrom, com  e um manto com penas de corvos. Seus cabelos sempre estão em movimento, como se tivessem vida própria e sua pele tem um leve tom de azul escuro.
 Ela foi  por muitas vezes, considerada como uma feiticeira da floresta, ou uma figura menos conhecida da mitologia de fadas.
 Na tradição de fadas "Habundia" da Escócia é mais conhecida, e seu perfil tem uma visão obscura. Alguns relatos chegam a liga-la mais ao domínio dos ogros, trolls e duendes ou "Rainha dos Goblins".
Sir Walter Scott (historiador) a relatava ... como uma fada que muitas vezês podería aparecer na forma de gigante, e provocava terríveis tempestades. 
 Esta Rainha de Fadas em todos os aspectos é o reverso da Mab ou Titânia , foi chamada "Nicneven" e então misturada ao sistema de fé dos celtas e godos.
 Sería mais uma "Rainhas das Fadas" nas energias em formas de "Dark Faeries" ( fadas da escuridão).
O grande poeta escocês "Dunbar" fez uma vívida descrição desta Fada, senhora ligada as (fadas, nomeadamente), bruxas, ogros e duendes, também, regente na véspera do Sanhaim
 Ou seja uma fada ligada a energia dos mortos e dos ancestrais.


 Na Itália há relatos de bruxas em rituais, onde sob as ordens de Diana ou Herodias,  cultuavam a energia dessa criatura mágica, porém a streghoneria era mais voltada a crença de fadas mais simples, como espiritos dos mortos, principalmente de crianças, que acreditavam poderem retornar em formas de fadas (fantasmas).




Referências:
 William Edward Brockett, E. Charnley, 1846, página 203 4. ^ Dicionário Etimológico Um da Língua escocesa: Ilustrando as palavras em suas significações diferentes, exemplos de escritores antigos e modernos, um volume por John Jamieson, Impresso na Imprensa da Universidade de W. Creech, 1808, página. 374 5. ^ A Dictionary of North Dialeto Oriente por Bill Griffiths, Northumbria University Press, 2005, ISBN 1904794165, 9781904794165, pág. 28 6. ^ Escandinavo Empréstimo de Palavras em Inglês Médio, Parte 1 por Erik Bjorkman, BiblioBazaar, LLC, 2008, ISBN 0559153686, 9780559153686, página 142 7. ^ Joseph Mallord William Turner, ed., As obras poéticas de Sir Walter Scott (Robert Cadell, 1833), v Pp. 2. 279-280. 8. ^ Katharine Briggs, Um Dicionário de Fadas (Penguin, 1977, ISBN 0140047530), p. 310 9. ^ Sir Walter Scott, Cartas sobre Demonologia e Bruxaria (1831), cap, 4 10. ^ James Miller, do Baldred St. Bass: uma lenda picta. O cerco de Berwick: uma tragédia: com outros poemas e baladas, fundamentado nas tradições locais de East Lothian e Berwickshire (Oliver & Boyd, 1824), p. 267 11. ^ David Laing, William Hazlitt Carew, a poesia popular no início da Escócia e da fronteira norte (Reeves e Turner, 1895), p. 18 12. ^ Briggs, acima, p. 213

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Origem da Bruxaria


Origens da Bruxaria


Desde os primeiros dias da vida humana neste planeta, homens e mulheres maravilham-se em face dos inúmeros mistérios da vida e renderam-lhes culto. Na antigüidade as pessoas oravam para as forças da natureza, como o sol, a lua , o fogo, a água e o vento. Foi nesta época que a bruxaria teve sua origem. A Terra era homenageada como criadora da vida, como a Mãe terra, uma fonte de poder, feminina, grandiosa e energética.
De acordo com as lendas e algumas formas de estudo, a Bruxaria nasceu há mais de 35 mil
anos
, quando a temperatura da Europa começou a cair e grandes lençóis de gelo lentamente
avançaram rumo ao sul. Quando o gelo recuou, os que permaneceram na Europa
dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Os povos isolados se
uniram em vilas, onde xamãs e sacerdotisas organizaram os primeiros covens,
profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal.

Nas primeiras religiões que surgem, verifica-se uma integração com a criação assim como
um respeito pela Terra. Como participantes na corrente da criação, os nossos ancestrais
acreditavam que os grandes mistérios da vida eram mistérios da transformação: elas
nascem, crescem, morrem e renascem.




 Neste momento a importância da mulher na vida da comunidade não podia ser negada. Só
ela tinha o poder de gerar e nutrir a vida, assim como sangrar com as fases da lua sem
morrer, inspirando temor e reverência. A mulher refletia as mudanças cíclicas paralelas às
mudanças sazonais da Terra e às fases da lua. As mais antigas obras de arte que representam
figuras humanas são de Mães grávidas e datam de 35.000 a 10.000 a . c .
Por suas posições em
lugares sagrados e em sepulturas, tais estatuetas, representavam algo sagrado. Os órgãos
femininos em destaques eram claramente
“Fontes de Vida”.


 A ligação entre a mulher e a Terra era vista ainda nos sepultamentos simbólicos, onde os
mortos eram cobertos com tinta vermelha para que literalmente voltassem ao útero da Mãe e assim completar o ciclo da vida. O culto a Grande Deusa Mãe, para aquela antiga religião,
era de êxtase e suas características eram exemplos vivos da integração de corpo e mente,
espirito e matéria .



 Data-se também uma sociedade matrifocal que pode Ter tido, na verdade, as características
de uma idade de ouro, simplesmente porque havia uma vinculação primaria entre filhos e
Mães. Nesta natureza sacrossanta toda a vida teria sido realçada e o comportamento
destrutivo e violento desencorajado.

 Porém o passar dos séculos, trouxe o surgimento e o crescimento das religiões orientais e
com elas o conceito da “Deusa” desapareceu. Contudo algumas pessoas continuaram
acreditando nas Deusas da natureza. As guerras e sistemas militantes, liderados por homens
elevaram o conceito do “Deus “único e opressor . O papel da mulher na sociedade havia
mudado, e as mulheres tinham uma posição de subserviência. Eram na maioria donas de
casa, curandeiras da sociedade, manipuladoras dos remédios para doentes e parteiras.



 Muitas ainda praticavam os rituais que honravam a antiga Deusa Mãe, o respeito à terra e o         
conhecimento que tinham da medicina holística. Mas aparentemente incrédulas nas
religiões orientais, estavam sendo rotuladas como pagãs e por muitas vezes eram temidas e
foram chamadas de Bruxas em sentido negativo.

Há muitas conotações negativas e mitos sobre a palavra Bruxa, mas a origem de sua
terminologia, nos revela um antigo termo para a velha religião: Wicca.  Há também varias
interpretações para esta palavra, para alguns ela significa “obra dos sábios “, já para outros
significava dobrar ou moldar. Porém seu significado original vem do anglo-saxão que é torcer
e dobrar
, como se faz com um canudo. Alguns ainda acreditavam que era a capacidade de
aglutinar e moldar as forças desconhecidas da natureza, entre outras palavras
significava também magia ou bruxaria.
 Para os Bruxos a magia é uma força poderosa assim como seus rituais são fundamentaispara a religião das bruxas. O ano para elas é dividido entre 8 partes iguais , chamados de Sabás das Bruxas.
Por diversas vezes , a Bruxaria , ou a Bruxaria Moderna, criada por "Geral B. Gardner" em meados dos anos "quarenta" como a wicca , tem sido confundida com satanismo . No satanismo as pessoas se opõem à visão convencional do divino e adoram um Satã ligado as tradicições monoteísta! Judaísmo, Islamismo e Cristianismo",o diabo é uma invenção ou crença, dessas religiões e não pertence as crenças da bruxaria ou da wicca. Na Bruxaria temos um pensamento espiritual que não esta ligado ao mal, a malícia e a iniquidade, aliás um de seus princípios é “faça o que desejar , desde que não prejudique ninguém”. O céu e o inferno não fazem parte da religião das bruxas, pois elas acreditam em diferentes tipos de reencarnação. E em outros mundos espirituais, para transformação, recompensas e não em martírios infernais.
Em uma ultima análise sobre a filosofia da Bruxaria é de que a vida é divina e que o nosso
destino está sendo seguido aqui e agora. A força da bruxaria é a força natural da terra e do universo.
 Muitos consideram a Bruxaria como uma filosofia de vida, outros como uma religião. Outros negam a religiosidade da bruxaria,e batem na tecla da "nomenclatura" afirmando somente o sentido literal da palavra em "religare", pura e simplesmente. Qual a definição de religião na verdade, não podemos afirmar, pelas muitas opniões e textos que se manipularam por mãos humanas, e a ação da política das religiões, mas creio que o ponto fundamental de se definir uma religião é:
RELIGIÃO: culto prestado à divindade; crença na existência de uma ou mais forças sobrenaturais;fé;
reverência às coisas sagradas;observância dos preceitos religiosos;doutrina, sistema religioso;ordem religiosa.
Se a sua escolha da bruxaria se encaixa em algumas dessas definições, creio que ela é uma religião? Deixo aqui esta definição ao seu livre arbitreo.
Blessed be, a todos os bruxos e bruxas das mais diferentes tradições, ou não!

A Bruxaria na África

Bruxaria Africana:

  A bruxaria não é, e não era, um termo somente usado na "Europa", mas é difundido com as suas variações culturais pelo mundo. Na Africa a bruxaria é muito popular e é a base das práticas religiosas derivadas da Africa central e das origens africanas ocidentais. A bruxaria africana pode ser considerada a mãe de uma multidão de outras práticas de bruxaria. Como existem várias vertentes da bruxaria africana temos alguns exemplos como; Palo,Voodoo, Santeria Candomblé e outras. A bruxaria africana além da nação mãe, é praticada dentro do Suriname, Jamaica, Ilhas Virgens,Trinidade e Tobago, Guyana, Belize, Bahamas, Cuba, Barbados, México, Brasil , Portugal e muitos outros.

 Os azande são povos do nordeste da África e chamavam a bruxaria de (Mangu).
Para os azande, a bruxaria (mangu) e a feitiçaria são distintas.
Eles acreditam que a bruxaria é “uma substância existente no corpo dos bruxos”. Diferentemente da feitiçaria, manipulação de objetos com finalidade causal, que faz um indivíduo adoecer e morrer num espaço de tempo curto, a bruxaria se dá num processo lento. Trata-se de uma percepção comum a diversos povos da África Central e Ocidental, que pensam na bruxaria como sendo um fenômeno orgânico e hereditário. Os Azande acreditam que certas pessoas são bruxas e podem lhes fazer mal em virtude de uma qualidade intrínseca. Um bruxo não pratica ritos, nem faz feitiçaria. Um ato de bruxaria é um ato psíquico. Eles crêem ainda que os feiticeiros podem fazê-los adoecer por meio da execução de ritos mágicos que envolvem drogas maléficas (Evas-Pritchard 1978, p. 33).
 Os azande crêem que a bruxaria é transmitida por descendência unilinear.
O genitor bruxo transmite a seus filhos homens essa característica física e a genitora bruxa transmite apenas às filhas a mesma característica (Evans-Pritchard 1978, p. 34).


  O autor apontou diversas contradições nesse sistema e afirmou que, apesar de os azande compreenderem argumentos lógicos, posicionam-se contrários a eles. Como exemplo, acredita-se que a bruxaria é hereditária, todo o clã seria bruxo, mas consideram bruxos apenas os parentes mais próximos do bruxo conhecido. Ou, se ficar provado que uma pessoa é bruxa, seus parentes próximos ficam com medo de ser considerados bruxos e o acusam de bastardo. Ainda, se um filho de bruxo não utilizar sua substância-bruxaria ao longo de sua vida, não pode ser considerado um bruxo (Evans -Pritchard, 1978, p. 36).
 Crêem que a bruxaria aumenta e torna-se mais potente com a idade, pois pensam que a substância-bruxaria cresce com o tempo, por isso têm medo dos idosos (Eavans-Pritchard, 1978, p. 39).

  A bruxaria africana é associada com o "bem e o mal" a mágia, encantos, sortilégios e misticismo em geral. A bruxaria africana consulta às religiões populares disponivéis em outras áreas, Católicos podem incluir elementos da bruxaria africana em sua religião. A bruxaria africana é associável a diversas religiões pagãs. Em países como o Brasil , fundiu-se com tradições existentes na terra, como o xamanismo e a pajelança dos ìndios brasileiros, o católicismos dos padres jesuítas e mais recentemente absorvel também, alguns aspectos do espiritismo kardecista.


 Na Jamaica, escravos de áreas diferentes da África trouxeram suas raízes religiosas, criando alguns conflitos entre aqueles que praticaram variantes de religiões africanas. Aqueles provindos do oeste africano eram chamados de "Ashanti", alguns sacerdotes da África central eram chamados de “homens Myal” (homens também soletrados de Mial), usando o termo “bruxaria africana” ou a “bruxaria africana de Ashanti - significando o “bruxo” para descrever as práticas diferentes dos escravos da África central. Assim como eram "bruxos", aqueles que trabalharam a magia no Congo.

  A bruxaria africana veio também a significar todo o objeto físico, tal como um talismã ou um encanto, que fossem usados para finalidades mágicas . Entretanto, apesar de sua reputação que “apavorava alguns”a bruxaria africana, como todo instrumento da mágica popular da religião e dos povos, contem muitas tradições para curas, ajudando, a trazer a sorte no amor e prosperidade.


 A bruxaria africana é encontrada primeiramente com referências em inglês, nas colônias britânicas .
É uma mistura das práticas e dos rituais tradicionais africanos ocidentais, com a influencia dos cristãos, que estiveram ensinandos suas crenças aos escravos africanos.
A bruxaria africana carrega algumas multiplicidades como no Voodoo que é encontrado em colônias francesas antigas, e a prática da Santeria que era encontrado em colônias espanholas e holandesas. Todas estas práticas têm uma mistura de mitos e da versão dos cultos africanos.


 Durante o meio do século XIX cresceu muito em vários países pelo qual imigrou. Durante o conflito entre os Myal e a bruxaria africana, os homens de Myal posicionaram-se como a bruxaria africana “sendo o mal “e a Myal boa” . Reivindicaram que os homens da bruxaria africana roubavam as sombras das pessoas. Os homens de Myal contataram espíritos e influenciaram pessoas, com a finalidade de expor os trabalhos "maléficos", que eram atribuíram aos homens da bruxaria africana.
 A “descoberta pública” de encantos enterrados da bruxaria africana, era presumida ser de intenção maligna, conduziu em mais de uma ocasião , combates violêntos aos homens rivais. Passando pelo século XX o" Myalismo" perdeu sua força e desapareceu na Jamaica. E a bruxaria africana dominou.

Fonte Scribs.
Adaptação do texto: Valdir Callegari


sábado, 4 de fevereiro de 2012

PLUSCIOS" Buscando as Origens da Palavra Bruxo

 Entre as perguntas que causam muita controversia no meio do paganismo, estão a busca da origem da palavra "Bruxo', alguns afirmam sem embasamento concreto nenhum, que essa palavra só pode ser usadas por "Tradições da Antiga Religião" na Europa. A palavra "Bruxo" representando o buscador e fornecedor de sabedoria, era muito usada em várias culturas por todos os continentes, não exatamente com  a mesma grafía ou pronúncia, mas com a mesma representatividade. (Pessoa que sabe muito).
Ou resumindo, o "Sábio". Do latim podemos retirar a mais forte representação do significado da palavra, que é o PLUSCIOS". Pluscios. Do latim pluscios - plus= mais; cios= saber. "pessoa que sabe muito"). Ela absorveu um "aspecto social" muito mais amplo, representando toda uma classe de sábios das religiões pagãs como, xamãs, sacerdotes, pagés, feiticeiros , astrólogos, curandeiros, parteiras, alquimistas e até mesmo as primeiras práticas da medicina na antiguidade.


 A história da bruxaria, que para muitos pode parecer algo macabro e obscuro,mas para nós serve como elemento desmistificador de nós mesmos, de nossa própria origem e da magia que nós temos e muitas vezes não sabemos. Traçando uma linha do tempo desde a antiguidade até os tempos atuais, vamos contar toda saga dessas sacerdotes e guerreiros, sofridas durante toda a história.
 Vamos nos imaginar em num ritual, com um grande caldeirão de magias, com bruxas, feiticeiras de outro tempo, evocando os bons espíritos e abrindo o caminho para conquistar seu maior objetivo.
Daí, se dá o ponto de partida para o começo de nossa história.

É na pré-história que começa nosso caminho. Em um tempo totalmente distante, parece inimaginável pensar que era possível existir algum tipo de rito ou adoração à algum tipo de força maior naquela época. Pois bem, existiam diversas formas, e são elas que originaram nossas crenças num mundo místico, que foge ao alcance de nossos olhos, atualmente.
Muitos homens pré-históricos acreditavam que através de suas pinturas rupestres, conseguiam aprisionar a alma dos animas e de suas caçadas, como se estivessem venerando e pedindo à uma força que desconheciam até então a boa caça e a boa colheita.
Porém, era preciso personificar essa magia que regia tudo que os cercava. Assim, foi criada a madona Negra, mais conhecida como Grande Mãe, geradora de todas as forças do universo e "cuidadora" da fertilidade. Era o útero de tudo, útero do mundo, a mãe geradora.

Para dar equilíbrio a essa energia, surgiu então o Deus Cornífero, representante da energia solar e da energia masculina, trazendo para si a coragem, o pensamento lógico e a saúde, mostrando os mistérios da morte e do renascimento. A figura de seu chifre representava principalmente essa virilidade masculina, pertinente à caça e a guerra.
Com essa cultura se difundindo na Europa, estava formada a base para a religião pagã, que surgia num momento bem posterior a esse. Era o início da magia, o início de um misticismo que muito intrigaría a muitos.
Com a invasão Celta à Europa, quase mil anos antes de cristo, os seus costumes e preceitos se misturaram com os já existentes nos territórios invadidos - onde hoje se localiza a Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britãnia na França, mas se estabeleceram principalmente na região da Irlanda.
E é nesse meio tempo, que surge a magia celta proveniente de seus costumes misturados com os costumes dos povos locais em que se instalaram.
Na maioria dessas sociedades estabelecidas, diferentemente da imagem que temos atualmente, a mulher tinha um papel preponderante e fundamental no funcionamento delas, sendo essas culturas chamadas "matrifocais", com a mãe, a mulher, no centro delas.
Por exemplo, ocorria no caso de morte de uma mulher, a herança era passada de mãe para filha, ou era dividida entre os filhos, mas à filha cabia a melhor parte; ainda, a mulher tinha o papel de ensinar os homens a guerrear, a lutar, tinham o papel de grande sábia de sua sociedade, entre outras grandes atribuições. Foram as mulheres dessas sociedades que desenvolveram a maior parte da agricultura, a cestaria, a cerâmica, a olaria, a metalurgia, as técnicas de processamento, armazenagem e preservação de víveres, eram ainda as guardiãs do fogo, as ervanárias e farmacologistas e as curandeiras oficiais e primeiras médicas. A atividade masculina se restringia à caça e à trabalhos de coleta nas florestas.
Pode-se então observar que naquela época, os papéis na sociedade não eram os mesmos atuais.
Entre outros conceitos do povo celta e de sua magia-religiã o, já que os dois assuntos são estreitamente ligados, era o conceito de vida após a morte, pois consideravam a morte como uma passagem, até mesmo como uma dádiva para chegar à um outro plano. Esse conceito os levava até a entrar quase que despidos na batalhas, apenas com pinturas pelo corpo, simbolizando sua real entrega aos deuses na batalha.
Porém, com a crescente ascensão do Império Romano e com as constantes invasões nas regiões onde os celtas se instalaram, essa cultura foi sendo aos poucos dizimada, permanecendo só a Irlanda como localização desses Celtas.
Toda a cultura foi dizimada em detrimento da cultura romano-cristã , que florescia no momento e impôs um novo ritmo de vida cultural e social para os habitantes daquela região. Era preciso dizimar toda e qualquer cultura que se opunha ao cristianismo, e a magia Wicca se encaixava nesse perfil.Portanto, era preciso tirar qualquer pedra do caminho do Cristianismo para que ele pudesse expandir suas garras,sua fé.
Com o crescimento do Cristianismo, aumentava a repressão, e uma das mais conhecidas formas de repressão foi o tribunal da santa inquisição, quer visava julgar e reprimir toda e qualquer forma de afronta à Igreja Católica, que já se consolidava como principal representante do cristianismo.
Iniciou-se então um período de duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como "Era das Fogueiras".
Mas de entre os alegados bruxos encontravam- se também os hereges, isto é: pessoas pertencentes a ordens religiosas rivais da Igreja; assim como os meros inocentes, tais como: doentes mentais, homossexuais, pessoas invejadas por poderosos, mulheres lindas e causadoras dos desejos dos homens, assim como mulheres velhas e/ou solitárias que despertavam os receios das pessoas.
 Um dos símbolos que sofreram essa repressão foi Joana Darck, que foi uma combatente na Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, e por possuir visões, que por muitas vezes ajudaram o seu exército a vencer, foi acusada de bruxaria e queimada na fogueira.
Com isso, e magia celta entrou numa época de marginalização, por motivos de abusos de poder e repressão a essa cultura que se fazia menor representada.


Porém , na década de 1950, é oficializada a volta aos ritos da bruxaria como religião, intitulando- se Wicca, o que de certa forma diminuiu a marginalização dessa magia que tanto intrigava à sociedade.
 A palavra "Wicca" vem do inglês antigo, tendo sido re-introduzida no uso moderno daquele idioma por Gerald B.Gardner, em sua publicação de 1954. Embora Gardner utilizasse a grafia "Wica", popularizou- se o uso de "Wicca", mais coerente à etimologia da língua inglesa moderna.
Com isso, houve uma diminuição da marginalização da bruxaria, que serviu de base para a religião moderna adaptada nomeada de Wicca, e isso proporcionou a introdução de personagens infantis, representados graciosamente como fantasminhas, bruxinhos e bruxinhas, que festejaram o imaginário infanil, sem a antiga versão assustadora.


 Portanto, pegue firme a vassoura de sua filosofia de vida, e voe por todo esse mundo mágico da Wicca e bruxaria, que outrora já foram chamados simplesmente de "Crendices Pagãs".